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Nuno Markl e Ana Galvão: “Somos a prova de que o sentido de humor une as pessoas”

O humorista e a animadora de rádio fizeram uma sessão fotográfica no Alentejo com o filho e o sobrinho.

CARAS
3 de janeiro de 2016, 14:00

O cenário campestre não poderia ser mais adequado para receber esta família. Embora a grande entusiasta da natureza seja Ana Galvão, animadora de rádio, de 41 anos, a pouco e pouco o seu marido, Nuno Markl, humorista, de 44, começa a dar mais valor à qualidade de vida no campo. Por isso, no futuro este poderá mesmo tornar-se o destino desta família. Ao lado do filho, Pedro, de seis anos, e do sobrinho, Henrique, de seis, os dois posaram na Horta da Moura, em Monsaraz, e já o sol se punha quando conversaram com a CARAS sobre os vários projetos da sua vida.
– Costumam ter tempo para estes programas familiares?
Nuno Markl Bom, toda esta fase de final de ano está a ser um caos!
Ana Galvão – Não temos tantas oportunidades como gostaríamos, mas vamos conseguindo. Quando surge uma hipótese, temos de ir e não pensar mais nisso!
– E o que vos tem roubado tanto tempo?
Nuno – Ambos temos os blogs, mas a Ana trabalha muito mais no dela. O anagalvao.pt [que integra a rede Caras Blogs] arrisca-se a ser maior que a acavedomarkl.pt, porque a Ana está a fazer o que deve ser feito, a dedicar-se a cem por cento. Eu vou equilibrando com o meu Facebook, mas depois tenho de escrever muita coisa para a rádio e o blog acaba por ser descurado. A Ana está a transformar a página dela na mais entertaining sobre a macrobiótica.
– Este blog nasceu muito recentemente e foi também motivado por questões de saúde...
Ana – É verdade, tive um problema de estômago e foi na macrobiótica que encontrei a solução. Tinha uma gastroenterite muito forte. Consultei médicos, experimentei medicamentos e nada funcionava. Fui a uma consulta do Dr. Francisco Varatojo, que é o diretor do Instituto Macrobiótico de Portugal, e ele fez-me desaparecer tudo com um cereal que adoro, que é o millet. Fiquei fascinada, comecei a fazer workshops e um ano depois estava a inscrever-me no Instituto Macrobiótico. Nunca mais larguei a macrobiótica.
– De que maneira é que a macrobiótica veio alterar as vossas vidas?
Nuno – Ainda cometo muitos pecados alimentares, mas estou melhor! Nós influenciamo-nos um ao outro numa série de coisas. Se calhar eu é mais com filmes de ficção científica [risos] e ela com a alimentação! Deixei de comer carne de vaca e de porco e só como frango muito esporadicamente. Ainda cedo à tentação dos doces, que é o pior!
Ana – O que aprendemos com a macrobiótica é o que cada alimento produz no nosso corpo. Tendo essa informação, vamos jogando com isso.
– Estas coisas também vos unem... São parecidos um com o outro?
Nuno – Somos muito diferentes um do outro, mas temos um sentido de humor muito parecido.
Ana – Temos coisas em que somos muito parecidos e outras não tanto! Eu sou pessoa de passar um dia inteiro na rua, o Nuno é mais caseiro. [Risos] Esse é o aspeto que mais nos diferencia. Trabalhamos no mesmo meio e isso também nos une. Depois, somos a prova de que o sentido de humor une as pessoas!
– Com qual de vocês é que o Pedro é mais parecido?
Nuno – Acho que ele é uma mistura dos dois. Às vezes fica preocupantemente parecido comigo, no sentido em que até eu, que sou um tipo caseiro, quero puxá-lo para a rua e ele não quer. Prefere brincar em casa.
Ana – Ele tem a habilidade e a criatividade do Nuno. Eu acho que o Pedro é um case study neste momento e nesta geração porque é um miúdo que não passa tempo nenhum a mexer num telemóvel, vê pouca televisão e não liga a consolas! O sonho dele é desenhar e fazer legos!
– E compreende as vossas rotinas aceleradas?
– Com o blog, trabalho em casa e consigo passar muito tempo com ele. Quando temos muito trabalho, o que fazemos é levá-lo connosco. Já apresentou livros e espetáculos connosco! Apostamos todo o nosso tempo livre no Pedro, porque são estes os anos em que os pais têm de estar com os filhos!
– E têm tempo para a vossa relação enquanto casal?
– Sim, temos! Vamos muito ao cinema e somos viciados nas mesmas séries. Estamos muito presentes nas coisas um do outro.
Nuno – Isto soa super deprimente, mas há uma boa maneira de passarmos tempo juntos, que é fazendo programas juntos. [Risos] Foi assim no Felizes Para Sempre e agora no Animais Anónimos. Dá-nos muito gozo trabalhar juntos! Temos outro projeto que temos de abraçar brevemente, que será um livro! Criámos uma personagem para uma série de livros infantis, super original, e havemos de avançar com isso também.
– Estão casados há cinco anos, juntos há sete. Como tem sido esta aventura?
– Tem sido espetacular! Eu acho que não há ninguém como a Ana, estou sempre a dizer-lhe isto.
Ana – Mesmo uma grande aventura! Quando de repente o universo te põe coisas na vida de que não estavas à espera, o amor aconteceu! Percebemos que tínhamos coisas em comum e acabou por acontecer. Meio ano depois eu estava grávida! Nem houve tempo para pensar.
– E tencionam alargar a família?
Nuno – Essa é uma ideia que vai e vem. [Risos]
Ana – Pode vir a acontecer. Gostava muito que o Pedro tivesse irmãos, porque eu tenho e é ótimo. Por outro lado, o Pedro é uma criança muito feliz e tem imensos primos! Às vezes queremos muito e até pensamos que podíamos adotar, mas ainda não chegámos a nenhuma conclusão. Acho que a vida vai decidir isso por nós.
– Sentem orgulho ao ver o que construíram ao longo destes anos juntos?
– Tudo passa pela minha vida enquanto mãe, não sabia como ia abraçar esta tarefa, se estaria à altura.
Nuno – Mas está! A natureza de mãe é tal que quando vai buscar o Pedro à escola, de repente entretém todos os miúdos que ali estão!
Ana – Estou muito contente quer no campo pessoal, quer no profissional. Temos vidas incríveis, sou muito agradecida pela vida que tenho.
Nuno – Há um tempo pus-me a refletir sobre isso e percebi que sou realmente um sortudo. Faço o programa Animais Anónimos, que é muito pessoal, corresponde a uma causa nossa, e em 2017 vai acontecer uma coisa com a qual sonhei sempre: uma história minha ser adaptada ao cinema. Estive em Londres para conhecer o Tom Hanks e acabei por conhecer o Steven Spielberg na mesma tarde. Percebi que me queixo estupidamente. Tudo isto é relativo e pode desaparecer, portanto, tenho de estar grato, talvez a mim [risos] e às pessoas que gostam do que faço e, claro, por ter a mulher que tenho.

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