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Ana Guedes Rodrigues em família: "Temos muita qualidade de vida no Porto"

A diretora de Informação do Porto Canal e o engenheiro estiveram com os filhos, António e Afonso, no Douro, um paraíso a poucos quilómetros do Porto que gostam sempre de visitar.

19 de dezembro de 2015, 16:00

Histórias como a de Ana Gue­des Rodrigues e António Queirós são cada vez mais raras. Amigos de longa data, foi em Marraquexe, há cinco anos, que assumiram o que sentiam um pelo outro e começaram a namorar. Certos desse sentimento, voltaram àquela cidade marroquina para se casarem, em 2011, e um ano depois foram contemplados com uma gravidez de gémeos. António e Afonso, hoje com três anos, são o centro das atenções de Ana e António, que sempre quiseram ter uma família grande. No entanto, os desafios profissionais que entretanto se colocaram levam-nos a questionar essa hipótese: a antiga jornalista da TVI assumiu recentemente a Direção de Informação do Porto Canal, enquanto o engenheiro criou a sua própria empresa a norte.
A CARAS conversou com o casal, num fim de semana em família no Douro, e ficou a conhecer as tradições natalícias de Ana e António. Seguros de que “não se deve criar nas crianças a ilusão de que é tudo fácil, e que podem ter tudo o que querem”, falam da educação dos filhos e do constante desafio que é serem pais de gémeos.
– Este ano o António e o Afonso já vão usufruir do Natal de maneira diferente. Como se vive em vossa casa esta festa tão mágica para as crianças?
Ana Guedes Rodrigues – No ano passado eles já se divertiram imenso! Adoraram o Pai Natal, porque lhes trouxe exatamente o que eles tinham pedido, no entan­to, acho que este ano vai ser ainda mais especial. Eles gostam muito de ter a família à volta deles e de estar em casa dos avós, esta festa é especial por isso tudo. E como são as únicas crianças da família...
António Queirós – Este ano vamos ter que ser mais cuidadosos com o Pai Natal, porque o Afonso ficou desconfiado...
Ana – No verão passado falou-se na palavra Natal e o Afonso perguntou: “O Pai Natal vai ser o Lourenço outra vez?” Nunca em nenhum momento se falou disto, na noite de Natal ele divertiu-se a adorou tudo, por isso ficámos muito surpreendidos com a perspicácia dele. Nós desconversámos, mas não sei se o convencemos.
– E como vai ser o vosso Na­tal este ano?
António – Como na maioria das famílias, passamos um ano em casa dos meus pais, outro ano em casa dos pais da Ana. Felizmente, temos sempre as duas famílias juntas, só mudam as casas.
Ana – O nosso Natal é muito tradicional, com bacalhau e batatas cozidas, e um molho especial de cebola e azeite fervido. Temos muita sorte, porque as nossas mães são excelentes cozinheiras e fica tudo ótimo. Eu só tenho de fazer a aletria, é a minha especialidade. Este ano vai ser ainda mais especial, porque o António e o Afonso já se vão sentar à mesa connosco, no ano passado ainda eram muito bebés. Eles estão numa fase muito gira, sentem-se crescidos e gostam de comer connosco.
– Sendo gémeos, pedem os mesmos presentes ou fazem pedidos diferentes para depois trocarem?
António – Normalmente querem a mesma coisa. No ano passado, demos uma guitarra a cada um. Este ano, ainda não pensámos.
Ana – Tem de ser sempre igual, caso contrário há confusão. Há dias passámos numa loja e um quis um carro de bombeiros e o outro uma mota da polícia. Foi uma asneira, porque quando chegaram a casa pegaram-se, querem sempre o brinquedo do outro! Custa-lhes partilhar quando gostam muito de uma coisa. E o mesmo acontece com a roupa. Há alturas em que preferia vesti-los de maneira diferente, mas só consigo mudar as cores, os modelos têm de ser iguais.
António – Na verdade o que eles mais disputam é a mãe. Eles são muito diferentes, mas têm isso em comum, são loucos pela Ana e fazem de tudo para ter a atenção dela.
Ana – Um dos grandes desafios dos gémeos é esse, porque têm as mesmas necessidades. Acredito que seja complicado lidar com a partilha do afeto. Mas são amorosos...
– Trabalho a dobrar, mas também retorno a dobrar...
– Sim, eles já dizem coisas muito fofas, retribuem imenso o afeto que lhes damos. Dizem-me que estou bonita, adoram dar beijinhos e abracinhos. São muito queridos.
– Fisicamente, é visível que são diferentes. E de personalidade?
– Também. O António é impulsivo e traquinas, arrisca mais, faz birras, tem um feitio difícil, está sempre a testar os limites de todos. É de extremos, porque, por outro lado, também consegue ser dócil e pedir desculpa pelas asneiras que faz. Gosta de colo e de mimo. É mais pai. Já o Afonso tem um feitio mais fácil, é bem comportado, mas também é mais frio. Se lhe pedimos um beijinho só dá quando lhe apetece, não quando nós queremos. Tem uma personalidade definida, sabe o quer, não se deixa enganar, é ponderado. É mais mãe.
– Com toda a agitação diária, faz parte dos vossos planos ter mais filhos?
– Gostávamos muito de ter uma família grande...
António – ... mas temos dois dilemas: a gestão do dia-a-dia e o tempo para o afeto. Pelo que temos observado, nas famílias numerosas os filhos mais velhos ajudam a cuidar dos mais novos, logo têm menos atenção e crescem mais rápido. Por isso estamos a ponderar tudo. Gostávamos mui­to de ter outro filho, mas ainda não decidimos.
Ana – Entretanto foram-me colocados novos desafios profissionais que me ocupam bastante tempo, e se já é difícil com dois filhos, imagino o que será com mais um bebé! Além disso, ofereci aos meus dois filhos algo que dificilmente poderia oferecer a um terceiro, o primeiro ano e meio em casa com eles. Foi muito bom, mas acho que agora não ia poder fazer isso. Ou seja, ter mais filhos não está fora de hipótese, mas não para já. E convém não esquecer que a probabilidade de eu ter outra vez gémeos é gigante... tem de ser um passo bem pensado!
– Foi para terem mais tem­po para os vossos filhos que a Ana decidiu deixar Lisboa e regressar ao Porto?
– Nunca me senti em casa em Lisboa, apesar do desafio profissional e das condições ótimas que tinha. Há momentos na vida em que umas coisas falam mais alto que outras, e estou certa de que seria uma infelicidade mudarmos para Lisboa por causa da minha carreira. Por isso, quando fiquei grávida, tomei a decisão de voltar a casa. Fico mais tranquila por criar os meus filhos cá.
António – A nossa base familiar está no Porto, aqui temos muita qualidade de vida.
Ana – Foi uma decisão difícil, mas não tenho dúvidas de que foi acertada. Entretanto surgiu o convite do Porto Canal e foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, porque pude voltar a fazer televisão, ao lado do Júlio Magalhães e na minha cidade. Perfeito!

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