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Tiago Bettencourt: Um músico 'inquieto'

O músico deu recentemente dois concertos nos coliseus do Porto e de Lisboa. Feliz com o sucesso, Tiago assegura que não se deixa deslumbrar pelo sucesso e que não tem dificuldade em manter os pés assentes na terra.

Marta Mesquita
12 de dezembro de 2015, 12:00

Nos passados dias 7 e 14 de novembro, Tiago Bettencourt, de 36 anos, viveu as duas “melhores noites na minha carreira”, como partilhou com os seus seguidores no Facebook, referindo-se aos concertos que deu nos coliseus do Porto e de Lisboa. Apesar de ficar satisfeito com o sucesso, o músico não gosta de sobressair, deixando sempre o protagonismo para o seu trabalho. “Espero que a minha música não diga nada sobre mim, porque o importante não sou eu. Por mim, nem sequer aparecia, estava em casa a ver filmes. O importante é a música deixar de ser nossa e passar a ser das pessoas. É-me um bocado indiferente o reconhecimento. Por isso é que gosto de ir para fora e poder andar à vontade. É algo que me serena. Contudo, gosto que venham ter comigo e me digam que gostam muito do meu trabalho, porque percebo que não me estão a abordar só por ser famoso. Nestes casos tratam-me de igual para igual. Não me fascino com o estrelato. Nenhum dos meus amigos é fascinado por aquilo que faço. Ninguém me diz: “Tiago, tu és o maior.” Portugal é um país muito pequenino para que alguém se sinta uma superestrela”, explicou o músico.
Com mais de dez anos de carreira e muito seguro da música que quer fazer, Tiago mantém a humildade e a exigência de quem quer fazer sempre mais e melhor, como confidenciou: “Estou muito consciente daquilo que quero fazer e sinto-me sereno em relação ao meu trabalho, mas não de uma forma preguiçosa. Continuo a ser muito inquieto e a achar que não sei nada, como se estivesse no princípio. Voltar à inocência é bastante importante para mim.”
Muito discreto, o músico faz questão de não falar sobre o seu lado mais pessoal. Contudo, nesta conversa que teve com a CARAS, Tiago partilhou um pouco de como é a sua vida para além da música: “Sempre que tenho tempo, gosto de fazer aquelas viagens low cost e de ficar em hotéis em que pago dez euros por noite. Isso inspira-me muito. Depois, gosto de fazer exercício. Odeio correr, mas de vez em quando tem de ser [risos]. Também voltei a jogar padel. Gosto de ler, de cinema e de ir a exposições. Preciso de andar sempre de um lado para o outro.”

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