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Marcelo Rebelo de Sousa: Um aluno brilhante, um homem de afetos

É carismático, inteligente, sorridente, dá abraços, recebe beijinhos. Próximo dos cidadãos, vai certamente dar dores de cabeça à segurança.

CARAS
28 de março de 2016, 15:30

Dezembro de 1948, dia 11. Maria das Neves sente dores de parto e é conduzida até à maternidade por Mar­cello Caetano. Pouco depois da meia-noite, já no dia 12, nascia o filho varão, Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa. O pai, Baltazar, que estava a terminar o curso de Medicina, chegou a tempo de assistir ao nascimento deste filho que, segundo a biografia escrita por Vítor Matos, “não dormia à noite e tagarelava pelas madrugadas”. Tanto que por vezes era preciso adormecerem-no com “uma volta no Volkswagen carocha preto”, primeiro carro da família. Marcelo herdou da mãe, a sua maior confidente, não só os olhos claros, mas também o sentido crítico e observador. “Saio à minha mãe, sempre fui o filhinho protegido da mãe, enquanto os meus irmãos eram mais do meu pai”, lê-se na mesma obra. Frequentou o Jardim-Escola João de Deus e o Lar da Criança. No Liceu Central de Pedro Nunes, onde estudava uma elite forma­da por rapazes de boas famílias, completou o ensino secundário com notas extraordinárias. Era óbvio que chegaria longe. Escolhe a área de Letras e segue Direito. Termina com distinção. Mas não é só ao percurso académico que dá prioridade. A família foi desde sempre o seu pilar e ainda hoje é muito próximo dos irmãos, António, quatro anos mais novo, e Pedro, o caçula, hoje com 60 anos.

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