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Isilda Peixe: “A Carlota é a filha que qualquer mãe gostaria de ter”

A modelo comercial e a filha contaram como é a relação entre elas e falaram sobre a nova fase que vão iniciar.

André Barata
23 de janeiro de 2016, 10:00

Mais do que mãe e filha, Isilda Peixe e Carlota são amigas inseparáveis. O Castelo da CARAS, em Óbidos, foi o local escolhido para uma sessão fotográfica conjunta, que marca o final do ano e o início de um que se avizinha repleto de mudanças na vida desta família. A modelo comercial e embaixa­dora da NOS, de 47 anos, prepara-se para ver a filha, de 18 anos, também embaixadora da NOS, ganhar asas e voar até Londres, onde irá estudar gestão. Em jeito de balanço, foi sobre esta mudança nas suas vidas e sobre a relação entre ambas que conversámos.
– Que balanço fazem de 2015?
Carlota – Este ano foi uma preparação para 2016. Em setembro vou para Londres estudar gestão.
Isilda – É verdade. Foi tudo feito a pensar no ano que aí vem, que vai ser de grande mudança nas nossas vidas.
– Está preparada?
– [Risos] Estou a preparar-me há muito tempo, há muitos anos. Há dez anos que a minha filha decidiu que haveria de estudar e viver em Inglaterra. Portanto, não é novo para mim. Foi tudo conduzido nesse sentido ao longo destes anos, em especial nos úl­timos dois. Tenho tentado preparar a Carlota para viver sozinha e preparar-me a mim para viver sem ela! [risos] Prepará-la para ser independente, sobreviver num mundo que não tem nada a ver com o nosso aqui.
– E a Carlota, está preparada?
Carlota – A minha mãe tem-me preparado muito bem. Estes últimos anos têm sido como um treino, comecei a fazer muitas coisas sozinha, como estudar sozinha, por exemplo.
Isilda – Comigo ao lado, a chatear [risos]. A mãe chata!
Carlota – Chata no bom sentido!
Isilda – Ela tem de saber fazer tudo. Além de independente, tem de ser forte! Tem de ter uma estrutura emocional muito forte para saber estar sozinha. Temos tentado antever as situações que possam surgir. Neste momento, com 18 anos, ela é responsável pelos seus atos. A partir de agora, só posso ajudar.
– Isto foi para facilitar a mu­dança que se avizinha?
– Fizemos isto porque temos uma relação muito próxima, muito profunda, de mãe e filha sempre juntas! A Carlota pergunta-me: “Como é que vais sobreviver sem mim?” [risos]
– Parece que vai custar mais à Isilda ficar sem a Carlota…
Provavelmente, vai ser mais difícil para mim. Ela vai para um mundo novo e eu fico aqui a perguntar-me: “E agora, o que será? O que é que ela está a fazer agora?” O que vale são as redes sociais! Se isto fosse há 30 anos, era um desastre para mim [risos], agora não, é a altura certa.
– Esta será a primeira vez que vão estar uma sem a outra?
– Não, no ano passado ela esteve três semanas de férias em Moçambique com o pai. Não custou muito, porque sabia que estava bem, ao lado do pai, de férias. Não será a mesma coisa quando for para Londres! [risos]
– E vai lá levá-la?
– Claro! [risos] Não pode ir sozinha, nem pensar! Aliás, ela vai ter excesso de bagagem, tenho mesmo de ir [risos]. Vai-me custar, é claro, mas nos primeiros três meses ela nem vai ter tempo para pensar. Vai ser tanta coisa ao mesmo tempo...
– Que tipo de mãe é a Isilda?
Carlota – Mãe-galinha! [risos]
Isilda – Sou daquelas mães que vão para a discoteca às três da manhã.
– Mas para ir buscar a filha ou para se divertir?
Carlota – As duas coisas [risos].
Isilda – Eu vou com o intuito de a ir buscar, mas ela diz-me para entrar! É um fenómeno raro, eu sei. Daí a nossa ligação ser muito bonita.
– Como conseguem manter os limites nesta relação tão aberta?
– Quem manda é sempre a mãe. Os filhos podem ser muito amigos dos pais, mas não podem esquecer isto. Enquanto viverem connosco e dependerem de nós, o poder é nosso. Se não for assim, não faz sentido.
Carlota – A minha mãe sempre me deu liberdade, mas eu sei os limites. Não sou daquelas filhas que querem tudo.
Isilda – Costumo dizer que ela é um doce de menina. Foi muito fácil educá-la, ela sempre foi assim. Tem os seus humores, mas nunca quis fugir às regras. Se ela diz que eu sou a mãe que toda a gente gostava de ter, ela é a filha que todos gostariam de ter. Sempre vivi o papel de mãe com muita alegria, é indescritível. Adoro ser mãe e é fantástico poder estar com ela todos os dias. Somos muitos felizes.
– Falando sobre a Isilda: trabalha aos 47 anos como modelo comercial. É um mercado muito competitivo?
– Acho que nesta idade é quando é menos. Eles até me perguntam se não tenho amigas que queiram trabalhar na área [risos]. Comecei a trabalhar na Elite aos 36 anos, depois de ter sido operada ao coração, foi uma altura de mudança na minha vida.
– Este trabalho fá-la ter mais cuidados com a sua imagem?
– Sim, faz. Costumo dizer que a minha melhor amiga é a genética. Tenho muita sorte [risos]. De resto, uso cremes muito bons.
– E passa estes ensinamentos à sua filha?
– Ambas usamos esses cremes. Desde pequena, tudo o que faço, transmito-lhe. O que for para manter uma boa aparência, sem contar com mudanças radicais, eu faço.

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