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Cindy Crawford aos 50 anos: “Não posso continuar a reinventar-me”

A supermodelo norte-americana, que anunciou a sua retirada, marcou a história da moda internacional.

CARAS
27 de fevereiro de 2016, 18:00

“Tenho a certeza de que vou continuar a tirar fotografias por mais dez anos. E está tudo bem em relação a isso. Eu consegui vencer. Trabalhei com os fotógrafos mais incríveis. O que é que preciso de fazer mais? Não posso continuar a reinventar-me. Não deveria ter de continuar a dar provas ao mundo constantemente. Não quero mais”, disse Cindy Crawford, que está prestes a completar 50 anos, à revista da companhia aérea American Airline na entrevista em que anuncia a sua retirada definitiva do mundo da moda. Um mundo que começou a conquistar aos 16 anos, quando foi descoberta por um fotógrafo que a desafiou a fazer um book. Seguiu-se a vitória no concurso da Elite Look of the Year, em 1982. A partir daí estava lançada. Para trás ficou o plano de se tornar engenheira. Com 20 anos, a jovem modelo deixa DeKalb, no estado de Illinois, a cidade onde nasceu a 20 de fevereiro de 1966, para fazer sucesso em Nova Iorque. De cabelos dourados, olhos expressivos, sorriso sensual, 1,75m de altura e as medidas 86-65-91, Crawford não passava despercebida. O sinal por cima do lábio, que em determinada altura na sua adolescência pensou remover, era a sua imagem de marca. Fez editoriais de moda para as revistas mais conceituadas e campanhas publicitárias para marcas de prestígio internacionais. Em 1988, tinha 22 anos, apareceu nua na Playboy. Dez anos depois fez o mesmo. Em 1995, foi considerada pela Forbes a modelo mais bem paga do mundo. Estava no auge da sua carreira. E foi para ela que foi criado o título de supermodelo: “Sempre achei que a palavra supermodelo era engraçada, para mim era aplicada a super-he­róis com capas... Mas sinto-me sortuda por ter feito parte daquele grupo que inclui a Christy Turlington, a Claudia Schiffer, a Linda Evangelista e a Naomi Campbell.”
Foi também nos anos 90 que protagonizou um dos casamentos mais mediáticos da época, com o ator Richard Gere, de quem viria a separar-se quatro anos depois. “O fim do meu primeiro casamento foi um ponto de inflexão. Vivi-o como um conto de fadas. Todos queremos saber o que se sente quando temos um amor como os que se veem nos filmes, mas não é sempre assim. O divórcio destruiu-me e fez com que me desse conta de que tinha de ver os relacionamentos de uma forma mais realista”, explicaria, numa entrevista à Elle francesa.
Atualmente, a ex-top model vive uma relação de 16 anos feliz e estável ao lado do empresário Rande Gerber, de 53 anos, com quem tem dois filhos, Presley, de 16 anos, e Kaia, de 14, que já se estreou ela própria também no mundo da moda. E é na família, nos amigos e nos negócios que se quer focar agora, como disse recentemente nas redes sociais: “Todos os anos digo aos meus filhos que me vou reformar. É uma piada recorrente na nossa família. Mas todos os anos surgem oportunidades que me entusiasmam. Embora seja verdade que estou ansiosa por mudar de foco e concentrar-me nos negócios, nos amigos e na família – eu não estou a fazer nenhuma declaração final (nem todos as manchetes contam a história toda!), adorei fazer parte da indústria da moda nos últimos 30 anos – e se esse tempo me ensinou alguma coisa, é esta: nunca digas nunca.”
Em jeito de comemoração dos seus 50 anos, Cindy Crawford, que lançou no final do ano passado a sua autobiografia, Becoming, é o rosto da próxima campanha de verão da casa francesa Balmain, para a qual posou ao lado de Naomi Campbell e Claudia Schiffer.

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