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Ana Rita Rocha e Celso Martins serenos à espera do segundo filho, um rapaz

Gabriel foi o nome escolhido pelo casal de manequins para batizar o filho, que deverá nascer em fevereiro.

Cláudia Alegria
29 de novembro de 2015, 10:00

Ter um segundo filho sempre fez parte dos planos de Ana Rita Rocha e Celso Martins. Juntos há 19 anos, a booker, de 36 anos, e o instrutor e coordenador do ginásio Aquafitness, de 35, aproveitaram a tranquilidade da cidade alentejana de Estremoz para desfrutar de um fim de semana em família com a filha, Estrela, de seis anos, durante o qual revelaram à CARAS que aguardam com serenidade o nascimento de Gabriel, previsto para fevereiro.
– Sempre disseram que queriam ter mais filhos. Esperaram seis anos...
Celso –
Esperámos um bom bocado, mas vem na melhor altura.
Ana Rita – As circunstâncias da vida fizeram com que fôssemos adiando esse desejo por considerarmos que não era a melhor altura. Mas, de facto, começámos a ver a Estrela a crescer muito, pensámos na diferença de idades que iriam ter e, como já não vou para nova, decidimos que era agora ou nunca. Não ter mais filhos estava fora de questão. Também estava numa fase da minha vida que precisava de uma lufada de ar fresco. O ano passado foi muito atribulado a vários níveis e senti que precisava deste aconchego, que acho que nos vai fazer bem.
– Atribulado? O que aconteceu?
Aconteceu de tudo, mesmo em termos de saúde. Cheguei a ficar internada... Sem querer entrar em grandes pormenores, em termos profissionais não correu muito bem. Quis experimentar trabalhar como booker numa agência mais pequena e tudo correu muito bem no início, mas de facto não tive muita sorte com a empresa. Foi de tal forma delicado que fiquei doente, senti que estavam a sugar-me a energia toda. Passei a pôr tudo em questão...
Celso – A Ana Rita deixou a Just, onde trabalhava na área de formação de manequins, porque queria crescer, queria trabalhar como booker, como sempre ambicionou, só que as coisas não resultaram porque os patrões não eram profissionais. Essa agência acabou por encerrar e ela ficou meio perdida, sem saber o que fazer. Ficou fragilizada, mas entretanto tudo se resolveu.
– Daí dizer que esta gravidez foi uma lufada de ar fresco?
Ana Rita –
Sim, é um novo começo, é começar a acreditar outra vez. Estas fases da vida fazem-nos crescer e evoluir. Fez-me repensar aquilo que realmente queria fazer, com quem é que queria estar. E o mais importante é, de facto, a família, quem nos rodeia e quem nos faz bem. Tudo o resto são histórias para esquecer.
– Nesta fase, Celso, o seu apoio deve ter sido muito importante?
Celso –
A Ana Rita foi-se muito abaixo e eu estou cá como sempre estive, para lhe dar ânimo. Acho que agora estamos a passar uma fase muito feliz. Há várias coisas a acontecer nesta nova etapa que nos darão muita energia para o resto da nossa vida.
– Estão juntos há 19 anos. Como é que se mantém viva uma relação tão duradoura?
A nossa vida tem tido vários ciclos. Quando sentimos que estamos a entrar num ciclo de monotonia, tentamos encontrar algo que dê um novo impulso à relação. Aconteceu isso quando nasceu a Estrela e agora com o nascimento deste filho. Temos uma vida muito ativa, gostamos muito de sair, de jantar juntos, de passar fins de semana fora. E acho que isso nos tem ajudado a manter viva a chama.
– O facto de a vossa relação ter nascido de uma forte amizade também ajudará?
Ana Rita –
Sem dúvida. Nós já tínhamos as raízes, que são sempre muito difíceis de cultivar e manter. Depois, tem de haver muita compreensão. Claro que dá trabalho. É muito mais fácil dizer que não apetece e ir embora. Mas nós, felizmente, não nos cansamos de estar um com o outro.
– Como é que uma manequim lida com as transformações físicas durante a gravidez?
É complicado. Não vou ser hipócrita e dizer que estar grávida é ótimo. Felizmente nesta gravidez não tenho feito tantas retenções de líquidos e não engordei muito, porque também tive mais cuidados. Pedi ao Celso para me ajudar a treinar, coisa que não fiz na primeira gravidez, e tenho ido ao ginásio três vezes por semana.
– O que, calculo, lhe faça bem tanto física como psicologicamente?
Claro que sim. Não é fácil para uma manequim ver o corpo a mudar sabendo que não volta a ser igual. Estou ciente disso. Mas faço exercício para me sentir bem. Não vou ser a manequim que sempre fui, magrinha, porque isso já não é possível, mas vou lutar para me sentir bem, como mulher e como mãe.
– Agora está na moda as grávidas treinarem para tentar recuperar a forma o mais depressa possível. É o que vai tentar fazer?
É engraçado que, quando estava grávida da Estrela, era quase tabu uma grávida ir ao ginásio. Agora já não, veem-se muitas grávidas a treinar e sentimo-nos mais à vontade para o fazer. Neste momento a minha preocupação maior é que corra tudo bem com o parto e depois, sim, vou começar a treinar mais intensamente.
– A vossa filha é alta para a idade que tem. Se ela mostrar vontade de também ser manequim, vão apoiá-la?
Vou dar-lhe imensa força. Para mim, ter sido manequim foi uma experiência boa. Viajei muito e conheci imensas pessoas espetaculares. Tinha perfeita noção do que queria fazer e quais os caminhos que queria percorrer e os que não queria. Por isso, se ela quiser, vou dar-lhe toda a força, porque acho que é uma experiência muito gira. É claro que é uma profissão efémera, mas que vale a pena experimentar.

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