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Christian Bale: “A motivação de um ator nunca pode ser os prémios”

Com “A Queda de Wall Street”, o ator foi nomeado para o Óscar de Melhor Ator Secundário.

CARAS
7 de fevereiro de 2016, 10:00

Christian Bale, de 41 anos, é um feroz protetor da sua privacidade, pelo que pouco se sabe da sua vida familiar, além de que é casado desde 2000 com a americana de origem sérvia Sibi Blazic (ex-modelo, maquilhadora profissional, antiga assistente pessoal da atriz Winona Ryder e dupla de cinema ocasional), de 45 anos, com quem tem dois filhos, Emmeline, de dez anos, e Joseph, de um. Já a vida profissional do ator britânico (nasceu no País de Gales, filho de um piloto comercial e de uma bailarina de circo, e em criança viveu em vários países, inclusivamente Portugal) não tem segredos para ninguém: o público e a crítica deram por ele aos 13 anos, quando protagonizou O Império do Sol, de Spielberg, e a fama consagrou-se depois de ter vestido por três vezes a capa de Batman. Agora podemos vê-lo nas salas de cinema portuguesas integrado no elenco de A Queda de Wall Street, ao lado de Brad Pitt, Ryan Gosling e Steve Carell, que acaba de lhe valer uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator Secundário (seria o segundo da sua carreira). Esta entrevista foi feita dias antes.
– Fale-me do Mike Burry real, que inspira a sua personagem.
– É um homem muito, muito interessante. Foi o primeiro a prever o colapso do mercado imobiliário americano. Respira números de uma forma que eu nem sequer consigo começar a compreender, tem um cérebro como nunca vi. É capaz de ficar dias a fio só a analisar números. É uma paixão, não se trata só de ganhar dinheiro.
– Conheceu-o antes de rodar o filme?
– Visitei-o na Califórnia, passei um dia com ele. Havia todo um plano agendado, com pausas para café, coisas para fazermos... Sentámo-nos às oito e meia da manhã e só nos levantámos nove horas depois! Foi uma das conversas mais interessantes que já tive.
– Calculo que esse convívio tenha sido útil para se preparar para a personagem?
– É fantástico quando temos a oportunidade de estudar alguém a este ponto sem a pessoa chamar a polícia e queixar-se de ser perseguida [risos].
– Como é que foi a rodagem?
– Muito solitária, tal e qual se vê no filme. Muito tempo sozinho no escritório, com o Adam a “gritar-me” pelo intercomunicador de vez em quando. Ou a tentar distrair-me e fazer-me rir durante os takes [risos]. Nunca cheguei a ver nenhum dos outros atores. Comecei uma semana mais cedo que eles e até tentei combinar com a equipa de cabelos e maquilhagem que, ocasionalmente, quando o Brad, o Steve e o Ryan lá estivessem, fizessem um comentário do género: “A primeira semana é que foi fixe... Tomara que fosse sempre assim.” [risos] Só os vi na estreia.
– O filme tem sido apontado como muito promissor em termos de prémios...
– É agradável sabê-lo, mas nestas coisas nunca se sabe... É maravilhosa a qualidade do talento envolvida neste filme, mas será que isso vai ser traduzido em prémios? Às vezes sim, outras vezes não. O que eu sei é que a motivação de um ator tem de ser: quero mesmo fazer este personagem. Se nos der um prémio, fantástico.

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