Nas Bancas

Leonardo DiCaprio: Este pode ser o ano de todas as vitórias

O duro papel de um pioneiro americano em “The Revenant: O Renascido” já deu um Golden Globe ao ator e valeu-lhe a sua quarta nomeação para um Óscar, troféu que a Academia até agora nunca lhe atribuiu.

CARAS
31 de janeiro de 2016, 14:00

Leonardo DiCaprio tinha apenas 19 anos quando, em 1993, foi nomeado pela primeira vez para um Óscar, de Melhor Ator Secundário, pelo seu desempenho em Gilbert Grape. Depois disso, foi nomeado para Melhor Ator com O Aviador, Diamante de Sangue e O Lobo de Wall Street (como produtor deste último, teve também uma nomeação para Melhor Filme), mas a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood recusou-lhe sempre o troféu. Tudo poderá mudar este ano, depois de o seu papel em The Revenant: O Renascido – que estreia em Portugal a 21 de janeiro – ter sido consagrado com o Golden Globe Award de Melhor Ator. Na verdade, o filme do mexicano Alejandro G. Iñarritu, que o ano passado ganhou o Óscar de Melhor Realizador com Birdman, já arrecadou três Golden Globes e tem 12 no­meações para os Óscares, entre elas de Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Ator. E, tendo em conta a temática desta película – relata a história verídica de Hugh Glass, um pioneiro explorador da América profunda no séc. XIX que é atacado por um urso e abandonado à sua sorte enterrado na neve pelos seus colegas de expedição, resistindo à morte movido por uma imensa perseverança e outro tanto de sede de vingança –, parece talhado para agradar quase unanimemente aos jurados. Que certamente também levarão em conta o facto de O Renascido ter sido rodado em condições extremas, primeiro no Canadá, onde chegaram a apanhar 25 graus negativos, depois no sul da Argentina, para onde se mudaram à procura de mais neve, durante uns longos nove meses. Tudo porque Iñarritu, perfeccionista compulsivo, só quis filmar com luz natural, ficando reduzido a cerca de hora e meia de trabalho por dia. E DiCaprio, igualmente perfeccionista, disse ámen à “loucura” do realizador e, na maioria das cenas mais exigentes, até dispensou duplos. Foi o caso quando teve que mergulhar num rio gelado, quando se sujeitou a estar nu com cinco graus negativos, quando se deitou na carcaça de um cavalo para se aquecer ou comeu um fígado de bisonte cru (depois de ter tentado com plasticina, achou que não tinha impacto). Afinal, como o próprio ator refere, “o sofrimento é temporário, um filme é para sempre”. No caso de O Renascido, DiCaprio diz que toda a equipa sabia que estava a fazer algo bastante revolucionário: “Alejandro é um visionário e criou um filme como nunca antes foi visto. E não se consegue esse tipo de resultado sem se ir muito além do sentido do dever.”
Por tudo isto, este poderá ser, finalmente, o ano de todas as vitórias para o ator de 41 anos, que começou a carreira aos 17. E por muito que Leo, como é normalmente tratado, diga que rezou para não ganhar o Óscar com Gilbert Grape, pois ficava petrificado só de imaginar que tinha que subir ao palco para agradecer, ou que assegure que não são os prémios que o movem, mas sim “a vontade de fazer filmes que continuem a ser vistos como obras de arte daqui a 50 anos”, certamente não ficará indiferente se o seu nome sair vencedor. Afinal, desde sempre teve um desejo “quase doentio de representar”, mas, ao mesmo tempo, por ter crescido num bairro desfavorecido de Los Angeles, não esconde: “Tive sempre em mente o dinheiro. E representar parecia-me uma boa forma de o conseguir.” Conseguiu, de facto, pois graças ao enorme sucesso de bilheteira que a maior parte dos seus filmes tem tido é, desde há vários anos, um dos atores mais bem pagos de Hollywood.
Ainda assim, nas muitas entrevistas de promoção do filme que deu, DiCaprio mostrou-se sempre um homem com razoável low profile. Um homem que assume ter medos, como qualquer outra pessoa, mais ainda depois de ter sido submetido a condições tão duras para fazer O Renascido: “Eu só queria sair dali vivo!” Um homem que leva a sério o seu papel de mensageiro da paz da ONU e se empenha profundamente na defesa do ambiente e das espécies ameaçadas.
A nível pessoal, o ator, que é quase tão conhecido pelas suas relações com top models – da lista constam nomes como os de Gisele Bündchen, Bar Refaeli ou Kelly Rohrbach – como pelos seus filmes, não esconde que apesar de se terem separado quando ele tinha apenas um ano, os pais continuam a ser a sua fonte de afeto.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras