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Cristiano Ronaldo: "Se pudesse passar despercebido agora ia a um shopping ao cinema e às compras"

O craque português concedeu uma entrevista à Sacoor, marca da qual é embaixador.

Divulgação
23 de fevereiro de 2016, 12:45

Cristiano Ronaldo deu uma entrevista à Sacoor Brothers, marca portuguesa da qual é embaixador, onde falou sobre o futuro após terminar a carreira no futebol, bem como todos os seus projetos pessoais. VEJA AQUI O VÍDEO
O que vai ser preciso para Portugal brilhar no Euro?
Cristiano Ronaldo Há vários fatores que nos permitem ganhar uma grande competição como ter uma boa equipa, um bom treinador… Mas acho que o fator sorte também faz parte, principalmente numa competição tão curta. Os melhores jogadores, teoricamente, têm de estar bem, em boa forma, até porque as grandes competições são sempre no final de época e há jogadores com acumulação de minutos, de jogos… Portanto deriva de muitas coisas, na minha opinião.
No Mundial da Rússia terá 33 anos. Será esse o deadline para deixar a seleção?
– Acho que não. Vai depender muito da minha condição física e também psicológica. Não faço planos na minha vida desportiva. Tudo vai depender do meu estado mental, físico e não sei o que vai acontecer amanhã. Acho que o mais importante é este momento, o agora, como estou. Sinto-me bem, sinto-me motivado e daqui a três anos logo se verá o que vai acontecer.
Se pudesse passar despercebido na rua, o que faria?
– Ia a um shopping, por exemplo. Comprava um saco de pipocas, uma coca-cola, ia com os meus amigos e passava lá duas, três horas a divertir-me. Depois do cinema ia comprar umas roupas…
E não sente necessidade de ser um desconhecido?
– Já é um hábito. Já não vejo dessa maneira. Obviamente que, no princípio, era um pouco estranho porque muitas das vezes passar na rua sem que as pessoas nos conheçam é complicado, quanto mais agora. Mas no passado, no primeiro, segundo ano, ainda passava despercebido mas houve uma certa altura em que já era impossível. Mas é uma questão de hábito.
Como são os seus dias?
– Sou uma pessoa que gosta de trabalhar bem, tanto a nível de campo como fora. Seja ir ao ginásio, fazer alongamentos com música, estar rodeado de pessoas que me fazem sentir bem, num ambiente tranquilo, um ambiente feliz. Acho que isso faz parte de mim não só no futebol... Por exemplo hoje, no dia de gravação, estou com as pessoas que mais gosto que também são aquelas com quem trabalho. Como se diz em espanhol é “pasarlo bien”, é isso que eu tento fazer sempre.
Lançou agora um filme seu. Imagina-se a participar num filme em Hollywood?
– Por que não? Não é o meu objetivo de momento, mas já tive alguns convites e derivado à minha agenda complicadíssima, derivado aos treinos, aos jogos, e às competições em que estou inserido, tem sido complicado. Mas não fecho as portas porque que é uma área da qual eu gosto.
Quando surgir a oportunidade, será num papel de durão?
– Não... Ser um ator principal ou secundário não. Fazer coisas pequenas. Gostava de aprender, estar rodeado de bons atores pois só assim é que aprendemos visto ser uma área que não controlamos porque não tem nada a ver com o futebol, mas acho que com o treino consigo lá chegar.
A exposição de um atleta a esse nível também tem o seu quê de interpretação…
– Na minha opinião ser ator é um trabalho diferente, é um trabalho complicadíssimo. Acho que é uma profissão muito bonita e difícil. Por isso, como eu digo, tenho a certeza que mais cedo ou mais tarde vou fazer parte de algum elenco, de algum filme, disso não tenho qualquer dúvida. Mas fazer coisas pequenas para começar a ganhar gosto, ganhar experiência e depois logo se verá. O futuro é risonho. Acabei de fazer o meu filme e as coisas correram bem, mas o nosso próprio filme é natural, não é fake, não tenho nada de ator no filme, mas não fecho as portas para o futuro.
A sociedade americana cativa-o?
– Obviamente que sim, é um país que me diz muito. Não é por acaso que já há dez anos que vou para lá de férias e gosto bastante, para além de que a pré temporada do Real Madrid costuma ser, pelo menos foi três anos seguidos, em Los Angeles. Para além de que é o local onde os filmes têm mais notoriedade e, por isso, será um mundo no qual vou passar muito tempo quando acabar a carreira.
Com uma carreira tão longa e repleta de sucesso, o que é que ainda o motiva no futebol?
– É a competição. É desfrutar e fazer aquilo que eu mais gosto que é jogar futebol. E sinto-me bem, sinto-me jovem, com força, por isso o que eu quero é continuar. Não coloco metas enquanto jogador de futebol, só o corpo dirá e a mente também. Quero desfrutar e ganhar mais a nível coletivo e a nível individual. Se todas as pessoas tivessem oportunidade de fazer aquilo de que gostam acho que o mundo seria muito melhor… mas não é possível.
Preocupa-se com o momento em que irá arrumar as chuteiras?
– Isso, de certa forma, dá-me motivação para continuar a trabalhar mais e melhor e continuar na minha área que é o futebol. Quanto mais tempo estiver ao mais alto nível, melhor será o futuro porque proporcionam-se mais coisas, mais contratos, tudo. E por isso sei que beneficio muito ao estar num alto nível futebolístico. Essa é a minha grande motivação porque sei que quando acabar o futebol vou ter “n” coisas para fazer.
Tem a preocupação em escolher unicamente peças de roupa com as quais se identifique?
– Tenho a oportunidade, graças a Deus, de escolher praticamente aquilo de que gosto. A Sacoor foi uma marca da qual gostei e tenho por ela uma enorme simpatia, por isso temos uma parceria e isso deixa-me, de certa forma, contente. Gosto muito do mundo da moda, não é à toa que tenho camisas, que tenho os meus boxers, o meu perfume, os meus headphones, e mais coisas surgirão em breve... Sinto-me uma pessoa feliz porque os meus projetos estão a crescer cada vez mais e posso dizer que, depois do futebol, será um pouco a minha ideia do que irei fazer. Quero que a minha marca continue a crescer nas diferentes áreas de produto, seja dos sapatos, calças, boxers, camisas, headphone, filmes, etc, e que o nome do Cristiano Ronaldo seja eterno e que passe para os meus filhos e siga adiante. Esse é o meu objetivo principal.
E sempre com a intenção de ajudar os outros…
– Eu sempre o fiz e continuarei a fazê-lo porque quando o faço, Deus dá-me sempre a dobrar. Obviamente que não podemos ajudar todos mas eu com a minha equipa decidimos ajudar com o essencial e sentimo-nos bem por isso, é algo que me deixa feliz.
Há uma expressão americana muito curiosa que é “the meaning of life”. What is your meaning of life?
– É continuar assim, continuar o meu trabalho ao mais alto nível. Manter este nível durante tantos anos é complicadíssimo e conta-se pelos dedos das mãos os jogadores de top a nível mundial que conseguiram manter seis, sete, oito, nove, 10 anos o nível de exigência e estar no topo tantos anos. Considero-me uma pessoa privilegiada e estar nesse patamar. Deixando o futebol de lado, significa fazer aquilo que eu mais gosto e como tenho imensas coisas, vou decidir pelo que é melhor para mim.

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