Nas Bancas

Teresa Kap: A sósia de Irina Shayk que quer ‘ter uma voz no mundo’

Teresa é filha de pai russo e mãe brasileira e, sendo os pais diplomatas, já viveu em sete países diferentes. Contudo, é em Portugal, onde mora há cinco anos, que se sente ‘em casa’, como admitiu à CARAS.

Marta Mesquita
20 de março de 2016, 14:00

Ao deparar-se com estas páginas, num primeiro relance o leitor poderá pensar que a CARAS entrevistou Irina Shayk. Mas não. Esta manequim, cujas semelhanças com a modelo russa são óbvias, chama-se Teresa Kap [nome profissional de Teresa Kopp Alvarez Procopiak] e é, isso sim, sósia de Irina.
Tudo começou há um ano, quando a especialista em segurança informática foi abordada por um repórter britânico que a achou muito parecida com a ex-namorada de Cristiano Ro­naldo. Teresa deu-lhe uma entrevista e percebeu que ser sósia da supermodelo era a oportunidade que procurava para ter “uma voz no mundo”, como assegura. Dona de um corpo escultural, a jovem brasileira de 32 anos, radicada em Portugal há cinco, tem outras ambições para além de singrar no mundo da moda. Licenciada em Psicologia, Teresa acaba de escrever um livro sobre a sua luta contra a anorexia e o seu objetivo é publicá-lo e dar palestras sobre este tema.
Depois de passar uma manhã na pele de Irina Shayk, durante a qual foi fotografada para a CARAS e deu uma entrevista para a SIC, que foi transmitida no passado dia 7 de fevereiro, Teresa partilhou a sua história e mostrou quem verdadeiramente é para lá das aparências.
– Por que razão nunca quis investir numa carreira como manequim em nome próprio?
Teresa Kap
– Na adolescência tive essa oportunidade, mas não quis investir na área da moda, porque comecei a aperceber-me de certas coisas que não considerava corretas. Via miúdas passarem fome, com distúrbios alimentares... O trabalho de uma manequim depende do tamanho da sua cintura e essa é uma realidade que nunca vai mudar. As roupas têm de cair como num cabide. Tenho a sorte de ser naturalmente magra, mas também já sofri de anorexia ner­vosa. Entrar para o mundo da moda nessa altura seria alimentar ainda mais o problema, uma vez que o meu corpo seria o centro do meu trabalho.
– E o que espoletou o seu distúrbio alimentar?
– Nunca falei sobre isto, mas chegou a altura de o fazer, até porque escrevi um livro no qual retrato toda a minha luta como doente de anorexia nervosa. Escrevi sobre os meus internamentos, sobre o que sentia e como consegui superar o problema. Tudo começou quando tinha 15 anos, e coincidiu com o período em que os meus pais se estavam a divorciar. De um momento para o outro, deixei de querer comer. E com os anos isso tornou-se uma obsessão. Sofri desta doença até aos 24 anos e cheguei a pesar 32 quilos com 1,84 metros. Quase morri por diversas vezes. Num dos meus seis internamentos, o médico disse-me que o meu caso tinha sido o mais grave de todos com que tinha lidado.
– Não deve ter sido fácil recordar tudo o que passou para escrever este livro...
– O meu objetivo com este livro é ajudar as pessoas que vivem com esta realidade, sejam elas doentes, familiares ou amigas. Depois de ficar boa, analisei tudo o que vivi e pensei: “Não posso ter passado por tudo isto para nada. Há uma razão para estar cá. Quero que o meu livro se chame ED – The Miraculous True Story of One Heart that Changed the Lives of Millions. Este título define a minha intenção ao es­crevê-lo. Também já falei com um realizador sobre a possibilidade de esta obra inspirar um filme.
– Já se sente curada?
– Não usaria a palavra curada neste contexto. Posso dizer que superei o problema. Antes, a minha vida era a anorexia. Não havia nada para além disso. Houve um dia em que me apercebi do meu real problema e fiquei com horror ao exercício e às dietas. Queria ficar boa, ter uma vida. E, a partir desse momento, os quilos deixaram de importar. Hoje em dia como tudo aquilo que quero, não me imponho regras.
– Com as reservas que tem em relação ao mundo da moda, por que razão explora as suas semelhanças físicas com uma das mais famosas manequins da atualidade?
– Não queria tornar-me sósia da Irina, mas depois percebi que esta era a minha única hipótese de ter uma voz no mundo. Quero partilhar tudo aquilo que vivi para poder ajudar muitas pessoas. Não me deslumbro com a fama, só quero ter uma oportunidade para transformar o mundo num lugar melhor.
– Mas gosta de ser comparada com a Irina?
– Acho a Irina uma mulher linda e inteligente. Já a conheci, mas nem sequer falámos sobre as nossas semelhanças físicas. Não me aborrece ser comparada com ela, porque não é apenas uma manequim bonita. Parece ser alguém com conteúdo e bondosa. Respeito-a.
– E gostava de conhecer o Cristiano Ronaldo?
– Não me importava. Às vezes perguntam-me se gostava de namorar com ele e eu respondo que dificilmente me aturaria, porque tenho um feitio difícil, sobretudo quando se trata de lidar com os homens. Sou muito ciumenta!

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras