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Isabel Pires Lima partilha o que a inspira na vida e no trabalho

A ‘designer’ de interiores abriu as portas da sua casa, em Lisboa, e revelou o que faz de si uma mulher realizada na sua vida pessoal e profissional.

Marta Mesquita
24 de dezembro de 2015, 16:00

A estética sempre foi uma das maiores inspirações de Isabel Pires de Lima, de 32 anos, o que se vê na sua casa ou nas suas toilettes elegantes e ecléticas. Na decoração e na vida, a designer de interiores não gosta de sentidos únicos e prefere ousar. Dona de uma energia “inesgotável”, como admite, tem no marido, Duarte Silveira, de 31 anos, a calma e a segurança que a equilibram e é com o sorriso de quem não perdeu o romantismo com dez anos de relação que assegura que são “o exemplo perfeito do yin e do yang.”
Já com a sua casa decorada para o Natal, a designer de interiores recebeu a CARAS e partilhou o que dá ‘cor’ e alegria aos seus dias.
– A decoração sempre foi uma paixão?
Isabel Pires de Lima
– Sim. A minha mãe sempre gostou de decorar a casa e de organizar festas, pondo em prática a arte de bem receber. Depois, também tive muita influência das artes. Sempre gostei de desenhar, de pintar, de visitar museus... A estética tem muita importância nas nossas vidas e, ao contrário do que muitos pensam, não é fútil, porque interfere em coisas tão simples como termos a casa arrumada ou cuidarmos de nós.
– Percebe-se que tem muito cuidado com a sua aparência. A moda acaba por ter também muita influência na sua vida?
– Sim, a moda tem muito que ver com a estética, o que influencia muito um designer de interiores. Gosto de peças extravagantes, mas no dia-a-dia acabo por me vestir de preto, porque a minha cabeça já tem tantas cores e padrões que simplificar é o mais prático. Gosto de me arranjar e de me sentir bonita e hoje é fácil, porque há peças a preços muito acessíveis, tal como na decoração. Cá em casa tenho peças de antiquários e de grandes superfícies. Misturo tudo! Não gosto de seguir apenas uma tendência.
– A decoração de uma casa revela muito sobre o dia-a-dia de quem lá vive...
– Sim, é verdade. Quando comecei a decorar esta casa, perguntei ao meu marido o que ele queria. Ele só me pedia uma cama e um sofá grandes [risos]. E acho que isso é mesmo o essencial. Herdei algumas peças e confesso que adoro móveis antigos. Depois, tentei quebrar esse lado mais pe­sado com tecidos extravagantes e linhas românticas. Uma boa mistura torna as coisas mais divertidas. A decoração tem de ser pessoal. Uma casa não pode parecer saída de um catálogo.
– Podemos deduzir que é uma pessoa extravagante, que não tem medo de ousar?
– Sou uma pessoa simples. Tanto estou bem a comer um hambúrguer na rua como num bom restaurante. Gosto desses extremos. Tenho muita vitalida­de, uma energia inesgotável e quero sempre aprender mais. Não consigo estar parada. O que uma pessoa faz numa semana faço num dia. Às vezes é desgastante, mas não sei ser de outra maneira. Vivo cada dia como se fosse o último.
– E o seu marido também é assim ou é totalmente o oposto?
– O meu marido é muito mais calmo. Por isso é que nos completamos. Somos o exemplo perfeito do yin e do yang.
– Ter filhos encaixa-se no meio de uma vida tão agitada?
– Sim, claro. Temos de definir prioridades e a família está sempre em primeiro lugar. O dinheiro, as viagens podem acabar, tudo é efémero. Ter sempre alguém ao nosso lado para nos dar a mão é o mais importante. Portanto, ter filhos é um dos nossos projetos.
– Decorou uma mesa e uma árvore de Natal. Qual foi a sua inspiração para as duas criações?
– Já tinha este serviço Blue Canton e quis fazer o contraste entre o antigo e o moderno. Uma toalha encarnada às riscas brancas é moderna e até faz lembrar os piqueniques. E tentei dar requinte com os copos de champanhe, que comprei baratíssimos numa feira. Depois, fiz uma árvore de Natal com muitas peças. Confesso que para mim mais é mais. Todos os anos acrescento qualquer coisa à árvore.

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