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Luís Borges abre o coração e fala da sua infância traumática

O manequim, que tem feito uma carreira de sucesso no mundo da moda, revelou alguns detalhes da sua história de vida difícil a Daniel Oliveira, que o entrevistou para o programa da SIC “Alta Definição”.

CARAS
1 de fevereiro de 2016, 17:25

“Abri o meu coração, sem reservas, sem filtros, sem restrições. Esta foi a entrevista mais franca e transparente que podia ter dado”, escreveu Luís Borges no seu blog, The Afro Boy, no dia em que foi transmitida a entrevista que deu ao programa Alta Definição. “A minha progenitora deixou-me num quarto de pensão, foi comprar dro­ga para consumir e não voltou. Foi presa pela polícia e deportada para Cabo Verde. Teve a opção de me levar, a mim e ao meu irmão, mas não quis”, contou o manequim, de 27 anos, na entrevista, dando a conhecer detalhes da sua vida, como a resposta que a mãe lhe deu 20 anos depois: “Tens muita sorte de eu não te ter posto num caixote do lixo.”
À CARAS, o manequim, que está fora de Portugal em trabalho, frisa que neste momento as suas grandes prioridades são os três filhos que adotou com o marido, Eduardo Beauté: Bernardo, de seis anos, Lurdes, de quatro, e Eduardo, de um.
Sentiu-se confortável ou hesitou em expor a sua história?
– Expor assuntos relacionados com o meu passado e que me deixa­ram marcas não foi fácil. Mas senti que devia fazê-lo. As entrevistas do Alta Definição destacam-se por mostrar o lado emocional. No meu caso, acho que foi além disso. Contei a minha história e mostrei que nem sempre aquilo que achamos de alguém é a realidade. Todos temos passado, uma história que influencia aquilo que somos. Estava na hora de as pessoas que gostam de mim e que me seguem conhecerem melhor a minha história.
– O Eduardo tê-lo-á aconselhado. O que lhe disse?
– Como em quase todos os assuntos, falo sempre com o Eduardo para saber a opinião dele. Somos muito unidos nesse aspeto. Perguntei-lhe se achava que deveria revelar temas da minha vida que as pessoas desconheciam. Ele disse-me de imediato para não ter receio e para contar tudo da forma mais transparente, porque ainda há muita gente que me julga sem imaginar os meus motivos.
– Essa vida complicada contribuiu para a decisão de ter adotado três crianças?
– Sim, isso pesou muito nesta minha escolha de vida. Para mim, os meus filhos não são uma brincadeira. Interrompi a minha carreira durante dois anos para me dedicar a eles, são a minha grande prioridade. Não quero ser um herói, não vou mudar o mundo, mas acho importante fazer a minha parte. Não tive algumas bases na minha infância e quero possibilitar uma vida diferente aos meus filhos. Mais do que bens materiais, dou-lhes o verdadeiro amor que um pai pode ter por um filho. Eles são a minha vida. Não quero ser um pai perfeito. O meu objetivo é fazer tudo o que está ao meu alcance para que sejam felizes e, acima de tudo, bem resolvidas. Não interessa de onde vieram ou as condições a que foram sujeitos, pois agora têm uma família para a vida.

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