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Grávida de quase sete meses, Bárbara Feio vai ser mãe de uma menina, Matilde

A ‘designer’ de moda prepara-se para dar uma irmã a Dinis, de cinco anos. A bebé, cujo nascimento está previsto para 13 de maio, a data de aniversário do irmão, vai ter o mesmo nome que a avó materna do seu pai, Matilde. Em casa, a bebé deverá ser tratada por Lolita, homenageando-se, assim, a avó materna de Bárbara, que se chamava Lola.

Marta Mesquita
13 de fevereiro de 2016, 14:00

Bárbara Feio, de 38 anos, prepara-se para ser mãe pela segunda vez, como contou em exclusivo à CARAS. Grávida de quase seis meses, a designer de moda e o marido, Ricardo Afonso, vão ser pais de uma menina, Matilde, que vem fazer companhia a Dinis, de cinco anos. Apesar de não ter sido uma gravidez planeada, a filha mais velha de António Feio está radiante por ir aumentar a família. Contudo, o facto de o seu pai já não poder conhecer a neta entristece-a, levando-a a confrontar-se com aquela que foi, até agora, a maior perda da sua vida. Não obstante as saudades que sente, Bárbara faz questão de recordar o ator com alegria, tendo como máxima um dos seus últimos ensinamentos: “Aproveitem a vida.”
– Na entrevista que nos deu no verão, assegurou que era tempo de se dedicar à sua marca, a Bmounti, e ao Dinis, não fazendo parte dos planos engravidar em breve...
Bárbara Feio – [Risos] Não foi uma gravidez planeada, mas também não fizemos nada para que não acontecesse. É uma bebé muito bem-vinda. Neste momento, o meu marido nem está a trabalhar em Portugal e é mesmo uma fase de mudanças. Mas tanto eu como o Ricardo estamos maravilhados com o facto de irmos ser novamente pais.
– Já sabe que está à espera de uma menina. Era o que queria?
– Confesso que sim. Tinha um pressentimento de que seria uma menina. Já do Dinis tive o pressentimento de que seria um rapaz, que era o que queria. Sempre assumi as minhas preferências. Desde que fui tia de uma menina que estou encantada com o mundo cor-de-rosa! Mesmo para o Dinis, que tem sido muito mimado, acho que será melhor ter uma mana.
– Como é que estão a preparar o Dinis para deixar de ser filho único?
– O Dinis parece-me muito entusiasmado com a ideia de ir ter uma irmã, mas vamos ver como é que vai reagir quando ela nascer... As atenções vão ser divididas, e até agora o meu marido e eu temos vivido só para ele. Temos tido muito cuidado em envolvê-lo em tudo o que está relacionado com a bebé. Como é um menino meigo, agarra-se muitas vezes à minha barriga e dá-lhe beijinhos... Agora já começa a perceber melhor o que é isto de a mamã estar grávida. Uma vez chegou a perguntar-me se ele também iria ficar com um bebé na barriga! [Risos]
– O seu marido está a viver em Londres. Tem sido difícil gerir as mudanças, estando sozinha?
– Confesso que estou cansada. Tem sido complicado gerir tudo, mas a verdade é que os dias vão passando e as coisas vão-se fazendo. Contudo, tenho tido algumas limitações físicas, porque esta gravidez tem sido muito mais exigente do que a do Dinis. Sinto-me muito enjoada e cansada. No entanto, numa segunda gravidez também vivemos tudo de uma maneira mais serena... Agora tem sido muito difícil para o meu marido estar longe...
– As tecnologias de comunicação devem ter-se tornado as vossas melhores amigas...
– Sim, sem dúvida! O meu marido viveu intensamente a gravidez do Dinis e é um pai muito presente. Se ele nasceu para alguma coisa, foi para ser pai. Está a ser muito difícil para ele não me poder acompanhar nas ecografias ou não me ajudar naqueles dias em que estou mais cansada... Sei que ele sofre com isso, mas neste momento a melhor opção é esta.
– Mas pondera mudar-se também para Londres?
– A médio prazo vamos ter de tomar uma decisão. Faço questão que a Matilde nasça em Portugal e também não faz sentido mudarmo-nos a meio do ano letivo. Por isso vamos ficar de certeza em Portugal até a Matilde ter um ou dois meses. Depois logo se verá. O Ricardo tem muita vontade de continuar em Londres, mas eu também já tenho uma carreira de que me orgulho cá... Vamos ver.
– Para além de todas as mudan­ças, a Bárbara também está muito envolvida num espetáculo de homenagem ao seu pai que se realizará este mês.
– Sim. O espetáculo Quem Feio Ama foi-nos proposto pela Sandra Faria, que era uma grande amiga do meu pai. O que se espera é que seja uma celebração da sua vida. Não queremos que seja nada nostálgico, até porque o meu pai era uma pessoa alegre e a última mensagem que nos deixou foi que aproveitássemos a vida! Vai ter vários artistas convidados e as receitas revertem para a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos. Será a 26 de janeiro, no CCB.
– E é uma forma de o sentir perto de alguma maneira, sobretudo nesta fase mais emotiva da sua vida...
– Tenho imensa pena que o meu pai não assista ao nascimento da neta. O meu pai conheceu o Dinis, pegou-lhe ao colo e é extraordinária a paixão que o meu filho tem pelo avô, mesmo sem ter qualquer memória dele! É muito giro, às vezes ele começa a falar do avô e isso enche-me o coração. A Matilde não vai ter a sorte de receber o colo do avô... Ele seria um avô muito orgulhoso, tenho a certeza. Foi uma alegria tão grande para ele quando o Dinis nasceu! Até conseguiu entrar na sala de partos, onde chorou e me disse que lhe tinha dado uma grande alegria. Sei que com a Matilde seria exatamente a mesma coisa. Faz-me muita confusão que não vá haver um retrato do meu pai com a minha filha...
– É uma perda que não se atenua com os anos?
– Habituei-me à sua ausência. E só celebrando-o é que se consegue atenuar a perda, mas a dor não passa e o tempo não nos faz esquecer nada.

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