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César Lessa: “Gosto de dar um toque de elegância e luxo a tudo o que faço”

Numa das salas do Palacete Chafariz d’El Rey, o empresário criou para a CARAS uma mesa de Natal semelhante à que terá no seu restaurante, Sabores do Campo.

CARAS
6 de janeiro de 2016, 16:06

Assim que ‘pôs os pés’ em Portugal, para fazer uma pós-graduação, César Lessa percebeu de imediato que o nosso país passaria a ser a sua casa. Oito anos depois, o luso-brasileiro, de 34 anos, não pretende regressar ao Brasil, onde nasceu e cresceu, e, por isso, foi sem receio que se aventurou entre nós no mundo dos negócios. Primeiro no imobiliário de luxo, depois no design de interiores e, desde há 11 meses, também na restauração, com a abertura do restaurante Sabores do Campo, no Campo Pequeno.
“Abri o restaurante no início deste ano e estou cada vez mais apaixonado pela restauração e por tudo o que ela implica. Gosto de inovar e de fazer sempre tudo com muita dedicação, atenção e requinte”, explicou César, que decorou para a CARAS uma mesa de Natal na qual serviu alguns dos pratos mais famosos do seu restaurante, mas também iguarias tradicionais a que não resiste. “Gosto de dar um toque de luxo e elegância a tudo o que faço, por isso optei por pôr uma mesa repleta de pratas, semelhante ao que farei no meu restaurante no Dia de Natal. Gosto de colocar uma luz mais baixa, pratas e uma boa música. Acho que o Natal merece ser celebrado com esse brilho. Em minha casa, esta quadra sempre foi muito preparada. A árvore de Natal sempre foi das verdadeiras, decorada com enfeites que se foram juntando ao longo dos anos e passando de geração em geração, o que tornava a nossa sala bastante glamorosa.”
Enquanto punha a mesa cuidando de cada detalhe minuciosamente, o empresário contou-nos como é o seu Natal. “Quando me mudei para cá não conhecia muita gente e passava a noite de Natal em hotéis. E até que gostava, pois era sempre tudo tratado ao pormenor. Hoje em dia, já tenho muitos ami­gos cá e, ou vou eu para casa deles ou eles para a minha. Desde que vim para cá só passei um Natal no Brasil, os outros foram todos cá. Esta já é a minha casa. Eu gosto mesmo do estilo de vida europeu. Se for para a minha terra natal já me sinto incomodado com o calor e com aquela coisa de ser tudo muito rápido... não se prepara a ceia de Natal como aqui... não se acendem velas, não está frio... cá tem tudo outro encanto, é mais aconchegante.”
Este deslumbramento pelo nosso país e pela forma como se vive esta época fizeram com que César começasse mesmo a seguir as nossas tradições: “Até aprendi a gostar da culinária portuguesa. Quando cheguei, não achava graça aos fios de ovos, por exemplo, e hoje em dia já não vivo sem eles [risos]! De todas as gastronomias que conheço, considero que a por­tuguesa é a melhor do mundo.”
Apesar de não ter saudades do passado e de estar sempre com os olhos postos no futuro, César não deixou de recordar os natais que passava em Minas Gerais: “Reuníamos a família toda na quinta do meu pai e lembro-me da fartura de comida, dos meus avós e de muitos presentes.”

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