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A filosofia de vida que rege a história de Marcos Frota

O ator, de 60 anos, foi fotografado no Castelo da CARAS.

CARAS Brasil
17 de dezembro de 2015, 16:06

Sem deixar de lado as suas raízes e valores recentes, Marcos Frota, de 60 anos, acha-se um novo homem. Um homem de voz calma, olhar sereno e seguro de seus passos. “Hoje, sou protagonista da minha vida, sou mais paciente, observador. Já realizei as minhas aspirações da juventude e sinto que, definitivamente, alcancei a maturidade”, afirmou o ator, que encontra no silêncio as coordenadas que regem a sua vida. “Não perco a oportunidade de ficar sozinho, em silêncio. É nele que encontro o autoconhecimento. Pode ser estranho, mas gosto da solidão. Não aquela doentia, mas a frutífera, que me leva a estar comigo mesmo”, disse, no Castelo da CARAS, em Nova Iorque. A solidão, porém, nada tem a ver com o coração. A viver uma relação com a executiva Amanda Almeida, de 32 anos, o ator imprime sua maturidade também no amor. “Ter alguém para partilhar as coisas boas da vida é bom. Já tenho a minha história e, hoje, o que conta é o companheirismo”, frisou Frota.
Com 30 anos de carreira, Marcos Frota acrescenta à nova fase boas histórias e êxitos profissionais. Afinal, já levou sua arte aos palcos, aos sets, aos estúdios de televisão e aos picadeiros. “Em muitos momentos sacrifiquei a minha vida pessoal por conta do trabalho como, por exemplo, não estar perto dos filhos em certos momentos, mas após tantos anos percebo que valeu a pena. Sou uma pessoa privilegiada e não saberia fazer outra coisa na vida. A profissão enriquece a minha alma”, declarou o ator, que é pai de Amaralina, de 33 anos, Apoena, de 31, e Tainã, de 25, da primeira união, e de Davi, de 16, fruto do relacionamento com Carolina Dieckmann.
– De onde vem a sua vitalidade?
– A alegria é o combustível da vida. Manter uma atitude positiva diante das dificuldades é o grande segredo. Sempre vivi assim, nunca experimentei o sentimento da inveja, da ambição, de querer estar no lugar do outro. É esse conforto de alma que me dá jovialidade.
– Maturidade ou juventude?
– Estou com 60 anos e feliz por estar bem de saúde e de cabeça. O meu sentimento é de gratidão. Chegou a hora de colher os frutos do que vivi, de aproveitar mais a vida, de colher o que plantei.
– Colher frutos não é sinónimo de desacelerar...
– Não! Significa viver novas etapas. O artista não se reforma, amadurece nos palcos.
– Já sacrificou sua vida pela carreira. Faria tudo novamente?
– Se eu pudesse voltar atrás, melhoraria muita coisa. Cometemos erros, mas a vida é assim. Mas acabamos por aprender com os nossos erros.
– Errar em que sentido?
– É uma carreira difícil. Precisamos de estar atentos para não cair em ciladas, e eu caí em quase todas. O excesso de exposição, a vaidade, o ego e o sucesso podem manipular-te. Nessa altura, a família, os amigos e a consciência de que somos todos iguais é fundamental para mantermos os pés no chão.
– O circo é a sua grande paixão. Que lição aprendeu com ele?
– Foi com ele que exercitei a minha cidadania e minha espiritualidade. Já nasceram muitas pessoas no meu circo, mas também já morreram, não pelo lado trágico, mas pelo ciclo natural da vida. Isso faz-nos refletir sobre a existência.

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