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Adriano Luz, Vítor Norte e João Lagarto mostram a sua ‘Arte’ em palco

Depois do sucesso das primeiras encenações de ‘Arte’, em 1998 e 2003, o texto de Yasmina Reza volta ao palco com o elenco renovado. Em noite de estreia, João Lagarto, Adriano Luz e Vítor Norte foram aplaudidos por uma plateia repleta de caras conhecidas.

CARAS
4 de fevereiro de 2016, 00:54

As expectativas eram muitas, até porque as primeiras encenações de Arte, levadas a palco por António Feio, Miguel Guilherme e José Pedro Gomes, em 1998 e 2003, foram um verdadeiro sucesso de bilheteira. Contudo, depois de uma hora e meia de espetáculo, o talento de Vítor Norte, Adriano Luz e João Lagarto arrebatou por completo a plateia do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, caindo por terra qualquer comparação.
O argumento é simples: a compra de uma tela branca, “com riscas brancas, transversais”, é o motivo para três amigos de longa data discutirem. Entre brigas acesas e episódios de exaltação e nervosismo, o humor subjacente à situação arranca gargalhadas e aplausos do público, fazendo deste texto de Yasmina Reza, com tradução de António Feio, um êxito. “Ir para palco com uma peça é sempre uma responsabilidade, independentemente de já ter sido representada. Sinceramente, nem pensei muito nisso, porque já se passaram muitos anos das outras encenações. O que me preocupava era encenar esta peça sozinho e ainda estar em palco. Mas como tive a ajuda da Carla [de Sá] nessa parte, fiquei mais tranquilo”, partilhou Adriano Luz com a CARAS, momentos depois de o espetáculo terminar.
Para evitar qualquer influência, Vítor Norte decidiu não ver imagens das anteriores encenações de Arte, já que quis, desde o início, mostrar algo completa­mente novo ao público, como assegurou: “Não vi nada, recu­sei-me. Estamos perante uma nova encenação e, por isso mesmo, quis partir do zero. Esta estreia correu muito bem. Penso que estamos de parabéns pelo trabalho que desenvolvemos. Tem sido muito interessante partilhar o palco com o João e o Adriano. O João é um dos meus amigos diletos e falamos diariamente. Também já tinha feito uns filmes com o Adriano e agora ficámos amigos. É um belíssimo encenador, que sabe exatamente aquilo que quer. É ótimo trabalhar com eles, porque são ambos extraordinários atores.”
Igualmente feliz com este trabalho, João Lagarto fez questão de destacar a qualidade deste texto: “Tem sido muito bom fazer esta peça. Foram três meses de ensaios muito agradáveis. Lembro-me de que chegava cansado, até porque muitas vezes ensaiávamos de noite, e mal começávamos a trabalhar o cansaço desaparecia, porque é mesmo uma peça muito boa e engraçada. É giro ver os três amigos a desatinarem uns com os outros.”
Para Bárbara Feio, a filha mais velha de António Feio, esta noite de estreia foi um momento emotivo e até um pouco nos­tálgico, uma vez que voltou a ouvir em palco as palavras traduzidas pelo seu pai, recordando-se também do seu desempenho nesta peça. “Tinha imensas saudades de ouvir este texto. Confesso que me deu muitas saudades de ver o meu pai em palco...
Mas gostei muito desta nova encenação”,
confidenciou a designer de moda.

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