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Dalila Carmo, apaixonada por viagens, diz: “Portugal é maravilhoso”

Viajar está no ADN da atriz, que este ano já esteve no Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, Bolívia, Equador, Peru e Colômbia, festejou o aniversário em Beirute e foi ainda a Cabo Verde.

Joana Brandão
5 de dezembro de 2015, 14:00

Com um sorriso contagiante, uma carreira ímpar em Portugal e uma forma de estar cativante, Dalila Carmo destaca-se entre os seus pares. Habituada a viajar pelo mundo, sozinha, mas sem se sentir só, a atriz gosta de testar os limites e a liberdade é o que mais preza. Ir é o verbo que mais gosta de conjugar, e depois de ter passado cinco meses a percorrer a América do Sul e de ter estado em Beirute e Cabo Verde, Dalila já tem os próximos destinos pensados: Índia e Sri Lanka. Antes, o trabalho: a atriz já se está a preparar para a próxima novela da TVI, que marca o seu regresso à televisão após ter sido protagonista de O Beijo do Escorpião.
Divorciada desde 2013 de Vasco Machado, com quem esteve casada sete anos, Dalila diverte-se com as notícias que lhe atribuem namorados e, sem adiantar muito, diz estar “bem e feliz”.
Sensitiva, aventureira, comunicadora e claramente apaixonada pela vida, aos 41 anos sente-se em forma, mas tem cuidados para atrasar o envelhecimento, como percebemos nesta conversa que decorreu com vista para o Porto, no The Yeatman, em Gaia, hotel que tem um Spa Vinothérapie Caudalie, marca da qual é embaixadora em Portugal.
– Deste hotel temos uma melhor das vistas sobre o Porto. Como se sente ao visitar a cidade que a viu nascer? E que tipo de relação tem com ela?
Dalila Carmo – Curiosamente, nunca tinha estado no The Yeatman, que é um hotel maravilhoso e com uma vista fantástica. Uma das minhas coisas preferidas é percorrer o tabuleiro superior da Ponte D. Luís a pé e olhar para o Porto deste lado. Mas não venho cá tanto quanto gostaria. Saí do Porto no dia 1 de agosto de 1993, aos 18 anos, e já vivo em Lisboa há mais tempo do que vivi no Porto. A minha mãe mudou-se entretanto para lá e aqui ficou apenas a minha avó, que tem 92 anos. Aliás, há quem não saiba que sou do Porto e quando passeio na rua perguntam-me se estou a gostar da cidade. A verdade é que, a certa altura na minha adolescência, achei que o Porto era muito pequeno, tinha a sensação de que conhecia toda a gente. Agora a cidade está mais ampla e é possível mudar de ambiente. Provavelmente, já não encontro as mesmas pessoas sempre na mesma esplanada. Antigamente não havia rotatividade, estávamos todos confinados ao mesmo espaço e isso ‘apertava-me’ um bocadinho.
– É para não se sentir ‘apertada’ que viaja sozinha?
– O maior medo das pessoas é a minha maior motivação. Gosto de viajar sozinha porque sinto autonomia e muita liberdade. Costumo dizer a brincar que sou uma viajante quase profissional. Por exemplo, na última grande viagem que fiz, à América do Sul, saí daqui só com bilhete de ida. O prazer da viagem começa na preparação e dá-me gozo pesquisar e ir preparando o terreno. A história, a arquitetura, a gastronomia, as reservas e parques naturais dos locais que vou visitar são o ponto de partida para uma viagem.
– Imagino que seja enriquecedor contactar com culturas tão distintas da nossa. Quando regressa de viagem, vem uma pessoa diferente?
– É, de facto, fantástico, e a médio e longo prazo damo-nos conta de que houve mudanças, porque é impossível ficarmos imunes a essas realidades. Cosadtumo dizer que passamos a ver a vida pelo astrolábio e não pelo funil. Vemos tudo com outra dimensão, relativizamos. Mas também ficamos mais exigentes, porque ter consciência da diversidade faz com que uma certa monotonia nos canse.
– E leva sempre Portugal consigo para onde quer que vá?
– Sim, deixo sempre mensagens para visitarem Portugal e, nas fotos que partilho, uso sempre inúmeras hashtags, porque acho o nosso país extraordinário, lindo e maravilhoso, e nós temos de acreditar nele e promovê-lo. Além do turismo, temos vinho, queijo e água de grande qualidade. Acredito que temos matéria, mas falta-nos visão empresarial. Há muito por onde crescer, veja-se o nosso património cultural, que muitas vezes é menosprezado. O turismo cultural é de qualidade, pode ser o futuro, mas tem de ser trabalhado.
– Depois da América Latina ainda foi a Beirute e a Cabo Verde. É essa vida sem fronteiras que lhe dá a juventude? Como se sente com 41 anos?
– É difícil travar o envelhecimento, e não vale a pena ficarmos obcecadas, porque não há nada a fazer. Há alterações que se notam e coisas que mudam, mas devemos usar o que pudermos para atrasar essa inevitabilidade.
– Que cuidados de beleza tem?
– Há seis anos, ainda vivia em Madrid, comecei a usar os produtos da Caudalie, e fiquei fã. Gosto do cheiro, do facto de não serem testados em animais e da forma como a minha pele reage aos cremes. Quando voltei para Lisboa, procurei-os para esta parceria, e acho que isso torna esta relação mais fiável e fiel.
– Esteve em cena com Lúcia Afoadgada e, entretanto, prepara-se para gravar uma nova telenovela. Intercala trabalhos em cinema, teatro e televisão para evitar a tal monotonia de que tanto foge?
– Não consigo fazer só uma coisa, mas faço uma coisa de cada vez, para estar inteira em cada personagem. A televisão é muito absorvente e desgastante. Há quem subestime o produto, mas eu acho que não há nada tão exigente como televisão, porque é onde se trabalha mais, onde somos testados ao limite.

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