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Sinéad O'Connor

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Getty Images

Sinéad O’Connor: “Tenho o direito de querer morrer”

As publicações da cantora nas redes sociais denotam uma profunda instabilidade emocional.

CARAS
3 de dezembro de 2015, 18:06

Dias depois de tentar por termo à vida e de lançar o alerta nas redes sociais, Sinéad O’Connor voltar a usar a internet para mostrar que não está bem psicologicamente. Na segunda-feira, dia 30, deixou uma mensagem dirigida à família, nomeadamente aos quatro filhos, dizendo que todos estavam mortos para ela e que nunca mais queria vê-los. O post acabou por ser retirado horas mais tarde, mas a artista irlandesa voltou a escrever no Facebook e desta vez para reclamar o direito de querer morrer. “Quando uma mulher não consegue à primeira, ela tentará uma e outra vez. Tenho o direito de querer morrer e quero usufruir dele”, escreveu Sinéad O’Connor. Mas também esta mensagem, tal como a conta oficial da artista foram apagadas.
Recorde-se que Sinéad O'Connor foi hospitalizada no passado domingo, 29 de novembro, depois de ter publicado uma carta de suicídio na sua página de Facebook. A cantora irlandesa, de 48 anos, revelou que tinha tomado uma dose excessiva de comprimidos. "Não há outra forma de conseguir respeito. Não estou em casa, estou num hotel, algures na Irlanda, sob outro nome", disse na mensagem, onde falou também sobre a dor em não ter relação com a sua família, causada por uma "série de traições".
"Parabéns. Conseguiram ver-se livres de mim. Lamento que não tenha sido mais cedo... De qualquer forma, os meus filhos não querem saber se estou viva ou morta. Nem os seus pais. Toda a gente fica melhor", disse.
Algumas horas depois, a polícia localizou O'Connor, adiantando que esta se encontra "sã e salva" e a receber tratamento psicológico de modo a evitar mais pensamentos suicidas.
Na terça-feira, dia 1, Mary Coughlan, amiga da artista, conta que esta foi encontrada inconsciente, mas que está a recuperar. “A Sinéad não corre perigo e está a ser acompanhada por uma equipa médica”, escreveu no Facebook, adiantando que os filhos da cantora estão ao cuidado de familiares e amigos.
Refira-se que, no início deste ano, Sinéad O'Connor cancelou todos os concertos devido "a problemas de saúde que punham a sua vida em perigo". Em agosto último, contou que tinha sofrido uma histerectomia. Já este sábado, um dia antes do sucedido, fez duras declarações em relação à música nas redes sociais. "A música acabou para mim. Nunca vou voltar", escreveu.
A cantora irlandesa, que sofre de doença bipolar, tem quatro filhos: Jake (do casamento com o músico John Reynolds), Roisin(fruto da relação com o jornalista John Waters), Shane (da relação com o músico Donal Lunny) eYeshua (do romance com o empresário americano Frank Bonadio). E foi precisamente a eles e à sua irmã, Eimear, que se dirigiu numa mensagem publicada na mesma rede social esta segunda-feira, dia 30. "Jake, Roisin, Jr., Donal, Eimear, nunca mais vos quero ver. Tiveram a hipocrisia de vir ao hospital e não estar cá quando eu acordei. Eu sou merda para vocês. Vocês estão mortos para mim. Mataram a vossa mãe. Deixaram-me sozinha durante 12 semanas! Nunca mais quero ver ou ouvir-vos. Assassinos. Mentirosos. Hipócritas. Todos vocês", escreveu.

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