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Maria João Bastos vive drama em Paris

A atriz estava a jantar num restaurante da capital francesa quando se deram os ataques terroristas no passado dia 13 de novembro.

CARAS
27 de novembro de 2015, 16:30

Maria João Bastos estava em Paris na passada sexta-feira, dia 13, quando se deram os atentados terroristas. A CARAS quis saber como é que a atriz viveu de perto esses acontecimentos.
– Onde estava na altura dos ataques?
Maria João Bastos – Estava num restaurante quando começaram a chegar as notícias. O restaurante tinha uma estrutura toda em vidro que dava para a rua. Por segurança, fecharam as cortinas e transferiram os clientes para a parte superior, onde nos retiveram várias horas por sugestão das autoridades. O ambiente era muito tenso, intensificando-se à medida que as notícias iam chegando. A extensão geográfica dos atentados foi causando cada vez mais angústia, porque percebíamos que qualquer lugar podia ser um alvo. As pessoas estavam tristes e assustadas, apesar de nos sentirmos relativamente seguros.
– E sentiu medo?
– Ficámos todos apreensivos com o que estava a acontecer e apesar de nos sentirmos relativamente seguros naquele restaurante sabíamos e íamos acompanhando o que estava a acontecer completamente incrédulos e assustados. Afinal, era ali ao lado.
– Percebeu logo a dimensão da situação?
– Sim. Toda a gente estava com os telemóveis na mão a acompanhar os acontecimentos, tiraram a música do restaurante e a polícia mandou fechar as portas e não deixar ninguém sair. Era claramente uma situação grave. Só consegui sair do restaurante às três da manhã e as ruas estavam vazias, um completo silêncio. Foi muito triste.
– Conseguiu dormir?
– Não, não consegui. A tristeza era muita, é uma grande tragédia. Pensava nas pessoas inocentes que perderam a vida, pensava em tudo o que isto significava. Isto foi um atentado contra todos nós. O mundo está de luto.
– Esteve junto do Le Carillon, onde aconteceu um dos ataques e onde foram colocadas flores e velas pelas vítimas...
– Sim, no domingo, ao final do dia, fui acender uma vela e rezar pelas vítimas num dos lugares de homenagem. Tinha acabado de chegar, estava um silêncio cortante com centenas de pessoas a rezar e de repente duas ou três vozes gritam “run! run!” [fujam, fujam] e instalou-se o pânico, com as pessoas a atropelarem-se. Perdi-me das pessoas com quem estava e consegui esconder-me num café com outras pessoas. Ficámos ali bastante tempo, com a polícia a pedir para ninguém sair até perceber o tinha acontecido. Passado um bom bocado recebemos ordem para sair, tinha sido um falso alarme e o medo instalado gerou o pânico.
– Um grande susto...
– Foi um susto enorme, fomos embora com uma angústia muito grande, uma grande tristeza de perceber como as pessoas estão aterrorizadas com o que se está a passar.
– Três dias depois, como está a cidade?
– Nos dias seguintes, as ruas estavam vazias, mas hoje, segunda-feira, já voltaram a estar cheias e com as pessoas a voltarem às suas rotinas. Mas o policiamento está apertado e vê-se muito exército nas ruas.

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