Nas Bancas

Irina Shayk: “A beleza é muito mais do que uma cara bonita e um corpo bem feito”

Aos 29 anos, a nova embaixadora da L’Oréal Paris revela alguns dos truques de beleza que a têm ajudado a despertar atenções um pouco por todo o mundo.

CARAS
12 de dezembro de 2015, 10:00

Nascida em Yemanzhelinsk, na Rússia, Irina Shayk teve uma infância modesta numa aldeia pacata. A sua carreira como modelo começou aos 19 anos e em apenas dois anos Irina alcançou o topo da moda ao tornar-se a cara de uma marca internacional de lingerie. As suas feições únicas e hipnotizantes rapidamente cativaram os mais conceituados fotógrafos mundiais, impulsionando-a para o topo da indústria da moda. Hoje uma top model de referência, a manequim acaba de assinar mais um contrato milionário, desta vez com a L’Oréal, marca francesa de cosméticos da qual passou a ser embaixadora. Nesta entrevista exclusiva, a modelo, de 29 anos, que mantém um romance assumido com o ator Bradley Cooper desde abril, faz um balanço da sua carreira e revela projetos para o futuro.
– Como é que começou a sua carreira?
Irina Shayk – Fui descoberta depois de ganhar um pequeno concurso de beleza na Rússia. Paris foi a primeira cidade onde desfilei. Tinha 19 anos, o que era tarde para começar como modelo. Foram tempos muito difíceis, pois eu não dominava a língua, não tinha dinheiro nem experiência e tive de aprender tudo muito depressa. E esta é uma área difícil, é muito competitiva. Tudo o resto é conhecido.
– Como encara o sucesso que alcançou?
Tive muita sorte ao longo da minha carreira e sinto-me privilegiada por ter conseguido chegar até aqui, fazendo todos os dias uma coisa que me dá prazer. Tenho a sorte de poder trabalhar com alguns dos mais talentosos e criativos profissionais, não só da indústria da moda mas também da música e do cinema. Além disso, viajo imenso e contacto com as mais diversas culturas.
– Ao crescer, sentiu que era tratada de forma diferente devido à sua beleza?
Na adolescência eu era tão alta e magra, tão diferente dos meus colegas, que os miúdos gozavam comigo. Mas a minha família apoiou-me sempre imenso. Todas as mulheres da minha família são lindas e têm personali­dades fortíssimas, e eu aprendi imenso com elas. Penso que a verdadeira beleza é muito mais do que uma cara bonita e um corpo bem feito: é confiança, é personalidade, e é a forma como tratamos as outras pessoas.
– Qual foi o maior erro que cometeu no que respeita a cuidados de beleza?
Quando era adolescente experimentei imensas tonalidades de cabelo e o resultado foi horrível.
– Qual é a sua maior arma de sedução?
Os lábios voluptuosos, claro! E o batom vermelho é um must have.
– Tem algum ritual de beleza?
Começo sempre o meu dia com uma limpeza de pele e a aplicação de um creme hidratante. Por vezes, uso cubos de gelo para acordar a minha pele – a minha mãe sempre fez isto e tem uma pele maravilhosa! Se estiver a trabalhar, protejo sempre a minha pele com um primer antes de aplicar a maquilhagem.
– Quem é o seu ícone de beleza?
Gosto de mulheres ativas que tentam fazer tudo pelos outros. Admiro a Angelina Jolie, por exemplo. É uma das mulheres mais extraordinárias do nosso tempo, não só por ser inacreditavelmente forte e bonita, mas também por ter um coração enorme. Elizabeth Taylor é outro dos meus ícones, uma grande e inspiradora mulher. Mas a minha maior referência é a minha avó. A vida dela não foi fácil: aos 19 anos voluntariou-se para combater na II Guerra Mundial e perdeu a família quase toda. Mesmo depois de a guerra terminar, as coisas não foram fáceis: trabalhou muito, perdeu o marido e o filho... Mas nunca deixou de se preocupar com os outros, manteve-se forte e foi uma das mulheres mais bonitas que conheci.
– Qual é o seu maior segredo de beleza?
– Tratar do meu interior é o mais importante. Sou manequim, mas adoro comer. Quando vivia na Rússia, as minhas avós faziam as melhores panquecas do mundo e as melhores almôndegas. Adoro comida e como de tudo, mas faço imenso exercício físico. Pratico boxe e sou obcecada por jiu-jitsu. Temos de perceber qual é o melhor exercício para o nosso corpo e tentar encontrar um bom equilíbrio entre aquilo que comemos e o exercício físico que praticamos.
– Como é que se prepara para uma red carpet?
Se tenho um evento, uso sempre o batom Color Riche da L’Oréal, que existe em mais de 250 tons! Gosto também de usar uma máscara para dar volume às so­brancelhas: as minhas ficam infinitamente longas e dá-nos um olhar extremamente glamoroso.
– Como é que consegue manter a sua tez tão uniforme?
Limpo sempre a pele antes de me deitar e aplico creme hidratante de manhã e à noite. Também é importante dar à pele um dia de folga de vez em quando, para a deixar respirar.
– O que torna uma mulher única e bonita?
– O seu humor, bondade e inteligência.
– Que conselho de beleza ou bem-estar gosta de transmitir à sua melhor amiga?
– Mantém-te positiva e nunca desistas!
– O que lhe dá confiança?
– A minha família. Sempre fomos muito unidas e apoiamo-nos muito umas às outras. Devo tanto à minha mãe, à minha irmã e às minhas avós... Foram elas quem me deram força para chegar onde cheguei.
– Que tipo de prazer ‘proibido’ se permite?
Por vezes como um chocolate. Mas isso implica sempre exercício extra no dia seguinte.
– Como foi a sua infância?
Cresci no meio do nada, numa localidade muito pequena chamada Yemanzhelinsk, onde não há nada, à exceção de uma mina de carvão. É tão pequena que nem aparece nos mapas. O meu pai trabalhava na mina e a minha mãe era professora de música. Cresci na época da Perestroika e, para sobreviver, tínhamos que plantar vegetais no nosso pequeno quintal. Quando vinha da escola, tinha de tratar da horta e ajudar a minha mãe. Aos 14 anos, o meu pai morreu e a minha mãe teve de arranjar dois empregos para sustentar a família. Sempre nos apoiámos mutuamente e a verdade é que me sinto abençoada por ter a melhor família do mundo.
– O que não pode faltar na sua mala?
Um hidratante de lábios, o telemóvel e um batom cor-de-rosa nude.
– Que produtos leva sempre de viagem?
Protetor solar, creme hidratante e o Elsève Extraordinary Oil para os cabelos.
– Que artistas mais admira?
Adoro os pintores russos, como Aivazovsky, Vrubel, Chagall, Surikov ou Rublev.
– O que a deixa mais orgulhosa?
Ser capaz de sustentar a minha família.
– Como se imagina daqui a dez anos?
A viver numa casa grande, com uma família feliz e rodeada pelos meus filhos.
– Qual é, para si, a qualidade mais importante?
Respeito mútuo.
– O que mais odeia?
Que as pessoas não assumam as suas responsabilidades.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras