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Dânia Neto confidencia: "Não mudaria nada em mim"

A atriz faz o balanço do ano que termina e partilha os sonhos profissionais e pessoais que quer realizar.

Marta Mesquita
31 de janeiro de 2016, 10:00

O ano que agora termina foi, talvez, o melhor da vida de Dânia Neto, pelo menos do ponto de vista profissional. Com a sua participação em dois filmes, O Pátio das Cantigas e O Leão da Estrela, e a interpretação da personagem Bruna na novela da SIC Poderosas, 2015 foi o culminar de mais de dez anos dedicados à representação. Contudo, o seu crescente sucesso não lhe trouxe tiques de vedetismo nem lhe diminuiu o desejo que sente de fazer sempre mais e melhor. Dona de uma vontade férrea, a atriz, de 32 anos, é o exemplo de que quando se acredita nos sonhos e não se desiste perante as adversidades, eles tornam-se realidade.
Realizada com a carreira que está a construir, Dânia é também uma mulher feliz no campo pessoal. Apesar de ser discreta em tudo o que diz respeito à sua vida amorosa, a atriz admite estar feliz ao lado do namorado, o empresário Marcelo Resende. Contudo, assegura que casar-se ou ter filhos não faz parte dos planos a curto prazo. Agora é tempo de trabalhar e de “colher aquilo que andei a plantar.”
– 2015 foi mesmo um ano em cheio para si...
Dânia Neto
– Sim, acho que sim. Os dois filmes e a novela permitiram-me fechar o ano em grande. Tive uma agenda muito cheia e foi preciso alguma ginástica para conciliar tudo.
– Já é atriz há mais de dez anos. Qual é o balanço que faz da sua carreira?
– Dei sempre um passo de cada vez. Nada foi repentino, o que é bom, porque me permitiu adaptar-me a cada nova fase. Tem sido um caminho bom e tenho orgulho de todos os projetos que fiz. Faltava-me a experiência do cinema. Esperei 11 anos por esta oportunidade, foi mesmo um presente.
– A paciência que aparenta ter tem sido essencial no seu sucesso?
– Nesta profissão as coisas acontecem no seu tempo, tal como na vida. Saber esperar é uma virtude. Nada acontece só porque queremos muito. Tive de esperar pelas oportunidades e ainda há muitas outras coisas que quero fazer.
– É ambiciosa?
– Sim, as pessoas que não têm qualquer ambição dificilmente evoluem. Há todo um mercado que ainda não experimentei. Durante muito tempo fiz comédia e a personagem que
interpretei em O Pátio das Can­tigas mostrou que posso ter outro tipo de papéis. Também gos­tava de ser a menina disputada, a vilã e, quem sabe, até a prota­gonista.
– Também gostava de apostar na internacionalização?
– Não ambiciono mudar de país, mas gostava de trabalhar fora de Portugal, ir, fazer um filme e voltar.
– E no meio de tantas ambições profissionais há lugar para a realização de sonhos pessoais?
– Sinto que não é a altura ideal para ter a minha própria família. Não é um bom momento para ter um bebé. Agora chegou a altura de colher aquilo que andei a plantar. Tenho a certeza de que vou ter filhos, mas não para já. Não quero ser mãe no meio desta vida sem horários, sempre a correr. Iria sofrer horrores com isso, porque sou muito maternal e tenho a certeza de que vou ser uma mãe galinha.
– Essa atitude exige uma grande compreensão por parte do seu namorado...
– Sim, e ele tem-na. Ele fica feliz com as minhas concretizações e alegrias.
– O casamento faz parte dos seus planos?
– Agora que cheguei aos 32 anos vejo mais o casamento como a celebração de um amor de vá­rios anos e não tanto como o passo que nos permite ‘juntar os trapinhos’. Talvez daqui a uns anos o casamento faça mais sentido.
– Sempre se assumiu como uma lutadora, que batalha por aquilo que quer. Além desta sua característica, que mais nos pode contar sobre si?
– Sou mesmo uma lutadora e não me fico por qualquer coisa. Se acho que o meu caminho é aquele, vou continuar, sem me desviar. Não desisto facilmente e a minha carreira foi feita com esta atitude. Poderia ter desistido e estar a trabalhar noutra área, porque também passei por momentos difíceis, houve alturas em que não tive trabalho... Nesses momentos, se não temos um foco, poderemos seguir outros caminhos. Além disso, sou muito trabalhadora, com um grande espírito de sacrifício. Também sou amiga do meu amigo, simpática e afável.
– Foi o amor pela representa­ção que não lhe permitiu abandonar este caminho?
– Foi, sem dúvida. Sou apaixonada por aquilo que faço. Não há nada que me preencha mais do que a representação. Faço isto por paixão.
– Gostava de mudar alguma coisa em si?
– Engraçado... acho que não mudaria nada em mim. Até a minha teimosia, que por vezes enerva as pessoas, é algo que aprecio, porque não me deixa instalar no quentinho e no que é confortável. Sou muito exigente comigo e com o próximo.
– Está em excelente forma física. Tem de se esforçar para manter a elegância ou pode comer de tudo sem engordar?
– Essa ideia de que podemos comer tudo que não engordamos é uma grande mentira. Eu não acredito nisso! Claro que há pessoas com um metabolismo mais acelerado e penso que faço parte desse grupo. Contudo, gosto de ter uma vida ativa e de fazer desporto. Tento ter uma alimentação regrada, mas não me privo de nada.
Tento comer com bom senso.

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