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José Carlos Pereira e Liliana Aguiar: Romance em Marrocos

Juntos de novo após uma interrupção de três anos, o ator e futuro médico e a modelo e empresária mostram-se felizes.

Ana Oliveira
4 de maio de 2016, 16:37

Tranquilos, bem dispostos, apaixonados e cúmplices. Foi esta a impressão que José Carlos Pereira, 37 anos, e Liliana Aguiar, 36, deixaram na equipa da CARAS que os acompanhou numa viagem à estância balnear de Saïdia, no norte de Marrocos, onde desfrutaram de banhos de sol e de mar e de muitos momentos a dois. Os desencontros do passado parecem ter dado lugar a uma fase mais calma – estavam separados há três anos, depois de uma relação com interrupções – e os últimos meses vieram mostrar-lhes que afinal há futuro para além de passado. “Gostamos um do outro, admiramo-nos, estamos bem”, resume o ator e futuro médico, simplificando o que não há que complicar. Nas entrelinhas da conversa ficam os problemas de dependência que levaram Zeca – assim o trata toda a gente – a internamentos para desintoxicação e a uma inter­rupção forçada no trabalho como ator. É o próprio a sugerir que o assunto fique fora da en­trevista, pois já disse tudo o que tinha a dizer sobre isso: reconhece que a certa altura perdeu a autoestima e per­deu o rumo que deveria ter dado à sua vida. Agora, parece ter tudo sob controlo. Só o facto de estar praticamente a terminar o curso de Medicina – neste momento integra uma equipa hospitalar –, cuja exigência não é de todo um mito, já diz muito.
– Agora que se reencontraram, sentem que tudo é mais harmonioso entre ambos?
Liliana – A nossa relação teve muitas fases e, por comparação com o que tivemos há três anos, digo que hoje namoro com uma pessoa completamente diferente. Ambos crescemos, o nosso afasta­mento fez-nos mudar, tivemos outras pessoas e, queiramos ou não, isso traz um amadurecimento e outra forma de ver as coisas.
José Carlos Pereira – Termo-nos reencontrado e reaproximado foi um sinal que significava que isto valeria a pena. Levámos algum tempo até sentirmos que estava certo e era estável. Nem quisemos dizer a ninguém, ou falar publicamente sobre isso, apesar de nunca nos termos escondido, porque queríamos ter a certeza disto. Chegámos a um ponto em que gostamos um do outro, temos orgulho e admiração um pelo outro, estamos bem, não faz sentido esconder isso.
– Pelo que vi nestes dias, pa­rece-me que serão aquele caso em que se complementam nas diferenças: o José Carlos é aventureiro, a Liliana, ponderada.
– Eu deixo-a no barco e vou na mota [ri-se, numa referência literal a um passeio da véspera]. Desde criança que gosto de desportos que mexam com a adrenalina.
– Gosta de esticar a corda...
– Sim, mas também de voltar para cá. Estico a corda para ela me puxar outra vez. Senão fico fora de pé e não convém.
– Mesmo que lá tenha estado, voltou.
– Sim, e isso é que interessa.
– É importante ter alguém com quem partilhar o dia-a-dia?
– É importante na vida de qualquer pessoa ter com quem partilhar, mas não é essencial. Ou se está com alguém com quem vale a pena partilhar ou mais vale estar sozinho. E nós temos uma coisa muito boa: além da relação amorosa, temos uma relação de amizade com muitos anos e conhecemo-nos muito bem. Eu conheço a Liliana no silêncio dela, ela conhece-me no meu silêncio. O que irrita!
– O que destacariam um no outro como o melhor e o pior?
Liliana – O Zeca tem muita coisa que adoro. É uma das pessoas ao lado de quem me sinto mais segura. Pode estar um prédio a ruir ao meu lado, que, se estiver ao lado dele, sinto-me segura.
José Carlos – E porquê? Por­que sou médico! [risos] Ela diz que eu sei sempre o que é que ela há de tomar.
– Está mesmo na reta final do curso de Medicina.
– Sim, estou no último ano, o sexto. Temos vários estágios parcelares, várias cadeiras nas diversas especialidades. Estou mesmo a terminar o último estágio parcelar, que é só trabalho hospitalar (neste momento estou numa equipa de medicina interna). Quero medicina geral ou familiar, que é o antigo clínico geral, ou então pediatria. Tenho a certeza de que quero uma especialidade clínica e não cirúrgica. Gosto muito mais do contacto humano, de poder acompanhar, numa progressão, a vida da pessoa. Acho que a clínica geral será o meu caminho.
– É isso que o move na Me­dicina, ser útil?
– Exatamente isso. Gosto de me sentir útil e parte integrante de algo maior. A sociedade não funciona sem saúde, somos todos peças de uma engrenagem. Além disso, a Medicina é uma das ciências mais bonitas para o conhecimento humano. Requer muito estudo, é muito exigente, mas sinto-me um privilegiado.
– Vai conciliar a Medicina com a representação?
– Sim. Isto não é um plano B, é um segundo plano A, como costumo dizer. Vou exercer Medicina, não tenho dúvidas disso, mas nunca abandonarei completamente a representação.
Liliana – E eu vou gerir o con­sultório [risos].
José Carlos – É verdade, ela é uma business woman, eu sou mais um artista. Sei ganhar dinheiro, mas não sei aplicá-lo, ela é que sabe. E tenho completa noção disso. Temos de conhecer as nossas limitações e as nossas qualidades. E eu sei que as minhas limitações incluem a falta de jeito para os negócios. Mas tenho qualidades muito boas: quando me proponho fazer um trabalho, faço-o, e se desenho um objetivo, atinjo-o.
– O facto de ser um ator conhecido não traz dificuldades no trabalho hospitalar?
– As pessoas percebem bem a diferença entre uma coisa e outra, quando vão ao hospital vão para ser tratadas, não para ver uma figura pública. Ser médico não é um papel, é a vida real, e a minha própria postura passa essa seriedade. Ninguém chega a médico em Portugal sem poder sê-lo, e as pessoas sabem-no.
– E já tratou a Liliana?
Liliana – Já aconteceu ir ao hospital ter com ele, sim, e confesso que me deu um certo gozo pedir para chamar o Dr. José Carlos Pereira [risos].
– E o seu filho [Miguel Ângelo Ta­vares, de dez anos], já usufruiu dos cuidados do Dr. José Carlos Pereira?
– Por acaso nunca aconteceu com o Júnior, não.
– E dão-se bem os dois?
– Sim, o Júnior já convivia muito com o Zeca quando estivemos juntos a primeira vez e tem um lado aventureiro que liga muito bem com ele. Alinham muito em programas a dois: eles jogam futebol e eu tiro fotografias.
– Tem vontade de voltar a ser mãe?
– É uma pergunta que faço a mim própria... O meu sonho sempre foi ter um casal, mas passaram dez anos e às vezes tenho dúvidas sobre se conseguirei dividir o amor que tenho pelo meu filho... Teria de sentir que tinha mesmo de o fazer.
– E o José Carlos?
– É pública a minha vontade de ser pai. Neste momento temos uma relação estável e já nos conhecemos há muito tempo, obvia­mente que já falámos sobre isso, mas vamos aproveitar primeiro para namorar e se as coisas corre­rem bem, então... Temos tempo para amadurecer a coisa.

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