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Rodrigo Herédia: “A Liliana prescindiu da sua própria vida para se dedicar à mãe”

O empresário tem sido incansável no apoio a Liliana Campos, que tenta ultrapassar a dor causada pela morte da mãe.

Cláudia Alegria
6 de fevereiro de 2016, 10:00

Há 15 anos que, por esta altura do ano, Rodrigo Herédia junta um grupo de caras conhecidas para participar numa viagem à neve e Liliana Campos falhou poucos desses encontros, fosse como convidada ou em trabalho, como apresentadora. Desta vez, porém, a morte da mãe, Zena Campos, no passado dia 2 de janeiro, deixou a apresentadora, de 44 anos, completamente devastada e a vontade de participar no Seat Snow Cup era pouca. Perder a mãe foi um duro golpe que lhe roubou o sorriso e a boa disposição, mas o dia do 45.º aniversário de Rodrigo Herédia iria coincidir com a viagem e Liliana Campos acabou por fazer um esforço para estar ao lado do namorado.
“Estar aqui nesta viagem foi uma sensação muito estranha. A vontade de estar a conviver e a divertir-me, como sempre me diverti nestes momentos da neve, não era nenhuma. Mas não podia deixar de estar com o Rodrigo, que esteve ao meu lado sempre, não só neste momento de dor maior mas desde que a minha mãe ficou doente e, principalmente, porque era o aniversário dele e sei que era importante para ele eu estar aqui também. Portanto, foi uma luta de sentimentos, mas ainda bem que vim e que estive com ele”, confessou Liliana à CARAS, pedindo desculpa por não conseguir falar mais sobre o assunto sem evitar as lágrimas. Sempre atento e preocupado, Rodrigo Herédia tem sido o grande apoio de Liliana.
– Foi o Rodrigo que conseguiu convencer a Liliana de que iria fazer-lhe bem estar aqui na neve?
Rodrigo Herédia –
A Liliana sempre teve uma relação fortíssima com a mãe. Para ela, é uma perda gigantesca. Foi há 15 dias, é muito recente, e é normal que não tenha vontade de estar num evento destes, em que nos vamos divertir. Mas uma das coisas que a mãe mais gostava era de ver as fotografias quando a Liliana regressava da neve, porque sabia que ela adorava fazer snowboard. Portanto, uma das coisas que lhe disse foi que ela devia continuar a fazer as coisas que a mãe gostava que ela fizesse. Apesar de este momento ser muito complicado para ela, disse-lhe que gostava muito que viesse, porque achava que também iria fazer-lhe bem. Não era obrigada a estar nos momentos de karaoke, por exemplo, mas que estivesse presente. Ela veio, mas percebo que não seja fácil estar aqui como esteve de todas as outras vezes.
– Começaram a namorar numa altura em que a mãe da Liliana já estava muito fragilizada em termos de saúde. Outra pessoa poderia ter desis­tido, porque a dedicação dela à mãe era extraordinária, mas o Rodrigo respeitou sempre o espaço e o tempo que a Liliana quis dedicar à mãe...
Ela sempre teve uma relação fortíssima com a mãe. É lógico que, quando a mãe começou a ter problemas sérios, ela teve que se dedicar muito mais e estar mais presente. Além de filha, a Liliana era praticamente uma médica. Quando a ouvia falar com o irmão, ficava doido, porque ela sabia o nome dos medicamentos todos e quando é que deveria aumentar ou reduzir as suas doses. A Liliana prescindiu da sua própria vida para se dedicar à mãe, e eu só posso ter uma reação, que é admirá-la. Sou muito honesto: acho que nunca na vida conseguiria ser com a minha mãe o que a Liliana foi com a dela e ouvi muitas outras pessoas dizerem exatamente o mesmo. Poucas pessoas serão capazes da mesma dedicação e amor dela pela mãe. Se calhar deixámos de fazer outras coisas, de estar mais tempo juntos, mas conseguimos respeitar-nos e aproveitar a vida. Conseguimos viajar para muitos sítios, sempre com estadas mais curtas, porque a Liliana era incapaz de se desligar. Era impossível fazer viagens maiores porque ela ficava ansiosa, e se os fusos horários fossem grandes ainda era pior... Há que respeitar, aceitar e admirar isso tudo. No fundo, quando uma pessoa admira outra pelo que ela faz, tudo o resto deixa de ter importância.
– Celebrou aqui os seus 45 anos. Sente-se privilegiado por ter uma vida recheada de experiências?
Sim. Tenho o privilégio de ter feito as escolhas certas nas alturas certas, e de ter tido também muita sorte na vida e nos timings. Até à data, graças a Deus, as coisas têm-me corrido sempre bem, portanto, orgulho-me
do que fiz.
– Na verdade, é um surfista que se tornou empresário de sucesso...
Surfista só como praticante, porque deixei de competir em 1997. Tenho muito orgulho que me continuem a intitular surfista, mas a minha receita hoje em dia não vem do surf, vem de eventos que organizo e de empresas que criei.

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