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Hélder Silva e Maria Lima vão casar-se em julho, a pedido da filha mais velha

Juntos há 12 anos, o jornalista da RTP Porto e a empresária têm duas filhas, Maria Clara, de quatro anos, e Sofia, de dois. O casamento não fazia parte dos planos de Hélder, mas a insistência da filha mais velha convenceu-o. E surpreendeu Maria com um pedido original. A celebração vai acontecer no dia 30 de julho, no Mosteiro de Landim, onde tirámos estas fotos.

Joana Brandão
17 de janeiro de 2016, 12:05

Há quase duas décadas que Hélder Silva, de 40 anos, entra em casa dos portu­gueses com as notícias do país e do mundo, enquanto jornalista da RTP. A 30 de julho, porém, os papéis vão inverter-se, e Hélder vai ser notícia, pois nesse dia trocará alianças com Maria Lima, de 30, com quem vive há 12 anos e tem duas filhas, Maria Clara, de quatro anos, e Sofia, de dois. A empresária sempre sonhou entrar na igreja vestida de noiva, mas o pivot e editor da RTP Porto achava que esse não era o passo mais importante para o sucesso de uma relação. Recentemente, porém, Hélder decidiu realizar o desejo de Maria, e fez-lhe um pedido arrebatador.
Foi no palco onde será celebrado o casamento – o Mosteiro de Landim, em Famalicão –, que conversámos com os noivos sobre a vida que já construíram e o que esperam do futuro.
– Como é que se decidiu, fi­nalmente, a pedir a Maria em casamento?
Hélder Silva – A Maria sempre se quis casar, mas para mim o casamento era uma instituição um bocadinho falida. Acho que as pessoas não precisam de se casar para mostrarem que gos­tam uma da outra. Mas como a Maria queria muito, repensei a minha posição. Sempre soube que as nossas mães também gostavam que nos casássemos, mas entretanto descobri que a minha filha mais velha também queria...
Maria Lima – A mais nova ainda não quer, porque não sabe o que é... [risos]
Hélder – Então interiorizei a ideia de dar essa felicidade à Maria e a todas as mulheres da família e pedi-a em casamento.
Maria – E foi um pedido completamente inesperado!
– Como assim?
– Foi no casamento de uma amiga minha, com 200 pessoas a assistir. Para quem não queria casar-se... excedeu-se!
Hélder – Há anos que a Maria falava em casamento e a fasquia foi ficando cada vez mais alta... Já sabia que, a acontecer, tinha de ser em grande! Estava dentro da igreja, no casamento dessa amiga, quando decidi que ia fazer o pedido nesse dia. Disse que ia estacionar melhor o carro, saí e, como estava na Baixa do Porto, procurei uma ourivesaria para comprar o anel de noivado. Ela estranhou a minha demora, mas não desconfiou de nada. Rapidamente, pensei em como ira fazer o pedido. E decidi surpreendê-la na hora em que a noiva atirasse o ramo. Pedi-lhe para, em vez de o atirar, se dirigir à Maria para lhe dar o ramo nas mãos. E eu estava atrás para fazer o pedido.
Maria – Quando a noiva se preparava para atirar o ramo, começou a tocar a ‘nossa’ música, Wherever You Will Go, dos The Calling. Lembro-me de olhar para o Hélder e comentar a coincidência de estar a passar a nossa música naquele momento. E quando olhei para a frente já tinha a noiva a dar-me o ramo e ele de joelhos com o anel. Foi incrível!
– Fazem vida de casados há vários anos e construíram uma família. Acham que vai mudar alguma coisa com o casamento?
Hélder – Espero que não...
Maria – Uma coisa vai mudar: vou andar toda contente com um anel no dedo. Sempre quis casar-me, para ter o meu dia, usar aquele vestido e ter as pessoas de que mais gosto a torcer por mim e pela pessoa que amo, mas não creio que mude nada na nossa relação. Até porque é quase impossível ele tratar-me melhor do que já me trata.
– Pensam ter mais filhos?
– Não, os tempos de hoje são muito diferentes de quando éramos crianças. Hoje o grau de exigência para os pais é muito maior e queremos dar o nosso melhor à Maria Clara e à Sofia. Com o nosso ritmo de vida, como o de qualquer casal que trabalha, só com a ajuda dos nossos pais é que conseguimos fazer tudo.
– E como é que a Maria lida com o trabalho do Hélder, que faz reportagens em locais de conflito, como aconteceu recentemente, quando viajou para Paris logo após os atentados de 13 de novembro?
Maria – Já estou habituada e nunca penso que as coisas vão correr mal. Além disso, vejo-o na televisão e fico descansada. Já a mãe dele, sofre muito...
– Deve ser um desafio enorme estar em cenários onde tudo está a acontecer...
Hélder – Quando comecei, tinha a ambição de fazer reportagem de guerra e fui logo para o Iraque, mas voltei com outra perspetiva. Porque não há jornalismo de guerra, há jornalismo na guerra. É muito difícil confirmar as fontes, apurar a veracidade da informação que circula, é muito complicado trabalhar nesse tipo de cenário. Mas é-me difícil dizer que não quando sou desafiado para este tipo de trabalho. Como é que posso negar a hipótese de estar onde as coisas estão a acontecer, onde estão os olhos do mundo? Para um jornalista é impossível passar ao lado da História. Ter o apoio da Maria é muito importante para mim, e saber que ela tem a nossa família para a ajudar no que for preciso é um descanso, porque vou sem preocupações, sei que em casa está tudo bem.
– Começou a trabalhar na Rádio Vizela com apenas 15 anos e desde então o jornalismo colou-se-lhe à pele. Era um sonho de toda a vida?
– Na verdade, queria ser arquiteto, mas fiquei com o bichinho do jornalismo depois de trabalhar na Rádio Vizela. O diretor, Carlos Martins, apostou em mim e encaminhou-me para a Escola Superior de Jornalismo. Como já tinha experiência, candidatei-me à Rádio Nova, no Porto, ainda durante o curso, e entrei. Lá trabalhei com o Pedro Pinheiro, com quem aprendi muito. Depois fui para a RTP e tive a sorte de me cruzar com pessoas que foram muito marcantes, como o Carlos Daniel, o Mar­cos Rocha, a Sandra Sá Couto ou o Ricardo Alexandre.

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