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Aurea: “Sou um bocadinho difícil de conquistar”

Com a edição do álbum ‘Restart’, a cantora iniciou outro ciclo profissional e pessoal, no qual se descobre mais madura e ciente do que a faz realmente feliz.

Marta Mesquita
30 de abril de 2016, 14:00

A vida é feita de recomeços. Pode ser uma frase feita, mas é a que mais se adequa à fase que Aurea atravessa, tanto que Restart [recomeço] foi precisamente o nome escolhido para o seu mais recente álbum. Solteira e dedicada ao trabalho, a cantora, de 28 anos, redescobriu-se em novas sonoridades, que revelam uma mulher mais madura, reflexo dos “muitos picos emocionais” que pautaram os seus últimos anos. Mais segura e consciente daquilo que realmente é importante, Aurea volta aos palcos com uma energia renovada e com a certeza de que será sempre nos afetos que encontra o seu porto seguro.
– Esteve quatro anos sem editar um álbum de estúdio. Mudou muito nestes anos?
Aurea
– Sim, estes quatro anos mudaram-me muito. Aconteceram-me muitas coisas. Houve ciclos que terminaram, outros que começaram. Encerrei alguns capítulos mais complicados... Foram quatro anos com muitos picos emocionais, que se revelaram, no final, muito positivos. Amadureci muito e isso nota-se no meu trabalho. Foram dos anos mais importantes na minha vida.
– Pode revelar algumas dessas expe­riências?
– Tive de lidar com perdas, por exemplo. Perdi algumas pessoas importantes na minha vida, tive algumas desilusões, mas também conheci outras pessoas. Comecei a trabalhar com uma nova equipa e isso é um novo capítulo. Tudo isto me leva a encarar este ciclo como um recomeço, daí o nome Restart. Fez-me todo o sentido que este disco tivesse esse nome.
– E que Aurea se pode descobrir neste Restart?
– Acho que este disco tem uma sonoridade diferente da dos outros dois, mas há, de alguma maneira, um regresso às minhas origens. Queria mostrar algo diferente e senti a necessidade de quebrar com a minha rotina e com os vícios que adquiri nos trabalhos anteriores. Estava na altura de dar uma frescura ao meu trabalho. Neste novo disco há uma Aurea mais madura, mais mulher, que canta aquilo que lhe aconteceu nestes últimos anos.
– Este disco foi produzido em Las Vegas, nos EUA. Sente que Portugal já é demasiado pequeno para si? Tem vontade de apostar na internacionalização?
– Portugal não é nada pequeno para mim. Há sempre muito por conquistar. Adoro o nosso país e gosto muito de trabalhar cá. Ainda tenho muito por dizer. Estou a gostar de ver os anos a passarem por causa disso. A idade tem-me permitido olhar de uma outra maneira para o que me acontece. Comecei a relativizar muita coisa e a dar importância a outros aspetos. E isso faz uma grande diferença na maneira como vivo. Por exemplo, dou cada vez mais importância aos momentos que passo com as minhas pessoas. Tenho de ter tempo para estar com elas e para fazer aquilo que me realiza.
– E no meio de tantas horas entre palcos, programas de televisão, estúdios e autógrafos, qual é o seu refúgio?
– A minha família e os meus amigos são o meu refúgio.
– E quando tem tempo livre, o que gosta de fazer?
– Adoro viajar. É o melhor investimento que tenho feito na minha vida. É bom sair daqui e ver coisas novas. Sempre que posso, viajo. A minha última viagem foi às Maurícias e adorei. Precisei mesmo desses dias para apagar algumas coisas, para descansar e estar em paz comigo própria. Foi fundamental para poder recomeçar com muita força. Também adorei ir ao Vietname e a São Francisco. Cada sítio é especial à sua maneira...
– No ano passado aceitou mais um desafio: ser jurada no The Voice Portugal. Foi uma experiência enriquecedora?
– Sim. Senti que tinha de sair da minha zona de conforto. Esquivo-me muito às câmaras, porque sou muito reservada, mas arrisquei e foi muito positivo para mim. Baixei algumas defesas, expus-me um bocadinho mais, mas foi uma experiência muito enriquecedora. Por isso é que vou voltar a esse papel.
– Disse que é uma “pessoa muito reservada.” Consegue estabelecer uma barreira entre a artista e a Aurea de todos os dias?
– Não. Nunca me consigo desligar da artista que sou. Não construí nenhuma personagem e não consigo ter uma máscara. As pessoas merecem a minha genuinidade. E, sinceramente, sinto que as pessoas me respeitam muito. Nunca senti que invadissem o meu espaço. Vêm ter comigo, falam do meu trabalho, mas isso não me incomoda nada! Muito pelo contrário. Adoro ter esse feedback.
– E há tempo para namorar? Ou não é uma prioridade?
– Namorar não é uma prioridade. Estou solteira e felicíssima. Casar-me e ter filhos continua a ser algo que ambiciono, mas tudo a seu tempo.
– É uma mulher difícil de conquistar?
– Sim, sou um bocadinho. Tenho de dar al­gum trabalho [risos].

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