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Fernanda Serrano: “Acho que estou a cumprir bem a missão de mãe”

Durante uma viagem de trabalho a Paris, a atriz, de 41 anos, revelou à CARAS que irá regressar em breve à televisão.

Cláudia Alegria
28 de novembro de 2015, 12:00

Uma viagem de trabalho a Paris permitiu a Fernanda Serrano relembrar momentos felizes passados uns meses antes exatamente na mesma ci­dade. “Foi uma viagem em família com as três gerações: filhos, pais e avós. Pela primeira vez viajámos os sete, mais um presente, que ainda estava embrulhado... Eu já sabia que estava grávida, mas os avós e os irmãos ainda não. Paris é sempre uma cidade que apetece revisitar, mas no Natal ainda é mais lúdica e glamorosa, e eles deliraram. Andaram pela primeira vez de metro e de avião, ficámos todos no mesmo hotel... Além disso, poder promover uma viagem com os meus pais foi muito agradável, para os recompensar de tudo. Se bem que acho que o amor, o cuidado, a atenção e o carinho que lhes dedico hoje, ontem e sempre é muito mais do que o suficiente. Portanto, isto não foi de todo uma recompensa. É um prazer para todos nós”, assegura a atriz, que, recorde-se, é mãe de Santiago, dez anos, Laura, de sete, Luísa, de seis, e Caetana, de três meses e meio, fruto do seu casamento de 11 anos com Pedro Miguel Ramos. Inspirados no conhecido Questionário de Proust, ficámos a conhecer um pouco melhor a sua personalidade durante esta viagem que fez na qualidade de embaixadora da Mixa, marca es­pecializada nos cuidados da pele.
– Qual é o seu maior medo?
Fernanda Serrano –
Perder os que amo. Nem gosto de o verbalizar... Tenho medo que os anjos nos ouçam.
– E o seu maior defeito?
Correr contra o tempo. Para mim, os minutos não deveriam ter só 60 segundos. Por isso, tento esticá-los ao máximo.
– A sua maior qualidade?
A genuinidade, acho.
– O seu ideal de felicidade?
Acordar, viver e deitar-me com os que amo. Acordar com os meus filhos, passar um dia em pleno com eles e deitar-me com eles é o meu ideal de vida. Não preciso de mais nada para ser feliz.
– Quando e onde foi mais feliz?
Porque são os dias que re­cordo de me sentir a mulher mais feliz do mundo, foi quando nasceram os meus filhos, quando, pela primeira vez, senti o cheiro deles e os tive perto de mim. Sente-se um estado de graça ao mais elevado nível. É uma felicidade tão grande receber um filho...
– Nasceu para ser mãe?
Adoro. A minha mãe morre de medo de me ouvir dizer isto porque percebe que ainda não perdi o brilho nos olhos quando digo que adoro ser mãe, apesar de já ter quatro filhos. Seria profundamente infeliz se não tivesse o privilégio de o ser. E gostaria que este privilégio acontecesse às pessoas certas, às que sentem o mesmo que eu. Acho profundamente injusto que mulheres que têm este privilégio não o saibam ser. Como mãe, custa-me muito ouvir algumas notícias e perceber a que ponto é que um ser humano é capaz de chegar para infligir mal a um filho. Um filho ama-se, cuida-se, por um filho dá-se a vida, nunca deveria acontecer o contrário...
– Como é que os seus filhos interagem uns com os outros? Gostam de ter muitos irmãos?
Gostam, mas têm noção de que já começam a ser muitos! Faço por ser uma mãe muito presente em todas as tarefas, tanto nos trabalhos da escola como na preparação das roupas, dos banhos e da alimentação. Cuido de tudo. Além de ser atriz, gosto de ser mãe e dona de casa, pelo que sobra para mim, obviamente. Tenho de abdicar de algum tempo de descanso, mas tudo é feito com prazer. Não quero que os meus filhos sintam que isso é um sacrifício. É um prazer, para mim, estar presente nas vidas deles. A responsabilidade de eles existirem foi uma decisão minha, portanto, quero que eles sintam que são um benefício e nunca um sacrifício.
– Entretanto, vai recomeçar a trabalhar?
Sim. Sou uma mãe muito orgulhosa, mas também é importante ser uma atriz feliz, ser uma pessoa realizada que sai de casa contente porque vai trabalhar e que chega a casa cansada mas satisfeita porque passou o dia a exercer a profissão que gosta. Não gosto é de estar parada.
– Vai deixar de ter tempo para cuidar da horta que entretanto criou no seu quintal. Sempre teve esta preocupação com os produtos que consome?
Não, foi uma coisa que ganhei com o passar dos anos, a experiência, a vida e com algumas situações que me fizeram repensar que precisamos de estar mais alerta com o que consumimos e de que forma vivemos. E é possível fazer tudo com alguns cuidados básicos. Não sou fundamentalista, nunca fui e acho que nunca serei, mas passei a fazer alguns ajustes, nomeadamente na minha alimentação, e penso que ao fazê-lo posso promover uma longevidade maior e ter maior qualidade de vida. Se eu incutir esses hábitos alimentares aos meus filhos, acho que estou a cumprir muito bem a minha missão de mãe, cuidando da sua futura saúde. Eles farão o que entenderem quando forem adultos, mas, para já, estou a promover uma boa dieta alimentar.

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