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Joana Pinto da Costa: “Se soubermos esperar, o bom da vida acaba por chegar”

Um ano depois do divórcio, a filha de Jorge Nuno Pinto da Costa fala da fase tranquila que vive e das certezas que ganhou.

Joana Brandão
12 de março de 2016, 16:00

Quando nasceu, o seu pai já era presidente do Futebol Clube do Porto e Joana Pinto da Costa diz que continua a não saber qual a diferença entre os dois papéis: ao falar de Jorge Nuno Pinto da Costa, os olhos brilham, tal é o orgulho que sente no pai. Joana sente que cresceu rapidamente, que viveu intensa e mediaticamente, o que a levou a criar as suas defesas. Casou-se cedo (aos 24 anos) e hoje, aos 28 anos, fala com tranquilidade do fim do casamento com Filipe Pires. Um ano depois de ter tomado a difícil decisão de terminar a relação de sete anos, abre o coração à CARAS numa entrevista sincera onde mostra ser uma mulher com garra e determinação, e onde fala do medo de perder os que lhe são mais queridos. Admite ainda que já não sente o peso do mundo, nem do apelido, nas suas costas, que aprendeu a relativizar as coisas e que deixou de fazer planos: “O que tiver de ser será, o que tiver de vir virá.”
Do ponto de vista profissional, o ano trouxe desafios; licenciada em Gestão do Desporto, Joana integra há cinco anos a estrutura do Futebol Clube do Porto, agora na área de marketing, e em ja­neiro estreou-se como apresen­tadora de televisão no programa do Porto Canal. Foi outro dos temas desta conversa com a CARAS.
– O último ano foi de mudança, após o fim do seu casa­mento. Como tem sido lidar com a nova realidade?
Joana Pinto da Costa – Não tem sido um ano emocionalmente fácil, porque tive de lidar com bastantes coisas em termos familiares e sobrou pouco tempo para lidar com a minha situação. Mas em relação ao fim do meu casamento está tudo tranquilo. Eu e o Filipe terminámos bem, de mútuo acordo, e conseguimos preservar a amizade, o que me deixa muito feliz. Éramos amigos antes de sermos namorados e continuamos a sê-lo.
– Tem apenas 28 anos, sente que amadureceu ao tomar essa decisão difícil?
– Não valia a pena desgastar a relação ao ponto de deixarmos de ser amigos. Desde miúda que criei as minhas defesas e antecipar as coisas é uma delas. Sempre tive de gerir a minha vida no turbilhão de coisas que aconte­ciam em meu redor e criei uma bolha que me ajuda a seguir em frente. Decidir parar um casamento não é fácil, assumir essa responsabilidade custa. Talvez seja mais fácil deixar rolar. Acho que é um ato de coragem saber parar, acredita que não é fácil acabar com algo que construíste e em que acreditaste. Ainda mais no nosso caso, em que todo o processo é mediático, ficamos sem tempo para gerir em privado o que nos está a acontecer. És obrigada a tomar as decisões mais depressa para evitar que as coisas ganhem ou­tra proporção. Orgulho-me da forma como gerimos as coisas, e o Filipe tem muito mérito nessa parte, concordámos sempre nas decisões que tomámos.
– Como referiu há pouco, foi um ano exigente em termos familiares. Perdeu o seu avô materno há semanas...
– A minha família, no geral, é de uma faixa etária mais elevada do que a da maioria das minhas amigas, por exemplo. O meu pai tem 78 anos... Aprender a gerir esta realidade é muito complexo. O meu avó também era super ativo, apesar dos problemas de saúde que tinha nos últimos anos... Bem, vivo em negação. Tenho de os proteger, sem assu­mir que precisam de mim. É muito bom tê-los por perto, mas sei que algum dia vou ter de continuar sozinha e isso custa.
– Profissionalmente, foi um ano rico em desafios. Andar ocupada ajudou a ultrapassar os momentos menos bons?
– A verdade é que o ano passou a correr. Dediquei-me ao trabalho e no Futebol Clube do Porto sinto-me segura. As pessoas conhecem-me, alguns desde pequenina, e existe uma grande amizade. Mas sim, foi um ano muito produ­tivo. Lançaram-me novos desa­fios: estive na produção dos eventos da apresentação da equipa na Baixa do Porto, mudámos a imagem das lojas oficiais, acompanhei a mudança de parceria para a New Balance e como é uma marca mais ligada à moda, pudemos desenvolver a nossa linha de vestuário. Estou há três anos na equipa de marketing, na área do retalho, e fico feliz por ver o crescimento e a aposta nas seis lojas oficiais do FCP.
– Sente maior responsabilidade por ser filha do presidente?
– Quando o teu pai é uma pessoa tão bem sucedida profissionalmente, estás sempre a pensar: o que é que ele faria se estivesse no meu lugar? Quero que ele se orgulhe de mim por isso me exijo tanto. No entanto, a minha família sempre me incutiu um grande sentido de responsabilidade, de ter de valer por mim mesma e não por ser filha de quem sou. Apesar de ter crescido num ambiente mediático, sempre fizemos uma vida normal. No futebol, como na vida, passas de bestial a besta num instante. Há coisas que não conseguimos controlar e como já percebi isso, hoje sou feliz por estar ao nível das minhas expectativas.
– No início do ano estreou-se em televisão, como apresentadora do Sem Rede, no Porto Canal. Como surgiu a oportunidade?
– Certo dia, o Tiago Girão veio ter comigo para falar de um novo projeto, que seria a estreia dele em entretenimento depois de tantos anos na informação, e disse que andava à procura de uma cara nova para apresentar um programa com ele. No início hesitei porque não gosto de me expor, mas passado algum tempo decidi arriscar e desa­fiar-me. Fiz algumas formações para me preparar e tenho vindo a libertar-me, sou eu própria. Temos uma equipa espetacular, o ambiente é ótimo e isso dá-me segurança. É um mundo novo para mim, mas está a ser uma experiência muito engraçada e enriquecedora.
– Profissionalmente, está cheia de desafios. E em termos pessoais, mantém o desejo de constituir uma família?
– Sim, mantenho a vontade de ser feliz. O meu casamento terminou e estamos resolvidos, percebemos o que não deu certo e porquê, por isso acho que é mais fácil olhar em frente e aceitar o que possa surgir de novo. Hoje é mais claro para mim o que quero e o que não quero. Mas não fechei nenhuma porta. Já aprendi que nunca se deve dizer nunca e que se soubermos esperar, o bom da vida chega. És feliz quando tiveres de ser e sempre que puderes!

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