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Filipe Albuquerque e Joana Pires Araújo: “Vai ser um Natal especial”

O piloto e a advogada aguardam o nascimento da filha, que se chamará Carolina.

Cláudia Alegria
24 de dezembro de 2015, 13:00

A viverem juntos há três anos e meio e namorados há seis, Filipe Albuquerque e Joana Pires Araújo preparam-se para iniciar uma nova etapa da sua relação, já que aguardam o nascimento de uma menina, previsto para os primeiros dias de janeiro. O piloto, de 30 anos, e a advogada, de 32, vivem por isso esta época natalícia com um entusiasmo extra, tal como nos confessaram durante esta sessão fotográfica que decorreu no Castelo da CARAS, em Óbidos.
– Como foi o momento em que descobriram que iam ser pais?
Joana –
Eu estava a acompa­nhar o Filipe num fim de semana de corrida e senti alguns sinais, mas não lhe disse nada até terminar a corrida. Só no regresso é que falei com ele e decidi comprar um teste de gravidez no aeroporto de Bruxelas. Acho que, se não tivesse sido assim, nem seria o espelho da nossa vida! [risos] Fiz o teste, que deu imediatamente positivo, mas como estavam outras pessoas connosco, tive que esperar pelo embarque para me sentar ao lado do Filipe e dizer em surdina que tinha dado positivo e que, se calhar, naquela semana teríamos de ir a uma consulta.
Filipe – Claro que ficámos contentes, mas fomos cautelosos, especialmente nas primeiras 12 semanas, que são as mais críticas...
Joana – Acho que nos fomos deixando entusiasmar. Claro que uma gravidez muito desejada deixa um casal muito contente mas é uma novidade que nos vai seduzindo dia após dia.
– Havia preferências em rela­ção ao sexo do bebé?
Filipe –
Para mim não havia preferência nenhuma.
Joana – Eu também não tinha preferência, mas desde o início que tinha a sensação de que seria uma menina e que vinha para dar a volta à cabeça do Filipe.
Filipa – É uma menina, vamos ver se me vai dar a volta à cabeça ou não, mas acredito que sim. Eu já sou um tio babado com os meus sobrinhos, por isso, com uma filha...
– Foi o nascimento dos seus sobrinhos que despertou a vontade de ter filhos?
Acho que é um conjunto de situações.
Joana – Os nossos sobrinhos mudaram a forma como olhamos para as crianças. Os filhos vão ser a tradução do nosso projeto de família.
– Tenciona assistir ao parto?
Filipe –
Se for parto natural, talvez, mas decidirei mais em cima da hora.
Joana – Acho que, nestas coisas, os homens só devem presenciar se estiverem preparados. Ou seja, para mim é fundamental que o Filipe também esteja confortável com a situação, não pode ser forçado. Não é só o momento da mulher que merece toda a atenção, também há um pai que está a nascer e que deve viver o momento à sua maneira. Se o Filipe estiver cá fora, por alguma razão, não significa que será pior pai ou que estará mais distante.
Filipe – Normalmente, em momentos de tensão, sou uma pessoa muito calma e serena. A minha profissão assim o exige. Portanto, hei de saber ter a cabeça fria no momento de emoção. Estou bastante ansioso e expectante por conhecer a Carolina.
– Há, no entanto, alguns projetos profissionais que podem baralhar esses seus planos?
É verdade. Tenho que fazer testes para as 24 horas de Daytona de 8 a 10 de janeiro, por isso, vou-me embora no dia 6. Se a Carolina nascer de cesariana, será dia 4 de janeiro. Se for parto normal, pode nascer em qualquer altura...
– Acredita que o nascimento da bebé lhe dará mais força para ganhar corridas ou poderá ser um motivo de distração?
Acho que, acima de tudo, terei vontade de regressar no primeiro voo a seguir às corridas para matar saudades da bebé.
– A Joana está preparada para estas ausências?
Joana –
Claro, essa sempre foi a nossa rotina, a nossa dinâmica Estou pronta para arregaçar as mangas e fazer o melhor que puder e souber, naturalmente também muito acompanhada pela família dos dois e pelos nossos amigos.
– Este vai ser, portanto, um Natal muito animado...
Sim, e li­teralmente com as malas à porta, porque nunca sabemos quando é que temos que fazer uma viagem de última hora. Mas é muito bom. Acho que vai ser um Natal muito especial, independentemente de ser vivido na maternidade ou a caminho dela, porque não há melhor celebração da família do que a altura do Natal e vivê-la mesmo na reta final da gravidez acho que vai torná-la uma data ainda mais especial.
– Entre­tanto, Filipe, foi anunciado que a crise no grupo Volkswagen levou a Audi a cancelar o 3.º carro para Le Mans, que era o seu... Foi uma desilusão perceber que já não ia participar nesta prova?
É sempre uma desilusão e foi um choque, tanto para mim como para toda a equipa. Mas são cortes de despesas do grupo, compreensíveis, e acreditamos que a situação se reverta em 2017. Entretanto, continuo como piloto oficial da Audi, pelo sexto ano consecutivo, que é o mais importante.
– Qual é o seu sonho de carreira?
Claramente, chegar à final de Daytona. Já tenho uma vitoria na classe, com a Audi, mas adorava ganhar a prova.

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