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A viver em Lisboa com o marido, Carina Caldeira diz que tem o Porto no coração

A autora e apresentadora do programa “Soccer Cities”, que é transmitido em 45 países, está de regresso ao Porto Canal, onde apresenta o concurso diário “Azul ou Branco” ao lado de Tiago Girão.

Joana Brandão
30 de abril de 2016, 10:00

Filha de Adelino Caldeira, administrador da SAD do Futebol Clube do Porto, Cari­na Caldeira, de 33 anos, trata o futebol por tu desde que nasceu. E esse tem sido o seu grande trunfo profissional. Apaixonada pelo desporto-rei, especializou-se em televisão e criou um programa que a ‘obriga’ a viajar pelo mundo atrás dos melhores jogadores e treinadores de futebol internacio­nais. Soccer Cities é transmitido em 45 países e já vai a caminho da terceira série. José Mourinho, André Villas-Boas, Deco, Kaka, Aimar e Enzo Francescoli foram alguns dos seus entrevistados. Paralelamente, em janeiro, Ca­rina foi convidada por Tiago Girão para co-apresentar Azul ou Branco, um concurso diário e em prime time no Porto Canal.
Casada há dois anos com o produtor de música Francisco Cardia, de 28 anos, com quem namorou oito, já viveram em Nova Iorque e em Madrid, antes de se instalarem em Lisboa, em 2012.
Extrovertida e comunicativa, Carina é também a relações-públicas da Ideiatex, empresa dos sogros que representa várias marcas de luxo em Portugal e tem a loja My God, no Porto.
– Quase dez anos depois de ter feito parte da primeira equipa do Porto Canal, está de volta para apresentar o concurso Azul ou Branco, um formato diferente do que está habituada a apresentar...
Carina Caldeira – Sim, é diferente, mas estou a gostar muito. A verdade é que nunca tinha apresentado um concurso, mas estou a adorar o contacto direto com o público. Além disso, obriga-me a vir ao Porto uma vez por semana para gravar, e é sempre bom ter motivos para cá voltar. E, felizmente, as audiências do programa estão a ser ótimas!
– Desde a sua estreia profissional, a sua vida mudou muito. Mas a paixão por fazer televisão mantém-se...
– Quando escolhi Ciências da Comunicação já sabia o que queria fazer. Por isso, a meio do curso fiz o casting para o Porto Canal e entrei, numa altura em que o Futebol Clube do Porto não tinha qualquer influência no canal. Apresentei um programa de desporto chamado Sub-16, até que me desafiaram a assumir o Sala de Aulas, um programa direto de uma hora. Foi uma grande experiência! Mas depois de quatro anos no Porto Canal, achei que precisava de mais formação. Trabalhar em televisão era o que queria fazer por isso fui para Nova Iorque. Tirei um curso de representação na NY Film Academy, outro na FYT e depois fiz uma pós-graduação na NY Film Academy, com filiação na NBC, na área da Informação. Foi uma grande aprendizagem. E antes de me vir embora, ainda estagiei na revista Interview, um sonho!
– De Nova Iorque, mudou-se para Madrid...
– Depois de quatro anos em Nova Iorque, achei que estava na altura de mudar e fui viver para Madrid. Durante um jantar convi­daram-me para fazer o programa Personal Shopper, em espanhol, no canal de televisão Bienestar. Estive lá um ano, de manhã tinha aulas de espanhol e à tarde gravava o programa. Depois disso, achei que já estava na altura de voltar para Portugal.
– Além do Azul e Branco, apresenta o Soccer Cities, um programa de viagens, lifestyle e entrevistas com os melhores profissionais de futebol, que é transmitido em 45 países e em Portugal passa na RTP...
– O Soccer Cities é o meu bebé. Quando regressei a Portugal, vinda de Madrid, tive a ideia maluca de viajar pelo mundo com jogadores de futebol. Esta é a área da minha família e eu estive sempre em contacto com jogadores. Não é um mundo acessível, por isso apresentei uma proposta à produtora espanhola Media Lusa. Eles aceitaram e já vamos a caminho da terceira série, em dois anos de programa. Passa em 45 países, da China aos EUA. É um sucesso incrível!
– Estas viagens e experiências foram partilhadas com o Fran­cisco, com quem se casou há dois anos. Como se conheceram?
– Os nossos pais são amigos há muitos anos e nós apaixonámo-nos numas férias na Turquia, onde fomos todos juntos há dez anos. Sem contar, foram os nossos pais que nos juntaram. Demos o primeiro beijo numa ilha chamada Symi, nome que tatuei nas costas e que escolhemos para a nossa Yorkshire. Eu e o Francisco somos super felizes e cúmplices. O segredo da nossa relação é não termos rotinas, nunca estamos no mesmo sítio. Do Porto fomos juntos para Nova Iorque e depois para Madrid. Estamos em Lisboa há quatro anos, e há dois decidimos casar-nos, durante umas férias em Los Angeles. Foi um sonho casarmo-nos em Las Vegas. Os nossos padrinhos foram o Tiago Felizardo e o Francisco Froes, dois amigos do meu marido que estavam em LA na altura. Já estamos juntos há tanto tempo que, se não fosse assim, sem planearmos, não estou a ver como seria. E foi ótimo, divertimo-nos muito!
– É o seu segundo casamento. Sente que foi uma decisão amadu­recida?
– A primeira vez que me casei era muito nova, tinha 19 anos, e deixei-me levar por um impulso. Não tinha maturidade e a verdade é que durou pouco tempo, foi um casamento-relâmpago. Mas com o Francisco as coisas aconteceram de forma gradual, sem comparação possível. Nós crescemos juntos e temos uma relação madura. Tem sido incrível partilhar a minha vida com ele. Eu sou uma pessoa acelerada e ele é muito calmo, e sabe lidar comigo como ninguém.
– E faz parte dos vossos planos serem pais?
– Sim, nos próximos dois ou três anos gostava de ser mãe. Neste momento, estou concentrada na minha carreira, está imensa coisa a acontecer ao mesmo tempo, mas quando tiver uma pausa, vamos pensar nisso. O Francisco adora crianças e quer muito ser pai. Enquanto não acontece, andamos entretidos com os nossos quatro cães.
– Com um programa diário, imagino que seja reconhecida na rua. Como lida com o media­tismo?

– Lido bem. O meu núcleo de amigos é o mesmo há anos e anos. As minhas amigas do Porto estão quase todas em Lisboa e quando saio é para estar com elas. Por causa do meu pai, cresci num meio mediático, mas não foi por isso que me deixei deslumbrar. O importante é ser feliz. E eu sou, muito!
– E voltar a viver no Porto faz parte dos vossos planos?
– Sou tripeira e tenho o Porto no coração. Neste momento vivemos em Lisboa, mas se calhar, quando tivermos um filho, faz mais sentido estarmos no Porto, onde temos as nossas famílias. Depende do que a vida nos der, não costumamos fazer planos a longo prazo.

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