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Bernardo e Carolina Capucho: “Vivemos com sentido de união, família e alegria”

Este ano, o Natal foi partilhado com mais um elemento: Carmo de Santa Maria que nasceu no dia 26 de novembro. Leia a entrevista que o casal concedeu à CARAS ainda antes do nascimento da filha.

Cláudia Alegria
24 de dezembro de 2015, 14:00

Ter uma família numerosa sempre fez parte dos planos de Bernardo Capucho e Carolina Campilho. Casados há oito anos e pais de dois rapazes, Bernardo, de seis anos, e Manuel, de cinco, o empresário na área da organização de eventos e a historiadora de arte aguardam o nascimento do terceiro filho, uma menina, que deverão batizar como Carmo de Santa Maria, e cujo nascimento está previsto para o início de dezembro.
À semelhança do que acontece com regularidade durante o ano, os quatro passaram um fim de semana descontraído, desta vez no Castelo da CARAS, em Óbidos, pautado sempre por momentos de diversão e conversas animadas, reveladoras da cumpli­cidade que une esta família.
– Sempre disseram que gostariam de ter uma família numerosa...
Carolina – É verdade. Desta vez esperámos um bocadinho, mas em breve conheceremos a princesa. Depois ficamos por aqui...
Bernardo – Ainda ponderámos a hipótese de ficar só pelos dois filhos, mas era pouco... Como nunca é a altura ideal – se estivéssemos à espera da altura ideal, nunca teríamos tido filhos –,
assumimos que íamos ter mais um, e que lhe daremos o melhor que sabemos e podemos.
– Sei que esta gravidez trouxe momentos assustadores...
Carolina – É verdade. Tive uma cólica renal às oito semanas. Estava sozinha em casa com os meninos e foi horrível. Não sabia o que se estava a passar, porque nunca tinha tido uma coisa assim. Foi desesperante, mas felizmente tudo se resolveu. Depois, às 32 semanas, tive uma ameaça de parto...
– Um alerta para a necessidade de abrandar?
– Foi um sinal de ‘stop’, porque é um terceiro filho e preciso ter mais algum cuidado.
Bernardo – Ao terceiro filho já estamos quase em autogestão. Há uma tranquilidade absoluta, às vezes até demais.
Carolina – Acabamos por abusar e quando surgem estes alertas temos mesmo de parar.
– Havia preferências em relação ao sexo do bebé?
Bernardo –
Como a Carolina é muito organizada, temos a roupa dos meninos separada de forma impecável, por idade e estações do ano, e achava que seria mais prático se fosse outro menino. Por outro lado, na minha família é quase tudo homens, já estamos habituados a lidar com rapazes. Agora vai ser uma novidade e, sobretudo, um desafio giro.
– Percebe-se que tem uma relação muito engraçada com os seus filhos. Apesar de ter uma vida profissional agitada, consegue ir estreitando laços com eles?
– Felizmente, na minha atividade consigo gerir os horários, o que me permite ir levá-los e buscá-los à escola, acompanhá-los e ter algum tempo de qualidade com eles. Há dois anos tomei a decisão de passar o escritório para junto de casa, e ganhei qualidade de vida nesse aspeto, porque consigo ser um pai mais presente. Depois, adotei aquela técnica clássica do ‘polícia bom’ e do ‘polícia mau’, em que eu sou o bom e a mãe é o mau. [risos] Eles sabem que, embora com regras, é do lado do pai que vão encontrar um parceiro de palhaçadas. Regras, disciplina e organização é do lado da mãe. O quarto impecável, a secretária arrumada, os lápis no sítio, é absolutamente mãe.
Carolina – Eu sou um bocadinho a ‘bruxa’, mas não faz mal. Sempre fui muito arrumada e organizada e, tal como a minha mãe me passou esses ensinamentos, tento incutir-lhes o mesmo. Neste momento, eles já têm essa noção e não preciso de andar atrás deles para arrumarem o quarto. Mas sim, confesso que me incomoda a desarrumação.
Bernardo – Eu sou mais pela desarrumação organizada, ou seja, mais ou menos desarrumado, mas sabendo onde é que estão as coisas. Não sofro muito com a desarrumação. Costumo dizer que os sítios muito arrumados não têm vida, e eu prefiro um sítio com vida.
– Conseguiram, então, encontrar um bom entendimento apesar das vossas diferenças?
– Sempre foi assim. Há cedências de ambos os lados, às vezes não ligando muito, por vezes desligando mesmo, e as coisas vão correndo... Com feitios completamente diferentes, é verdade, mas por isso é que também tem graça. Eu vou esticando até à última com dois aliados, que se juntam a mim para ver até onde conseguimos ir. Fazemos um trio a que eles chamam de ‘homens da família’.
Que valores gostariam de tentar passar aos vossos filhos?
– Mais do que tentarmos impor valores, tentamos dar o exemplo. União e alegria são os dois valores principais, os restantes serão transmitidos naturalmente através do que veem. Por exemplo, não precisamos de lhes dizer para cumprimentar as pessoas, eles naturalmente cumprimentam todas as pessoas. Com boa disposição e alegria conquistamos o mundo e abrimos as portas necessárias. Não é preciso viver de rancores. Nós gostamos de rir, de viver com uma atitude positiva e com este sentido de alegria, união e família.
– Enquanto família católica, calculo que o Natal seja vivido de forma especial?
– Sim, com muita alegria. Se bem que os miúdos nestas idades têm apenas uma ideia do que é o menino Jesus e o presépio. Incutimos esses valores, mas não de forma exagerada. Começam por montar as figuras do presépio, mesmo não sabendo exatamente quem são, e só colocam o menino Jesus no presépio no dia 25. Até lá, mostramos que está tudo preparado para o receber. Há um tempo de preparação, um tempo de acontecer, e de­pois um tempo de crescer e de aprender. São valores que ultrapassam esta parte da fé católica.
Fazem fins de semana em família de forma regular. É uma forma de fugir à rotina?
– Somos cascalenses mas fugimos sempre que podemos para a nossa ‘terra’, na zona de Monsaraz, que eles gostam imenso. Assim conhecem outra realidade, a do campo, dos animais, junto da natureza. Gostam de apanhar la­gartixas e bichos de contas, conhecem o ciclo da natureza, dos alimentos, sabem quando nascem as romãs, as nêsperas e tangerinas e de onde vem a azeitona. São escapadinhas em família, simples e descontraídas.
– Trabalha há 25 anos na área da produção e organização de eventos e não parece ser daquelas pessoas que contam o tempo que falta para chegar à reforma...
– Nada! Mal seria... Gosto de continuar atento porque o que se faz hoje em termos de eventos não é o que fazíamos há 25 anos. Nós chamamos-lhe a arte do efémero, porque trabalhamos para as sensações e emoções, para aquele momento que o cliente viveu no local que preparámos e que guardará para a vida na sua memória.

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