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Afonso de Bragança mostra dotes de dançarino em Baile de Debutantes

O filho mais velho de D. Duarte e D. Isabel de Bragança debutou ao lado de Ulrica Lowndes Marques, com quem formou um dos oito pares que debutaram neste baile vienense.

CARAS
7 de maio de 2016, 18:00

Anunciada a entrada dos protagonistas da noite, os 200 convidados deixaram as suas mesas e ladearam a pista de dança. Em fila indiana, os oito pares de debutantes entraram na sala – as damas vestidas de branco e os cavalheiros com os seus elegantes smokings com flores na lapela – apresentando-se à sociedade. Cumprindo a preceito a tradição dos bailes austríacos, os debutantes, sob a liderança do mestre de dança Vicente Trindade, abriram o baile com uma polonaise, seguindo-se a famosa valsa Danúbio Azul, mostrando aos seus pais e amigos os frutos de três meses de ensaios.
No meio da pista, sobres­saía Afonso de Bragança, de 20 anos, que, ao lado de Ulrica Maria Oom Lowndes Marques, provou ser um dançarino compenetrado e atento à sua parceira. Apesar de não ter a companhia dos pais e dos irmãos nesta noite de celebração, o príncipe da Beira recebeu os elogios de vários amigos da Juventude Monárqui­ca Portuguesa presentes neste Wiener Ball, que teve um objetivo solidário, como revelou Thomas Stelzer, embaixador da Áustria em Portugal: “Quisemos partilhar esta tradição austríaca com os nossos amigos portugueses. Os bailes na Áustria são uma manifestação cultural muito importante e uma plataforma integrativa do ponto de vista social. Por isso mesmo, quisemos que fosse uma ação de beneficência. Nesta noite, estamos a ajudar a Orquestra Geração, porque consideramos que é essencial apoiar crianças de bairros social e economicamente desfavorecidos, estimulando a sua inclusão social através da música. Além destas duas razões, este baile é ainda uma forma de agradecermos a hospita­lidade das famílias portuguesas que acolheram cerca de 5000 crianças austríacas no pós-guerra.”
Teresa d’Arriaga, profunda admiradora das tradições europeias e uma melómana, elogiou a iniciativa, recordando a importância de aliar a magnificência de um baile à ação solidária: “Não há bailes iguais aos vienenses. É uma tradição muito bonita. Contudo, este não foi mais um baile de debutantes, o que é salutar. Ao ser uma iniciativa de beneficência, os jovens que debutam tomam consciência de outras realidades muito menos favorecidas. O importante é as pessoas saberem que estão a dançar e, ao mesmo tempo, a ajudar outros jovens a desenvolverem a sua educação musical.”

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