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Bárbara Guimarães pede recusa da juíza Joana Ferrer

O requerimento foi apresentado pelo advogado da apresentadora esta quinta-feira, dia 18 de fevereiro.

CARAS
18 de fevereiro de 2016, 11:16

A juíza responsável pelo processo em que Bárbara Guimarães acusa Manuel Maria Carrilho de violência doméstica começou a ser notícia na passada sexta-feira, dia 12, logo na primeira audiência do julgamento. Em causa está “um conjunto de expressões utilizadas” por Joana Ferrer que, segundo o advogado da apresentadora, “não cumprem os requisitos de imparcialidade subjetiva e objetiva”. Como tal, Pedro Reis decidiu avançar com um pedido de recusa da juíza e o requerimento já foi entregue esta quinta-feira, 18 de fevereiro. O Ministério Público também fez um pedido semelhante, por considerar que existe falta de imparcialidade.
Na primeira audiência do julgamento, Joana Ferrer censurou a apresentadora por nunca ter apresentado queixa, tratando-a sempre pelo primeiro nome, enquanto o arguido foi sempre tratado por “senhor professor”. A certa altura, a procuradora que questionava Bárbara Guimarães disse à apresentadora, a propósito do facto de ela não ter denunciado logo as alegadas agressões do ex-marido: “Não tem de se justificar ao tribunal por que é que não foi ao médico. Ninguém a pode censurar”. Mas a quando a apresentadora contou que continuava a dar uma imagem pública de que tudo estava bem na relação com o ex-ministro da Cultura, mesmo quando em casa vivia aterrorizada, Joana Ferrer declarou: “Causa-me alguma impressão a atitude de algumas mulheres [vítimas de violência, algumas das quais] acabam mortas”. E acrescentou: “A senhora procuradora diz que não tem de se sentir censurada. Pois eu censuro-a! É que se tinha fundamento para se queixar, devia tê-lo feito”. Bárbara explicou que manteve o silêncio “por vergonha” e a juíza lamentou o facto de assim ser difícil provar que foi vítima de violência doméstica. “Preciso de provas”, declarou, antes de acrescentar: “Confesso que estive a ver fotografias do vosso casamento. Parece que o professor Carrilho foi um homem, até ao nascimento da Carlota [a segunda filha do casal], e depois passou a ser um monstro. O ser humano não muda assim”.
O objetivo de Bárbara Guimarães é que o julgamento seja feito por outro juiz. A próxima audiência, marcada para a sexta-feira, dia 19, fica suspensa devido ao pedido de recusa apresentado e cabe ao Tribunal da Relação de Lisboa decidir sobre o requerimento em causa. Tem 30 dias para o fazer.

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