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Jane Fonda: "Não devemos permitir que as dores e limitações físicas nos definam”

Aos 78 anos, a atriz e ex-modelo defende que o envelhecimento não deve apagar o brilho dos olhos nem atenuar a curiosidade que devemos sentir em relação à vida e a tudo o que nos rodeia.

Cláudia Alegria
27 de abril de 2016, 10:30

Esteve, pela primeira vez, em Portugal para participar num debate sobre a importância do envelhecimento ativo e da autoestima nos seniores a convite da L’Oréal, marca da qual é embaixadora. Assim que subiu ao palco, Jane Fonda justificou a bengala de acrílico: “Há cinco dias estava a fazer uma caminhada na montanha, em Los Angeles, e um jovem muito bonito vinha na minha direção sem T-shirt. Olhei para cima e acabei por cair. Esta história tem três lições sobre o envelhecimento: ainda faço caminhadas, o que é ótimo na minha idade; ainda olho para cima quando vejo um homem com bom ar; a terceira lição é que, quando caio, é maior o risco de me magoar seriamente. Mas de uma coisa tenho a certeza: não devemos permitir que as nossas dores e limitações físicas nos definam. Eu não sou a minha dor. Não consigo fazer jogging, mas ainda consigo andar, caminhar, consigo estar saudável e manter-me em forma.” Após o debate, a atriz, de 78 anos, deu entrevistas a alguns meios de comunicação social, entre os quais a CARAS.
– Diz ter começado a prestar mais atenção à forma como se apresenta em público de modo a conseguir transmitir o que quer. O que pretende transmitir hoje?
Jane Fonda –
Dizer que, mesmo sendo mais velhos, ainda conseguimos ter energia, brilho nos olhos e curiosidade pela vida. Sinto que, se sou um exemplo para as pessoas, tenho que ter atenção à forma como me apresento.
– Tem alguma regra de ouro para envelhecer bem?
Sim, mantermo-nos ativas é o mais importante. Mesmo que não possamos fazer o que costumávamos fazer... Já não consigo correr nem esquiar, mas posso andar e trabalhar a parte superior do meu corpo. Quando paramos de fazer exercício, o corpo começa logo a deteriorar-se. Depois, não nos podemos esquecer de comer bem, privilegiando os alimentos frescos e saudáveis, o que é mais fácil de fazer em Portugal do que em muitos outros países!

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