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Diogo Infante e Cavaco Silva

Diogo Infante e Cavaco Silva

Pedro Melo / Getty Images

Diogo Infante mostra-se indignado com decisão de Cavaco Silva

O ainda Presidente da República vetou a lei que permitiria a adoção por casais do mesmo sexo.

CARAS
27 de janeiro de 2016, 09:44

Aníbal Cavaco Silva vetou novamente a lei da adoção por casais do mesmo sexo e nas redes várias caras conhecidas mostraram a sua indignação. Entre elas, Diogo Infante, que é casado com Rui Calapez desde outubro de 2013, e adotou um rapaz, Felipe, há cerca de cinco anos. E para mostrar o seu descontentamento, o ator escreveu uma carta aberta ao Presidente da República, que no próximo dia 9 de março será substituído por Marcelo Rebelo de Sousa, eleito este fim de semana.
Leia o texto:
"Um dia depois de ter sido eleito o novo Presidente da República, Cavaco Silva vetou a lei da Adopção por casais do mesmo sexo, que tinha sido previamente aprovada na Assembleia da República. O jornal Público anuncia hoje que Cavaco Silva será obrigado a promulgar a lei da adoção por casais do mesmo sexo, antes de sair. Ainda bem! É caso para dizer que foi um tiro no pé...!
Ex.º Presidente,
Gostava que soubesse que a adopção tem sido uma oportunidade não só para me exercer como pai, mas sobretudo para proporcionar a uma criança necessitada uma perspectiva de futuro, integrada numa nova estrutura familiar. O que é extraordinário no processo de adopção, é que ele é efectivamente bilateral e pressupõe uma aprendizagem diária sobre a natureza humana, sobre a nossa capacidade de aceitar, compreender, respeitar e de amar o outro incondicionalmente. Na parentalidade o que é verdadeiramente significativo não é o género, nem sequer se temos um ou dois pais, ou se são do mesmo sexo, é a forma como essas relações filiais se estabelecem e se consolidam com base na confiança, no respeito e no amor. São estas as premissas que permitirão que as crianças cresçam fortes, moralmente e eticamente sólidas, e com a auto estima necessária para enfrentar os desafios da vida!
Se as crianças em regime de adoptabilidade dependessem exclusivamente de políticos como o senhor, muitas estariam condenadas a ficarem em instituições até que atingissem a maioridade, sem direito a uma família, seja ela de que natureza for, que lhes dê um lar, amor e o carinho, que os pais biológicos não foram capazes de dar!"

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