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Cláudio Ramos admite: “Sinto-me mais equilibrado e com a cabeça arrumada”

No seu mais recente livro, ‘Equilíbrio’, o apresentador partilha o caminho que percorreu para se tornar uma pessoa mais realizada e serena. Solteiro e dedicado ao trabalho, diz que atravessa uma fase feliz.

Marta Mesquita
13 de março de 2016, 16:00

O mais recente livro de Cláu­dio Ramos, de 42 anos, tem como título aquilo que o apresentador procura alcançar na sua vida: Equilíbrio. Neste “livro prático”, como o define, o escritor partilha com os leitores como organizar o dia-a-dia, a importância do exercício físico e da imagem, como otimizar as relações e dá dicas de como desfrutar mais do trabalho e viver as relações amorosas. Como em tudo aquilo que faz, Cláudio pôs muito de si neste livro, expondo as suas emoções e o percurso que fez para se tornar numa pessoa mais equilibrada e tranquila.
Numa conversa que teve como protagonista o homem que é hoje, o apresentador revelou as suas verdades, as que foi construindo com mais ou menos dor, com mais ou menos gargalhadas. Hoje, sabe bem o caminho que quer percorrer, tendo por companhia a pessoa a quem aprendeu a confiar a sua felicidade: ele próprio.
– O que o levou a escrever este livro, Equilíbrio?
Cláudio Ramos – Foi um convite da editora. É um livro dirigido às mulheres e no qual abordo muitas das coisas que fui pondo em prática ao longo destes dez anos. É também um livro que tem muitos exercícios. Conto histórias que se passaram comigo e tudo o que proponho é exequível. Na primeira parte falo do dia-a-dia e de como pequenas coisas – a forma como acordamos ou aquilo que comemos – podem ser importantes. Depois, abordo a importância da imagem e do exercício físico. Odeio ir ao ginásio, mas quando vou fico feliz e com aquela sensação de missão cumprida. A aceitação dos outros está muito relacionada com a maneira como nos vemos a nós próprios. No terceiro pilar, escrevi sobre a nossa relação com os outros e com o trabalho. Explico como podemos usufruir mais do dia-a-dia profis­sional, por exemplo. Finalmente, o último capítulo trata das relações sentimentais. Dou conselhos sobre como podemos evitar derrapar nos nossos relacionamentos.
– E o que é fundamental para se sentir equilibrado?
– O trabalho e o bem-estar da minha filha [Leonor, de 11 anos]. Isso é sempre o mais importante para mim. Cada vez me preocupo mais com os meus irmãos e com a minha mãe. Aprendi também que a minha felicidade não pode depender de outra pessoa. Ainda não atingi um equilíbrio pleno, é mais ou menos aquilo que sinto em relação à felicidade. Neste momento, depois do caminho que fiz, sinto-me mais equilibrado e com a cabeça arrumada. É um processo diário e uma escolha.
– Na entrevista que deu em dezembro ao Alta Definição disse que “não sei se vai voltar a existir um amor assim”, comentando o fim da sua anterior relação. É fácil ser feliz quando sente que o amor ficou para trás?
– Apaixonar-me não é o mais importante para mim. Não posso condicionar a minha vida à evolução de uma relação. Não posso ficar preso a uma situação. É importante sabermos avançar... Não mendigo amor e estou orgulhoso da minha personalidade.
– Sente que a ideia que as pessoas têm de si mudou depois dessa entrevista?
– Sim. As pessoas descobriram um Cláudio que sempre existiu mas que, por algum motivo, não viam. Há um antes e um depois desse momento. Não tenho dúvidas de que as pessoas começaram a olhar para mim de forma mais humana. E foi uma conversa muito natural, até porque não tinha predefinido que ia falar do meu estado emocional ou da minha homossexualidade.
– E depois destas aprendizagens, que homem é hoje?
– Sou o mesmo, mas com mais calo. Aprendi a resguardar-me, a não me entregar tanto... Estou mais crescido e maduro, mas continuo sonhador, irrequieto, inseguro e preocupado com o futuro.
– Mas o futuro parece risonho, pelo menos no que diz respeito à sua carreira. E no campo pessoal, também tem motivos para sorrir?
– No campo profissional, o ano passado foi ótimo e 2016 também vai ser. Tenho o Contra Capa, o Jornal Rosa, o Esquadrão do Amor, a Passadeira Vermelha, tenho o blogue, que celebra dez anos, um programa de rádio... Portanto, tenho muita coisa. Mas se me aparecer algo que quero muito e que espero que aconteça, atiro-me de cabeça. Mas não quero revelar o que é... Em relação à minha vida pessoal, estou solteiro, não tenho ninguém, mas gosto de dividir. Neste momento não estou emocionalmente disponível para me apaixonar e prefiro fazer tudo com calma. Mas gostava de pensar que vou passar o verão em boa companhia. Quero as coisas mais simples da vida.
– E não tem medo de viver demasiado para o trabalho?
– Este ano pensei nisso, porque trabalho mesmo muito. Mas também tenho noção de que esta profissão acaba amanhã. Tenho medo de perder boas oportunidades e de precisar delas mais tarde. Claro que ando cansado, mas gosto do que faço.

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