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Aos 18 anos, Maria Clara dá os primeiros passos nas ‘passerelles’ internacionais

Em Milão, onde desfilou para a Gucci, a manequim da L’Agence deu a sua primeira entrevista à CARAS.

Cristiana Rodrigues
26 de março de 2016, 16:00

Pisou a passerelle da Gucci na Via Valtellina, em Milão, segura e com garra. Maria Clara, de 18 anos, que em 2013 conquistou o júri do Concurso L’Agence Go Top Model, convenceu também a marca de luxo italiana com o seu 1,78m, olhos verdes, cabelo louro escuro e, sobretudo, com a sua atitude. A CARAS quis conhecer melhor esta jovem que começa a dar os primeiros passos no circuito da moda internacional e marcou encontro na praça central de Milão onde fica a Catedral, um dos pontos emblemáticos da cidade, a dois passos dos escritórios da Gucci. Foi a própria Maria Clara – que escolheu jeans, camisola preta justa e botins com atacadores para esta sessão fotográfica – que nos guiou. Pelo caminho, com a sua voz doce de tom sereno, contou-nos que nasceu em Lisboa, que tinha três anos quando fez o primeiro anúncio publicitário e que embora esteja inscrita no Curso de Marketing e Publicidade, quase não o frequenta. “Os professores nem sabem que existo. Não sei se é para continuar, porque ainda estou a ver onde é que as oportunidades me levam. Se se justificar interromper os estu­dos é o que farei. Focar-me na moda é agora ou nunca”, diz, com segurança. “Quando tomei esta opção os meus pais apoiaram-me imediatamente.” E é ao falar dos pais que os olhos brilham: ele é jornalista da RTP África, a trabalhar em São Tomé e Príncipe, ela, ex-produtora de televisão, a viver em Lisboa: “Os meus pais estão juntos há 25 anos, só estão separados por motivos profissionais. Às vezes fico com o coração apertado por saber que a minha mãe está sozinha em Portugal, mas ela tem aproveitado para ir visitar mais vezes o meu pai enquanto eu vou viajando.” Pressentem-se as saudades... “Sim, sinto a falta da minha mãe, mas por estar muito ocupada não penso muito nisso. E tenho saudades da minha cama, do meu quarto... E dos meus amigos também!” Se deixou algum namorado à sua espera? “Por acaso, não. [risos] Estou focada na vida profissional. Não me quero arrepender mais tarde de ter deixado alguma coisa por fazer. Na minha idade, os namoros implicam que as pessoas estejam juntas e se vejam muitas vezes e eu agora quero viajar. E há pessoas que não veem isso com bons olhos”, argumenta. De facto, a realidade de Maria Clara neste momento implica longas temporadas fora. “Pensei que iria ser pior, mas estou a adaptar-me muito bem e sinto-me mais independente e autónoma. Fico em residências para modelos, tenho tido a sorte de ter boas colegas de quarto. Tem sido interessante e até tenho feito boas amizades”, conta, enquanto, já sentadas numa pastelaria, pedimos um chá para acompanhar o final da conversa. “Não bebo álcool, não fumo, não gosto! Sou muito certinha... [risos] O meu único vício é o chocolate”, diz. O que é que eu gostaria de fazer? Trabalhar com excelentes marcas, fazer uma boa campanha e, quem sabe, ser capa da Vogue. Hei de lá chegar.” Esta determinação é a imagem que nos fica ao despe­dirmo-nos de Maria Clara, que seguiu para Paris onde desfilou para Rochas, Yang Li, Courrèges e Luís Buchinho, que apresentou a sua coleção no âmbito do Portugal Fashion.

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