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Vítor Norte: “Sou muito exigente comigo, estou sempre à procura de melhorar”

Vítor Norte está de volta ao teatro, ao lado de Adriano Luz e João Lagarto. “Arte” é o nome da peça de Yasmina Reza que já esteve em cena em 1998 e 2003 com António Feio, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme. Regressou agora Teatro Tivoli, encenada por Adriano Luz e Carla de Sá.

CARAS
14 de fevereiro de 2016, 10:00

Depois do sucesso em 1998 e 2003 com António Feio, José Pedro Gomes e Miguel Guilherme no elenco, Arte está de volta aos palcos portugueses, desta vez com Vítor Norte, Adriano Luz e João Lagarto. Foi no Teatro Tivoli, que acolhe a peça, que conversámos com Vítor Norte sobre este trabalho que marca o seu regresso ao teatro. Aos 64 anos, Vítor Norte confessa que os medos continuam a existir. “Medo de falhar toda a gente tem. E as brancas, as terríveis brancas! Há sempre ansiedade”, conta, entusiasmado com o projeto. “Desde miúdo que só faço aquilo que realmente me apaixona. Mesmo com dificuldades financeiras, houve muita coisa que deixei ficar para trás. Continuo a ser igual. Se gosto de um trabalho, faço, se não, não estou para isso.” Embora esteja aberto a propostas na área da representação, depois desta peça diz que poderá seguir um rumo ligeiramente diferente. “Talvez vá dar aulas. Dei aulas há muitos anos e os alunos adoravam, especialmente as de cinema e plateau de televisão.” Fora dos palcos, Vítor é pai de Sara, de 30 anos, de Diogo, de 25, fruto da relação com Carla Lupi, que morreu em 2012, e de Valentim, de sete, da relação atual, com Vânia Machado. Sobre a paternidade vivida aos 60, o ator diz que nada mudou. “Faço o que fiz com os meus outros dois filhos. Dou-lhe um beijinho antes de ir dormir, brinco muito com ele, fazemos grandes aventuras! Agora tenho uma rulote em Monsanto e passamos lá os fins de semana a andar de bicicleta e a jogar ténis! Um filho é sempre sinónimo de fe­licidade, um amigo.” Entre irmãos, as relações são as melhores, conta, embora não tão próximas como desejaria. “A Sara é um bocado mais afastada dele e agora está fora, a fazer um filme. Mas estamos todos em paz”, garantiu. Depois dos tempos difíceis que viveu e que culminaram em 16 meses de prisão por tráfico de droga, Sara Norte procura continuar a trabalhar como atriz. “Toda a gente em Portugal sabe quem é a Sara. Tem talento comprovado, é estudiosa, sabe sempre os textos, é interessada. É o sonho dela e não tem tido trabalho! Não percebo bem porquê, faz-me confusão, mas tenho o meu exemplo bem presente: que cada vez que ganhei prémios, fiquei desempregado um ano...” Apesar de tudo, Vítor Norte diz que é um homem feliz. “Sou um privilegiado. Sempre tive sorte com os convites que foram surgindo. E sou muito exigente comigo, estou sempre à procura de melhorar.”

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