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À boleia de Tiago Monteiro: “Ainda espero correr muitos mais anos”

Estivemos com Tiago Monteiro em Barcelona, num momento em que se prepara para mais um campeonato do mundo de turismos. Em conversa com a CARAS, o piloto falou da importância da família na sua carreira. Tiago é casado há sete anos com Diana Pereira, com quem tem dois filhos, Mel e Noah (em cima, em julho do ano passado, na prova de Vila Real).

Pedro Amante
13 de fevereiro de 2016, 12:00

Barcelona, Circuito de Cas­tellolí. Com uma tranquilidade que chega a impressionar, Tiago Monteiro comprova as capacidades do novo Honda Civic Type R. Ao seu lado, entre curvas, acelerações e, acima de tudo, muita adrenalina, tento fazer-lhe algumas perguntas, mas é difícil desviar as atenções da pista. Afinal, não é todos os dias que se segue ‘à boleia’ de um dos mais experientes pilotos do campeonato do mundo de turismos (WTCC).
Quanto a Tiago, está no seu habitat! É ao volante de carros de competição que, há já muitos anos, passa grande parte dos seus dias. Desta vez, encontrámo-nos em Espanha, mas as corridas e os treinos de preparação levam-no a viajar pelos cinco continentes. “Ainda estamos em janeiro e já vou com 14 voos! Tem sido non stop, conta o piloto, de 39 anos.
As viagens constantes pelo mundo, principalmente desde que foi pai de Mel, de sete anos, e de Noah, de cinco, são a parte mais complicada de gerir numa carreira que espera longa e na qual sempre contou com o apoio incondicional de Diana Pereira, com quem está casado há sete anos. Foi este o ponto de partida para uma entrevista que, como seria de esperar, terminou já fora do carro, com Tiago a guiar-nos pelo seu mundo mais pessoal.
– Quantos dias por ano passa fora de Portugal?
Passo cerca de 190 a 200 dias fora de Portugal. É assim, temos de aceitar e adaptar-nos. Ainda ontem passei cerca de uma hora com a Diana só a olhar para as nossas agendas dos próximos meses, para nos tentarmos organizar.
– Essa é mesmo a parte mais complicada, até porque os seus filhos já não o podem acompanhar tanto quanto desejaria.
Sim, enquanto não estavam na escola era perfeito, pois acompanhavam-me muito. Mas agora isso mudou, e a Diana também anda bastante atarefada com vários projetos. São fases, há de acalmar um dia.
– Apesar das ausências, é um pai presente?
Quando estou em Portugal, tento passar o máximo de tempo possível com eles. Faço sempre treino físico de manhã e reuniões à tarde, mas depois tento sempre ir buscá-los à escola. Brincamos muito, jogamos Playstation, andamos de bicicleta, de mota, de skate, estamos sempre em atividade. Há que aproveitar todos os momentos, pois passam muito depressa.
– Eles exigem muito a sua presença ou já estão habituados a este ritmo de vida?
Estão habituados, mas sinto que exigem cada vez mais a minha presença. Todas as noites, quando os vou deitar, perguntam-me quando é que vou embora ou quanto tempo fico cá desta vez.
– É aí que percebe ainda mais a importância de ter uma mulher como a Diana ao seu lado...
Sem dúvida, sinto-me um homem de sorte! A Diana percebe perfeitamente esta minha vida, até porque ela também tem uma vida profissional bastante ativa.
– Como descreve a Diana como mãe?
É uma super mãe, fantástica! Ela é excelente com eles, muito presente, dedicada, mãe galinha, mas consegue ser dura quando tem de ser.
– Tem sido o seu grande apoio?
Felizmente, tenho o apoio de toda a minha família e muitos amigos. O meu pai também é o meu grande apoio, desde o início, mas a Diana é especial.
– Como vê esta nova faceta da Diana como apresentadora de televisão [do programa Pitstop na RTP Informação]? É crítico do trabalho dela?
Acho muito bem que ela faça o que gosta! Mas sim, sou crítico, até porque fala de uma área que conheço bem, os au­tomóveis. Em breve vai ter novos projetos.
– E mais filhos? É algo em que ainda pensam?
– Eu gostava e não é segredo que queremos ter mais filhos, a questão é decidir quantos e o timing. [Risos
– Além das viagens em trabalho, costumam viajar em família?
Sim, adoramos viajar e conhecer novos países
– Consegue eleger algum destino que vos tenha marcado?
Sou um grande fã da Ásia. Vietname, Tailândia, Japão, etc. Adoro a cultura, as pessoas, a comida.
– Onde se vê daqui a uns anos? Ainda ao volante de um carro de competição?
– Enquanto gostar, me sentir bem e continuar em bom nível, ainda espero correr muitos mais anos! Depois, logo se verá.
– E como reagiria se o seu filho quisesse seguir as suas pisadas? Iria encorajá-lo?
Que remédio. [Risos] Encorajar não direi, mas apoiar sim, adoro vê-lo andar de kart ou a fazer motocross. Agora percebo melhor o que o meu pai sentia e sente quando me vê correr!
– É supersticioso? Tem algum ritual antes de ir para a pista?
Não, devo ser dos poucos pilotos que não são supers­ticiosos.

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