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Sofia Arruda: “Já quis muito que me vissem como uma mulher adulta”

Aos 27 anos, a atriz diz que continua a ser vista como uma menina, mas hoje já desvaloriza a questão.

Andreia Cardinali
8 de novembro de 2015, 14:00

Apesar de hoje isso já não a incomodar, Sofia Arruda, de 27 anos, continua a deparar-se com o ‘problema’ de ter ar de menina. Por isso, sente que tem de se dedicar sempre mais em cada projeto e provar que tem capacidade para assumir esse género de papéis. A verdade é que ter começado a trabalhar aos 11 anos, na série Super Pai, a fez crescer mais depressa do que é habitual nas crianças e a preparou desde muito cedo para o mundo da fama.
Hoje, encara qualquer personagem com tranquilidade e foi com prazer que recuperou o seu lado mais infantil para vestir o papel de protagonista na peça Alice no País das Maravilhas. A seu lado em todas as etapas tem contado com o apoio do namorado, o fisioterapeuta David Amaro.
– Depois de uma primeira temporada, a Alice no País das Maravilhas está de volta. É bom regressar com o mesmo projeto?
Sofia Arruda – É maravilhoso. Não é a primeira vez que reponho um espetáculo devido ao sucesso da primeira temporada e tenho a dizer que a peça ganha muito com isso. Levamos coisas novas para o palco e tudo o que descobrimos da primeira está cá na mesma, mas mais nosso, mais entranhado, o que nos permite explorar coisas novas e enriquecer um espetáculo que já era bom. Além de Lisboa estivemos também no Porto e amei aquele público! As crianças, tanto no Porto como em Lisboa, adoram a história da Alice, levavam livros para eu assinar... Foi maravilhoso, fui muito acarinhada.
– Viu-se pela primeira vez num papel que implicava cantar. Já se sente mais confortável com isso.
– Acho que nunca me vou sentir cem por cento confortável a cantar, porque não sou cantora. E respeito muito esse lugar. Mas a verdade é que gosto muito de desafios.
– Poderá ser uma experiência a repetir?
– Cantar? Não sei, eu não escolho papéis onde tenha que cantar, mas eles aparecem na minha vida!
– Desta vez vão à Madeira antes de re­gressar ao Porto e a Lisboa. Como lida com as saudades do seu namorado?
– Na Madeira não vamos ficar muito tempo. Na temporada passada estivemos um mês inteiro a viver no Porto e aí senti muitas saudades de casa. Mas não podia ter sido mais bem recebida, o público era uma delícia, os meus colegas da peça, que hoje já são amigos, são do mais especial que há, mas eu sou muito caseira. Não me importo nada de trabalhar 12 horas seguidas, mas no final do dia preciso da minha casa e do meu namorado.
– Calculo que o David seja um grande apoiante...
– Sem dúvida. Ele consegue ler-me sem que eu tenha de verbalizar o que estou a sentir após um dia de trabalho que pode ser muito intenso. Tem sido um grande companheiro.
– Já tem 16 anos de carreira. Isso traz alguma responsabilidade?
– Claro. Desde o início que me dedico muito ao trabalho. Tive a sorte de começar com pessoas cheias de paciência para me ensinar e isso foi fundamental. Claro que sinto uma enorme responsabilidade, porque há gerações inteiras que acompanham o meu trabalho e que também cresceram comigo. Às vezes sou abordada por famílias inteiras em que todos conhecem o meu trabalho, é engraçado.
– Ainda hoje é vista como uma menina. Lida bem com isso?
– Acho que isso é uma consequência de ter começado tão nova e as pessoas nem querem acreditar que já passaram 16 anos. Como não tenho uma aparência muito pesada, isso também dificulta. Hoje não me faz diferença, mas já fez, já quis muito que me vissem como uma mulher adulta. Vivo bem com isso e acredito que o tempo vai fazer com que as pessoas me vejam como sou e com a idade que tenho [risos].

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