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À espera do terceiro filho, Rita Ferro Alvim assegura: “A minha vocação é ser mãe”

A jornalista da SIC e o marido, Bernardo Alvim, vão ser pais pela terceira vez. O bebé, que vem fazer companhia a Maria, de seis anos, e a Duarte, de quatro, deverá nascer em meados de abril.

Marta Mesquita
21 de novembro de 2015, 10:00

Para Rita Ferro Alvim, de 39 anos, ter três filhos é um “ato de coragem”, até porque os últimos anos não têm sido fáceis para as famílias portuguesas. Contudo, a vontade que a jornalista e o marido, Bernardo Alvim, sentiam de alargar a família e dar mais um irmão a Maria, de seis anos, e a Duarte, de quatro, acabou por pesar mais do que os desafios que se avizinham com a chegada de mais um filho. A iniciar o segundo trimestre de gestação, Rita assegura que está preparada para voltar às fraldas e à dinâmica de ter um bebé em casa, ou não fosse no papel de mãe que mais se sente realizada.
Durante uma tarde passada entre brincadeiras com os filhos e o cão, Buddy, a jornalista revelou em exclusivo à CARAS a grande novidade, partilhando ainda alguns dos seus segredos para viver feliz e equilibrada, mesmo com birras à mistura.
– Está grávida do seu terceiro filho. Vai ser mais uma aventura…
Rita Ferro Alvim – Sim, vai ser uma aventura! Andei até agora com a barriga muito escondida, porque queria esperar pelos três meses. Estou muito contente. Nunca pensei ter três filhos, mas decidimos avançar e seja o que Deus quiser.
– A maternidade já não é uma novidade para si. À terceira ainda se sente o mesmo entusiasmo? Ainda se têm muitas expectativas?
– O que sinto é que tenho pouco tempo para desfrutar desta gravidez. Nestes três meses aconteceram muitas coisas, lancei o livro [Socorro... Eles Crescem tão Rápido!], a minha filha partiu o cotovelo, foi o início do ano escolar... Acho que a partir de agora, que já se passaram os primeiros três meses e sei que está tudo bem com o bebé, vou aproveitar esta fase. Até porque, quando penso que estou a viver a minha última gravidez, quero desfrutar de tudo de uma maneira mais intensa.
– Acha que nos tempos que correm ter três filhos acaba por ser um ato de coragem?
– Acho que é um ato de coragem, sim. Costumo dizer que ainda bem que não conheci o meu marido mais cedo, porque iríamos chegar aos sete filhos! [Risos.] Hoje em dia já é uma raridade ter três filhos, o que é uma pena. Adorava que houvesse mais incentivos e apoios. Dá pena ver a taxa de natalidade no nosso país...
– E há espaço na sua vida para outros papéis para além do de mãe?
– A mim não me custa muito viver em pleno esse papel. A minha vocação é ser mãe, é o que mais me realiza. Claro que também sou mulher do meu marido e sou pessoa, mas esses papéis, neste momento, estão em segundo plano. Sei que os meus filhos vão crescer e que nessa altura a Rita mulher e pessoa vão ter mais espaço. Sei que um dia vamos ter saudades do barulho dos miúdos e das suas rotinas.
– É a mãe que sempre idea­lizou?
– Não sou uma pessoa com muitas expectativas, por isso nunca idealizei a mãe que queria ser, sempre parti do zero. Deixo espaço para que os meus filhos me ensinem. Com eles aprendi a ser melhor pessoa. São eles que me ensinam a ser mãe.
– A Rita parece ser uma mãe descontraída, que não se enerva com as coisas menos boas que os seus filhos fazem. Contudo, também deve ter dias mais difíceis… Como é que lida com as frustrações da educação?
– Claro que há dias maus, mas tenho algo a meu favor: estou sempre bem disposta e isso é uma grande ajuda na maternidade. Posso deitar-me triste com alguma coisa, mas no dia seguinte estou pronta para tudo e cheia de força.
– Um dos assuntos que tem abordado no seu blogue, Rita Ferro Alvim: Socorro! Sou Mãe..., e sobre o qual também escreve no seu mais recente livro, é o método do Mindfulness, a Atenção Plena. O que a apaixonou nesta forma de estar e de educar?
– É um método que tem muito a ver com a minha personalidade. Às tantas damos por nós chatea­das com as migalhas que estão na cozinha ou com a casa para arrumar e, de repente, podemos tornar-nos refilonas. A Atenção Plena contraria essa tendência mais negativa e permite-me estar atenta, aqui e agora, aos meus filhos e às suas necessidades emocionais. Aprendi que uma birra é só uma forma de comunicação, uma maneira de nos dizerem que querem carinho, atenção, segurança. Se os nossos filhos nos virem sempre a refilar e mal dispostas, mais tarde vão imitar esse comportamento. Temos de educar para o diálogo, para a compaixão e para a empatia. Sei que isto parece muito poético, mas consegue-se.
– E no meio do diálogo e da tranquilidade há espaço para as regras?
– Sim, há espaço para as regras. O ‘não’ faz parte da educação. Frustrar as crianças é muito importante e não podemos dizer que sim a tudo. O ‘não’ ensina tanto como o ‘sim’, ou até mais. Herdámos muitas frases feitas, como “uma palmada não faz mal a ninguém” ou o “se não fazes isto, tiro-te aquilo”, e ao fazer isso estamos a ensinar o valor da chantagem aos nossos filhos.
– Mas isto para funcionar tem de ser um trabalho de equipa…
– Sem dúvida, e o meu marido é o meu grande apoio e eu o dele. Estamos lá um para o outro.

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