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Júlia van Zeller Palha: “Quero que a representação seja a minha carreira”

Aos 17 anos, a jovem modelo e atriz já protagonizou um filme de João Nicolau e agora faz parte do elenco da novela da SIC “Coração d’Ouro”.

Andreia Cardinali
9 de fevereiro de 2016, 12:00

De olhar doce e personali­dade cativante, aos 17 anos Júlia van Zeller Palha sabe bem o que quer. Apaixonada pela representação, protagonizou o filme John From, de João Nicolau, e atualmente faz de filha da persona­gem de Cláudia Vieira na novela da SIC Cora­ção d’Ouro.
Neta do jornalista Carlos Cáceres Monteiro, fundador da revista Visão, e filha da jornalis­ta Ana Cáceres Monteiro, Júlia concilia o trabalho de atriz com a atividade de estudante, e frequenta o 12.º ano na área de Economia. A família, como seria de esperar, é o seu porto de abrigo.
– Como surgiu o gosto pela representação?
Júlia Palha –
Desde pequena que faço parte do teatro da escola e sempre estive muito ligada a esse tipo de atividades. Comecei a fazer publicidade e as coisas foram surgindo.
– Mas surgiram rapidamente, até já protagonizou um filme...
Sim. [risos] Foi uma experiência maravilhosa. Não estava nada à espera e até achava que após tantos castings não tinha conseguido nada, mas depois o realizador ligou-me a dizer que eu era ideal para o papel. Fiquei estupefacta e disse logo que sim. [risos] Foi difícil, mas cheguei ao fim contente com o que tinha feito.
– E como está a ser esta nova experiência na novela?
Estou a adorar. A Cláudia Vieira, que faz de minha mãe, tem-me ajudado imenso e sinto-me também muito acarinhada por todos os outros atores.
– A proximidade com tantos atores conhecidos não afeta a seriedade no trabalho?
Sempre fui muito terra a terra e encaro o meu trabalho com muita seriedade. Jamais incomodaria os outros atores com pedidos de autógrafos ou coisas do género.
– Esta é a área que quer seguir no futuro?
Quando terminar a escola quero tirar um curso de Gestão, porque acho que é importante, mas se conseguir, quero que a representação seja a minha carreira. Vou trabalhar para isso.
– Começou na moda, fazendo catálogos de artigos para criança. É um mundo que a fascina?
Sim, também gosto muito. O ideal seria conciliar a moda com a representação, mas é difí­cil, ainda são vistos como dois mundos muito distintos.
– Consegue ter a vida normal de uma adolescente?
Durante a semana não, porque gravo e não posso descurar os estudos, mas aos fins de semana, sim. Consigo estar com os meus amigos, fazer as coisas típicas da minha idade, e isso é muito bom.
– A família sempre a apoiou?
Sim, apesar de não ser muito a ‘onda’ dos meus pais, sempre me elogiaram e incentivaram. Adoram ver-me. [risos]
– Vem de uma família de jornalistas, profissão do seu avô, mas também da sua mãe e de um tio. Nunca quis seguir esse caminho?
Não. É um mundo interessante e sempre tive a curiosidade de fazer parte dele, mas do outro lado, naquele onde estou agora.
– Tem recordações do seu avô materno, que foi uma referência do jornalismo em Portugal?
Era muito pequena quando ele morreu, mas lembro-me perfeitamente dele e que o adorava. E é um orgulho saber que teve um papel importante no jornalismo.

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