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Isabel Angelino: “Acredito que o melhor ainda está para vir”

Otimista, a apresentadora da RTP já arrumou o seu passado e vive dias de tranquilidade. Para trás ficou a relação de seis anos e dois casamentos com o cirurgião plástico Ângelo Rebelo.

Andreia Cardinali
25 de abril de 2016, 14:00

Descontraída e sem maquilhagem, é com o seu sorriso característico que Isabel Angelino, de 49 anos, chega ao local onde a vamos fotografar. O cabelo mais escuro e com franja, uma das tendências do momento, chama de imediato a atenção. “Quando temos uma imagem muito exposta, como acontece com a minha profissão, faz bem mudar de vez em quando. A mudança é sempre boa, e neste caso, modéstia à parte, até tenho recebido alguns elogios [risos], conta a apresentadora da RTP enquanto bebe um café, antes de iniciarmos a entrevista. Serena, Isabel não foge a nenhum assunto, nem mesmo o fim do seu casamento com Ângelo Rebelo, até porque acredita que “o melhor ainda está para vir.”
– Tenho de começar pelas notícias que sugerem uma proximidade entre si e o empresário Pedro Dantas da Cunha, com quem se especulou ter tido uma relação há mais de uma década...
Isabel Angelino – Já não nos víamos há 16 anos e jantámos juntos. Somos amigos, por isso é natural que tivéssemos muito para conversar. Foi apenas um jantar de amigos, em que nos rimos muito, porque o Pedro é um homem muito divertido.
– Poderá essa amizade dar lugar a algo mais?
Quando eu estiver apaixonada por alguém, vocês serão os primeiros a saber. Prometo!
– E quer comentar a notícia de que o seu ex-marido namora com a estilista Fátima Lopes?
Não tenho qualquer comentário a fazer. É um assunto que não me diz respeito.
– É fácil arrumar o passado?
Sim, quando já passou tanto tempo. O passado ficou lá atrás, com tudo de bom e de mau que possa ter existido. Há que aceitar que fez parte da nossa vida. Só assim seguimos em frente sem mágoas nem ressentimentos.
– E o que é que o presente lhe tem ensinado?
Que somos os únicos donos das nossas vidas e que a vida é para ser vivida em pleno todos os dias. Se algo ou alguém nos faz sentir mal, devemos afastar-nos imediatamente. Ninguém muda e acreditar que isso possa ser possível é prolongar o sofrimento. Nada nem ninguém tem esse direito. Devemos procurar gostar de nós próprios, com defeitos e virtudes, e conseguir ser felizes sozinhos. Depois, se vier alguém, esse alguém só valerá a pena guardar se nos fizer sentir verdadeiramente especiais todos os dias.
– Isso quer dizer que não deixou de acreditar no amor?
Nunca! Uma das nossas características é podermos amar várias pessoas ao longo da nossa vida, todas elas de formas diferentes, e eu acredito que o melhor ainda está para vir. Como dizia a minha avó Isabel, “para toda a panela há uma tampa” [risos].
– Nesta segunda oportunidade que deram ao casamento tudo parecia estar bem...
O facto de termos mais exposição mediática leva-nos por vezes a ter vergonha de mostrar e de falar sobre como nem sempre as coisas são tão bonitas nem tão verdadeiras quanto parecem. Há segredos que somos obrigados a esconder. Mas claro que, como acontece com todos os casais, também há bons momentos, não nego. Mas depois do luto feito, tudo o que vivemos torna-nos maiores e mais fortes para seguir em frente, e eu já fiz o meu há algum tempo, graças a Deus. A vida surpreende-nos constantemente com o bom e com o mau, e ultimamente tenho tido boas surpresas na minha vida pessoal e profissional, inclusivamente o regresso à minha vida de amigos que não via há muito.
Um desses bons momentos é com certeza a mudança de casa...
Sim, vendi a minha casa de sempre, que adquiri aos 25 anos, e comprei uma maior, para a qual me mudei esta semana. Ainda estou na fase de decoração, que é um dos meus hobbies e me dá um imenso gozo.
– Segue as tendências das revistas de decoração ou gosta de aproveitar e reutilizar?
Um pouco de tudo. Há peças das quais nunca me irei separar, mas também há outras pelas quais me apaixono e não resisto. Gosto mais de vaguear pelas lojas do que folhear revistas, confesso.
– O facto de estar solteira também lhe dá mais tempo para si...
Este ano comecei por pôr em prática alguns projetos e desejos que acalentava há algum tempo. Um deles foi começar a praticar ioga, o que me ajuda não só na agilidade física como me serena mentalmente. É uma filosofia de vida... pensarmos em nós como mais um elemento da Natureza e espalhar a energia boa que temos com os outros é revigorante. Aconselho vivamente. Depois, a fotografia foi desde sempre uma paixão adiada e agora decidi que está na altura de tirar um curso com um dos fotógrafos portugueses mais aclamados e com vários livros publicados, o Joel Santos.
– Como está a correr a rubrica Agora Conta-nos, no programa da manhã da RTP?
Lindamente, e as audiências confirmam isso mesmo. Nós os três, eu, a Tânia [Ribas de Oliveira] e o Zé Pedro [Vasconcelos], divertimo-nos muito e fazemos rir os portugueses, porque televisão também é isso, pôr bem-dispostas as pessoas que diariamente são bombardea­das com tantas desgraças.
– Sei que novos projetos se avizinham...
Sim. Estou em negociações com uma marca multinacional de produtos de cosmética para ser a sua imagem no nosso país, e na RTP, além do Agora Conta-nos, vou fazer uma série de programas em Boston.
– E para quando a ida para Boston? Está desejosa?
Vai ser já em abril e claro que estou desejosa! Vou ter a possibilidade de juntar o útil ao agradável, já que adoro o meu trabalho e viajar é uma das minhas paixões. Depois, ter a possibilidade de falar com portugueses que conseguiram alcançar o sucesso tão longe do seu país é um enorme orgulho. É uma espécie de regresso às raízes. Há 24 anos comecei na RTP Internacional e fazia muitas reportagens e programas junto das nossas comunidades, e confesso que já tinha saudades de mostrar o que nos une a todos onde quer que estejamos. Temos fortes laços afetivos com o nosso país, as nossas tradições e o que é nosso, e é tão bom!
– Sei também que irá participar numa curta-metragem do realizador João Paulo Simões...
Pois, este parece ser o ano de todas as decisões, ou pelo menos de todos os acontecimentos para mim. Foi um convite, que me deixou muito lisonjeada, por parte deste jovem e talentoso realizador de cinema independente. É um risco que vou correr. Vamos ver como me vou sair. É uma grande responsabilidade e vou dar tudo por tudo para não desiludir.
– A representação poderá ser uma área a explorar?
Quem sabe? Na vida tudo é possível, desde que seja feito com empenho e respeito.
– Fez recentemente 49 anos. Qual o segredo para esta figura invejável?
Antigamente praticava natação, agora ioga e a minha cadela Sury ajuda-me a dar grandes passeios a pé. Depois, acho que os meus pais também me ajudaram com a sua herança genética. Uso e abuso de creme hidratante e refirmante no rosto e no corpo e tomo suplementos que retardam o envelhecimento.
– Já pensa nos 50 ou lida bem com o avançar da idade?
A verdade é que nem me lembro da minha idade. Minto! Lembro-me quando tenho de pôr os óculos de leitura. [Risos] Mas confesso que nunca me senti tão bem, física e espiritualmente, e, sabendo o que sei hoje, não voltava atrás no tempo de certeza. Ainda tenho, no mínimo, mais 49 para viver, e isso é muito bom.

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