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Bárbara Guimarães recorda episódios de violência em tribunal

A apresentadora da SIC falou esta sexta-feira, dia 12, dos maus-tratos que alegadamente sofreu por parte do ex-marido, Manuel Maria Carrilho.

CARAS
13 de fevereiro de 2016, 14:44

Bárbara Guimarães e Manuel Maria Carrilho enfrentaram-se em tribunal esta sexta-feira, 12 de fevereiro, num processo em que a apresentadora acusa o ex-marido de violência doméstica e solicita uma indemnização no valor de 600 mil euros. Durante a audiência no Campus da Justiça, em Lisboa, Bárbara recordou os momentos de tensão e drama que alegadamente viveu ao longo dos dez anos de casamento com o ex-ministro da Cultura, do qual nasceram dois filhos, Dinis, de 12 anos, e Carlota, de cinco. "As agressões começaram em 2012 quando estava a fazer o Toca a Mexer [da SIC]. Tivemos uma discussão por causa do Paulo Futre, que era jurado do programa. [Carrilho] Agarrou-me num dos braços e deu-me um pontapé. Acusou-me de andar a fornicar com ele e disse-me 'é esse tipo de homens que tu gostas, gente burra, mentecapta'", começou por contar a apresentadora.
Ao longo de quatro horas, Bárbara Guimarães recordou alguns episódios de violência, referindo que os mais graves ocorreram em agosto de 2013, antes e depois de uma viagem de férias que fez ao Brasil. "Ele agarrou em mim, deu-me um murro no peito, vários pontapés e atirou-me contra a parede. Saí de casa e liguei para a minha cunhada [irmã de Carrilho]. Ela aconselhou-me a não voltar, a dormir na casa de uma amiga nessa noite, mas eu voltei por causa dos meus filhos", conta, acrescentando: "A Carlota já estava a dormir. Ele foi buscá-la e levou-a para a cozinha. Tirei-a do colo dele e, de repente, ele foi buscar uma faca, ameaçou-me a mim e aos meus filhos, dizendo que nos matava a todos e depois a ele".
No dia 5 de outubro de 2013 terá ocorrido um novo momento de tensão entre o casal quando a apresentadora estava a tomar banho e Manuel Maria Carrilho tirou fotografias suas sem roupa. “Entrou, olhou para mim e disse 'olha para ti, estás velha, decadente, com as peles caídas'. Disse-lhe para sair e ele ria-se. Lembro-me de lhe ter dito qualquer coisa como 'vai ver filmes pornográficos'. Depois voltou com uma máquina fotográfica, tirou-me fotografias e disse que eu é que ia para os sites pornográficos. Voltou a sair e mais tarde regressou para me agredir. Deu-me um pontapé no pé", recordou.
Além de violento fisicamente, o antigo ministro era também controlador e estava constantemente a rebaixá-la, como lembra: "Falava dos decotes que eu usava no programa e que ele dizia já não ter idade para os usar. E também dizia que andava a fazer figuras ridículas que iriam levar ao final da minha carreira".
Carrilho nega todas as acusações e terá ainda o filho Dinis como uma das testemunhas de defesa.
Recorde-se que Bárbara Guimarães, de 42 anos, e o ex-ministro da Cultura, de 64, se separaram em outubro de 2013, tendo o divórcio sido finalizado algumas semanas depois.
A próxima audiência está marcada para a próxima sexta-feira, 19 de fevereiro, e contará com a presença de algumas das 70 testemunhas do processo.

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