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Adelaide de Sousa e Tracy Richardson querem dar um irmão a Kyle

Casados há 12 anos, a atriz, de 46 anos, e o fotógrafo americano, de 54, são pais de um rapaz, Kyle, de seis anos.

Sandra Cáceres Monteiro
25 de dezembro de 2015, 12:00

Afastada das novelas há seis anos, por opção própria, de modo a ter mais tempo para a família, Adelaide de Sousa está de regresso ao pequeno ecrã em Coração d’Ouro. Um regresso desejado, mas que a impediu, como lamenta, de acompanhar o filho no seu primeiro dia de aulas. Com Kyle já a frequentar o primeiro ano, esta conversa sobre o Natal fez-se a três – na presença do marido da atriz, o fotógrafo americano Tracy Richardson –, enquanto o mais pequeno rabiscava numa folha as letras do abecedário.
– Preparam o vosso Natal com antecedência?
Adelaide de Sousa – Costumamos fazer a árvore os três, no início de dezembro. Confesso que este ano estou com vontade de comprar uma maior! [“Do tamanho de um prédio gigante, mãe?”, pergunta Kyle, suscitando o riso dos pais]
– Vivem esta época do ano com especial intensidade?
– Entramos o mais possível dentro do espírito, mas não aderimos à parte materialista do Natal. Aliás, a nossa família tem um acordo: só oferecemos presentes às crianças. Aos menores de 20 anos. Como já não são muitos, já não há muitas prendas para dar! Este ano vai ser mais um ano em que vamos respeitar esse princípio. Tomámos esta decisão, não só por causa da crise, mas porque as prendas afastam o verdadeiro significado do Natal, que é o nascimento de Jesus.
– De qualquer forma, o Kyle acaba por receber mais presentes do que é suposto, imagino...
Tracy Richardson – Meu Deus! Eu imploro às pessoas que não lhe deem mais brinquedos, pois corremos o risco de qualquer dia não conseguir fechar a porta do quarto [risos].
Kyle – Conseguimos, pois!
Adelaide – Quando o Kyle nasceu já não tínhamos um bebé na família há muito tempo.
– O nascimento do vosso filho mudou a vossa perspetiva do Natal?
– Sobretudo, fez-me refletir sobre o que é que eu queria que o Kyle pensasse que é o Natal. Daí o nosso cuidado em transmitir-lhe aquilo que significa para nós. Este vai ser o segundo Natal sem o avô, o meu pai...
Kyle – Era muito importante para a nossa família. Eu quero ser um cientista como ele!
Adelaide – [Risos]. O meu pai trabalhava em entomologia, era técnico de laboratório, e o Kyle nunca se esquece de uma fotografia que lhe mostrámos do avô a espreitar por um microscópio em Moçambique. Era, de facto, uma presença agregadora. O Natal também é lembrarmo-nos daqueles que já partiram e que contribuíram para a história da nossa família.
– Como é que celebram a época?
– Há já alguns anos que não conseguimos ir aos Estados Uni­dos, com bastante pena nossa, pois a mãe do Tracy também já tem uma certa idade. Falamos por Skype na noite de Natal, mas não é a mesma coisa. Confesso que já tenho saudades de um Natal com neve! Vamos então ficar por cá... Somos uma família de cinco irmãos e vamos celebrando à vez em casa de cada um. Este ano ainda não temos nada combinado, mas não me importo que seja na minha casa.
– E o que é que costumam ter na vossa mesa de Natal?
– Somos muito tradicionais. O bacalhau, o peru... andamos por aí.
– O Tracy adaptou-se bem aos nossos costumes?
Tracy – Não posso dizer que não! [Risos] Quanto ao bacalhau, só gosto do espiritual.
– Como é que é o Natal na América?
– Também temos o peru.
Adelaide – E o fiambre no forno. O Natal lá não é assim tão diferente. Agora, é certo que as pessoas não passam horas a fio à mesa. Lá, uma festa de família não dura mais do que duas horas e meia.
Tracy – Em Portugal o jantar de Natal arrasta-se por cinco, seis horas, já com algumas pessoas a dormir no sofá.
– O Kyle entrou em setembro para o primeiro ano. Como é que está a correr a escola?
Adelaide – Muito bem! Ele gosta muito de aprender e está encantado com as palavras.
– Um acontecimento que coincidiu com o regresso da Adelaide às novelas...
– Fiquei muito angus­tiada, até por­que não consegui estar presente no primeiro dia de aulas. Mas a novela está a correr muito bem, apesar de a Sofia não ser uma personagem nada fácil!
– Sente-se, de certa forma, culpabilizada por agora ter menos tempo para o seu filho?
– Não, de maneira nenhuma! Aproveitei ao máximo enquanto o tive perto de mim. Sacrifiquei com prazer durante seis anos o meu trabalho a favor da família, mas agora já estava na hora de voltar.
– Ainda está nos vossos planos dar um irmão ao Kyle?
– Enquanto houver essa possibilidade, queremos muito que aconteça.
Kyle – Sim! Quero ter um mano e uma mana!
Tracy – De preferência, um rapaz! [Risos]

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