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Celso Roberto apoia decisão do filho mais velho, que também quer ser ator

Aos 40 anos, o ator angolano, da novela “A Única Mulher”, está noivo da empresária Selmira Sousa.

Sandra Cáceres Monteiro
24 de janeiro de 2016, 16:00

A viver em Lisboa desde outubro por causa das gravações da novela A Única Mulher, Celso Roberto tem a certeza de que ser ator é o que quer fazer para o resto da vida. De preferência, em Portugal. Pai de quatro filhos, de duas relações já terminadas, e de casamento marcado para o final do próximo ano, o ator angolano, de 40 anos, esteve com o filho mais velho, Leo, de 19 anos, no Castelo da CARAS, em Óbidos, onde nos falou da sua infância em Angola, do seu percurso profissional e do pedido de casamento que fez a Selmira Sousa segundo a tradição do seu país: o chamado alambamento.
– Ser ator era o seu maior sonho?
Celso Roberto – Sempre tive uma enorme curiosidade em relação a este mundo da representação. Em miúdo era fã do Van Damme, mas nunca me passou pela cabeça ser ator. Em Angola trabalhei muitos anos em rádio, como sonoplasta, até que surgiu a oportunidade de começar a fazer alguns trabalhos de modelo. Em 2000 fiz a minha primeira novela, Vidas Ocultas, e nunca mais parei!
– Entretanto, o curso de Di­reito ficou pelo caminho...
– Sim, neste momento o curso não é a minha prioridade, quero apostar na minha carreira de ator. Mas já só me falta praticamente o último ano.
– Como é que foi a sua infân­cia em Angola?
– Lembro-me de uma fase em que era muito reguila, apanhava muito da minha mãe! [risos] Depois tornei-me um menino mais calmo, mais tranquilo.
– Alguma vez se sentiu vítima de racismo no seu percurso profissional?
– Mais de preconceito do que propriamente de racismo. Sou natural de Benguela, comecei a minha carreira em Luanda, e em Angola o tribalismo ainda está muito presente.
– Tem quatro filhos. Ser pai é vocação ou foi acontecendo?
– Os filhos são sempre uma bênção de Deus. Amo os meus quatro filhos da mesma maneira.
– Mas não lhe custa estar afastado deles?
– Sim, custa-me bastante! A presença de um pai é muito importante, mas são as circunstâncias da vida.
– Agora que vive em Lisboa tem estado mais próximo do seu filho mais velho, que quer ser ator como o pai...
– Tem todo o meu apoio! Mas primeiro tem de acabar o curso de programação.
– Sei que está de casamento marcado.
– É verdade! O pedido foi feito em Angola, com a família toda presente, num ritual ao qual chamamos alambamento. O noivo faz uma oferenda à família da noiva como reconhecimento pela educação que lhe deram.
– Apesar de este não ser o seu primeiro casamento, continua a acreditar no amor para a vida?
– Claro que sim! Tenho o exemplo dos meus pais, dos meus tios, dos meus avós...
– E quer ter mais filhos?
– Está nos nossos planos, mas não para já!

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