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Vanessa Oliveira: “O meu espelho diz-me que sou a pessoa mais feliz do mundo”

A apresentadora de ‘Got Talent Portugal’, o programa da RTP que estreou no domingo à noite, revela nesta entrevista que está de bem com a vida e com as escolhas que tem feito.

Cristiana Rodrigues
13 de março de 2016, 12:00

Chega tranquilamente, sorri e vai ver o mar. Vanessa Oliveira, 34 anos, transmite uma serenidade contagiante. Veste umas calças brancas e crop top às riscas azuis e encarnadas que lhe realça a excelente forma física. Deixa-se fotografar no meio das rochas. No momento seguinte, transforma-se. Escolhe um visual mais chique, com classe, dominado pelo long bob (o corte de cabelo que conquistou as celebridades por este mundo fora), e pelos lábios num vermelho mate sedutor. Para o fim, deixa uma versão mais roqueira, mais arrojada. Looks diferentes, mas em todas estas personagens há uma mulher feliz – o filho, André, de dois anos, e o homem que escolheu para estar a seu lado, João Fernandes, conhecido por DJ Kamala, preenchem o seu coração –, com sonhos concretizados e a abraçar um novo desafio, a apresentação do programa de domingo à noite da RTP, Got Talent Portugal. Emocionalmente, também não podia estar melhor. Mas vamos deixar que seja Vanessa a fazer o ponto da situação.
– Há um ano, mais ou menos, estávamos a fazer um balanço da sua vida. Curiosamente, es­tamos novamente a conversar no início de um ano. Na altura, dizia que 2014 não podia ter sido melhor. E 2015, superou as expectativas?
Vanessa Oliveira –
Sem dúvida! Continuei a fazer o meu trabalho com a coerência e responsabilidade de que gosto, tive a oportunidade, que poucas mães têm, de poder estar com o André a cem por cento durante o tempo que estive a descansar, para entrar agora em grande no Got Talent Portugal. Portanto, sim, sem dúvida, superou em muito as expectativas!
– Na altura, perguntei-lhe também se voltar a ser mãe era um objetivo para 2015. Sem querer ser repetitiva, é este ano que isso vai acontecer?
Acho que ainda não! Mas nunca digo nunca. [Risos] Acho que as coisas acontecem quando tiverem que acontecer. Talvez em 2017...
– Então falaremos de novo no início do próximo ano... [risos] Com o passar do tempo, os laços afetivos que temos com os filhos são inevitavelmente maiores. Sente isso?
Sim, claro! Consegui passar grande parte do verão, e até dezembro, sempre com o André, pude ir levá-lo e buscá-lo à escola, brincar, ir à praia, ao parque, enfim, tudo aquilo que quando estamos a trabalhar não temos tanto tempo para fazer, e se já era viciada no André, agora sou muito mais. Mas sem ser muito galinha, nunca fui. Ele está em pleno nos ‘terrible two’ e é um teimoso de primeira. Mas escolheu os pais mais teimosos do mundo, portanto, não vai ter muita sorte.
– Como é a relação mãe/filho?
Damo-nos muito bem. Ele tenta impor-se, com já disse, porque se acha dono da razão, mas depressa percebe que é um pirralho de dois anos e meio e que a mãe sabe muito mais do que ele. Mas o que tem de terrível também tem de doce. Quando desata aos beijinhos e abraços, ninguém o para. É um amor. Ninguém lhe resiste.
– Se tivesse de se descrever enquanto mãe, o que é que diria?
Pouco stressada, nada ga­linha, mas muito apaixonada. Sei e gosto de estabelecer limites, até porque acho que as crianças são mais felizes e tornam-se pessoas melhores se forem educadas com boas regras.
– E o João? Tem sido um pai à altura do desafio?
Nunca duvidei disso! Não há, no universo, outra pessoa que eu quisesse mais para ser o pai do meu filho ou dos meus filhos. E, o mais importante, o André adora o pai. É Deus no céu e o pai na Terra.
– Um filho, como se diz, abala um casamento/relação a dois? Aconteceu com vocês? O que é que é preciso fazer para contrariar isso?
Não aconteceu. Passámos a ter horários diferentes, mas organizamo-nos para isso. E é aí que entram os avós e os padrinhos. Se vamos jantar fora, ao cinema ou viajar, o André fica em boas mãos e nós temos tempo para estar juntos e contrariar a rotina.
– Como é que alimentam a vossa relação?
Tentamos fazer coisas os dois, nem que seja apenas estar­mos a ver TV no sofá. É importante termos o nosso espaço.
– O vosso amor passou para outro estádio com o nascimento do André?
Tenho a certeza disso. Não sei o que nos guarda o futuro, mas sei que vamos estar ligados para sempre.
– Como está a sua relação?
Estável, diria eu. Fazemos ambos o que amamos. Apoia­mo-nos um ao outro. Estamos juntos nas vitórias e nas derrotas, e, felizmente, temos tido muito mais vitórias que derrotas.
– Desde que é mãe, tornou-se uma pessoa diferente?
Muito. Agora deito-me todos os dias cedo!!! [Risos] Enfim, quase todos os dias. E todos os dias tenho o despertador ligado. Temos sempre muitas atividades. E eu não me chateio nada. Saio menos à noite, obviamente, mas também penso que é uma questão de escolha. Ou queremos ser pais ou não queremos. Há vantagens e desvantagens nas duas opções.
– Com o programa aos domingos à noite, vai certamente ter menos tempo para o André. Está tranquila com essa escolha?
Na verdade, durante a semana consigo conciliar o trabalho na produção do Got Talent com os horários do André. Durante oito semanas, estarei a trabalhar ao domingo. Faz parte. Tal como o pai está sempre às sextas e sábados.
– Não está arrependida das escolhas que tem feito a nível emocional?
Nada. Só me arrependo do que não faço.
– E a nível profissional?
O mesmo. Acho que tenho conseguido tomar as melhores decisões para mim e para a minha carreira.
– Mudando de assunto, está em excelente forma física... Como é que conseguiu? Acho que está até mais magra do que antes de engravidar...
Tenho feito por isso. Uma boa alimentação, muita força mental e ginásio. Conto com a ajuda do Dr. Tallon para a vertente nutricional, para me guiar naquilo que é melhor ou pior na minha alimentação, mas o mais importante mesmo é a cabeça, é querermos. Se só queremos mais ou menos, não vamos lá.
– Continua a fazer uma alimentação equilibrada?
Rica em proteína e praticamente sem hidratos. Não tenho fome nunca, faço refeições várias vezes por dia e ando sempre de lancheira atrás, para não cair em tentações. Aliás, quem me conhece há muito tempo sabe bem que as minhas lancheiras são as minhas melhores amigas.
– Sente-se bem com a sua imagem?
Muito bem. Na verdade, nunca me senti mal, mas achei que podia ficar melhor.
– Gosta do que vê ao espelho?
Sinto-me muito bem e o espelho diz-me que sou a pessoa mais feliz do mundo.

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