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Joana Freitas: “A vida leva-nos a bom porto, só temos de ir na corrente”

Dá a cara por diversas marcas, mas no seu dia-a-dia a manequim é descontraída e humilde. O noivo, Francisco Alves, é o seu grande apoio em tudo o que faz. A cerimónia ainda não está planeada, pois quer fazer tudo sem ansiedade.

Vanessa Bento
31 de outubro de 2015, 14:00

Joana Freitas tem apenas 29 anos, mas a sua carreira no mundo da moda já se faz há 15. E sempre assente em decisões conscientes e ponderadas. “Eu era adolescente, tinha 14 anos, quando ganhei de repente o Super Model of the World. Um título como este mexe muito connosco e se isso não for bem gerido, o resultado não é bom. Felizmente, sempre tive a minha mãe a puxar-me para a normalidade do dia-a-dia, longe dos holofotes. Os meus pais não permitiram que deixasse de estudar, por exemplo. E ainda bem. Tudo foi acontecendo sem atropelos na minha vida e na minha carreira. E sou feliz por isso. Tenho um percurso bonito, com bons trabalhos”, explica, orgulhosa, mas sem vaidades. Em paz com as suas escolhas, Joana Freitas mantém-se fiel à sua essência e encontrou alguém com a mesma postura na vida e na profissão. Por isso, e por muito mais, garante que Francisco Alves é a pessoa certa com quem partilhar a sua vida. Juntos há quase dois anos, a manequim e o surfista estão noivos e certos do passo que querem dar.
– Para alguém que nunca fantasiou o seu próprio casamento, ser pedida em casamento deve ter sido uma grande surpresa...
Joana Freitas –
É verdade, foi mesmo. Não estava à espera porque nunca sonhei casar-me. Tenho muito mais o sonho de ser mãe. Mas no que toca ao casamento, não sei... Hoje em dia toda a gente vive junta e corre tudo tão bem, que acaba por ser igual. Nunca pensei muito em ser pedida em casamento. Por isso, quando aconteceu, foi uma grande surpresa, sim.
– Deve ter sido um momento muito especial...
– Muito. Sempre achei que o casamento não me dizia nada, mas o facto de o Francisco me ter pedido em casamento deixou-me num estado de felicidade muito grande. Andei umas duas semanas anestesiada, sempre a olhar para o dedo onde uso o anel de noivado. Afinal, foi algo muito importante para mim.
– Já começaram a planear a cerimónia?
– Não, ainda não pensámos muito nisso. Não sabemos bem o que queremos fazer. Aquilo que sabemos é que não vamos fazer uma coisa convencional, pela igreja. Quero que seja um casamento pequeno, intimista, só para as pessoas mais próximas. Quero muito casar-me no verão, morena, acho que é mais prático para toda a gente. Ainda por cima eu sou toda do ar livre e o Chico também, por isso, queremos um casamento em comunhão com a natureza. Gostava que fosse no campo, num sítio bonito que me fique na memória. Mas estamos a deixar as coisas fluir. Estamos tão bem os dois... Queremos que o casamento aconteça numa altura em que estejamos os dois mentalmente disponíveis. Não quero que seja um stresse e uma corrida contra o tempo e neste momento estamos com demasiaaddo trabalho para isso.
– O que é que o Francisco tem que o torna a pessoa certa para si?
– Ele tem muita coisa com que me identifico, sobretudo a nível de educação, valores e princípios. Aquilo que eu quero para mim é exatamente o que ele quer para ele. E só isso é logo um match point. Pensamos de forma similar, damos muita importância à família e acho que vai ser um bom pai. É uma pessoa muito atenciosa, carinhosa, presente e tem um sentido de humor que adoro. Faz-me rir e isso é ótimo.
– A vontade de construir uma família está muito presente no seu discurso...
– Desde miúda que quero ser mãe. Sinto que tenho instinto maternal e adorava ter três filhos. Como tive pais muito presentes e sempre fui habituada a estar em casa e a fazer coisas com eles, tenho isso interiorizado. Quero muito construir tudo isso para mim, um dia. A família sempre teve uma importância muito grande na minha vida. Aliás, não optei por uma carreira internacional para poder estar perto dos meus pais. Sou muito apegada a eles, nunca cortei o cordão umbilical com as minhas pessoas e as minhas coisas.
– Nunca se arrependeu dessa decisão?
– Nunca. Fico muito feliz quando olho para trás e vejo tudo o que fiz. Acho que até agora consegui ter um percurso profissional que me enche de orgulho, cheio de boas escolhas. Sempre consegui fazer tudo a que me propus: nunca deixei de estudar, consegui trabalhar e, ao mesmo tempo, estar presente na vida das pessoas mais chegadas. Não sacrifiquei nada no meu crescimento por causa da moda. Sinto que não perdi nada. Pelo contrário! Ainda bem que tive a capacidade e a inteligência de conciliar tudo.
– Nota-se que se sente em paz com a vida que tem e as escolhas que fez.
– Sim, completamente. Acho que isso é o mais importante. O dinheiro não é tudo. Há pessoas que se movem mais pelo fator financeiro. Não tem mal nenhum, mas não me identifico com isso. Claro que gosto de ganhar dinheiro e ter qualidade de vida, mas a minha paz interior e o meu bem-estar passam pelas minhas pessoas. Lá está, é o meu cordão umbilical. Preciso das minhas pessoas, dos meus cães, da minha casa... Gosto de ter o meu poiso, o meu lugar, não tenho feitio para andar a fazer e a desfazer malas e a passar a vida em aeroportos. Gosto muito do meu canto e prezo muito isso.
– E o papel de mãe é tranquiadlamente conciliável com a carreira de manequim?
– Como já disse, quero muito ser mãe, e gostava que isso acontecesse em breve. Agora estou tranquila, estou a aproveitar esta fase cheia de trabalho e penso que, quando for mãe, vou conseguir conciliar bem a maternidade com a minha carreira. As mentaadlidades já começam a mudar. Antigamente uma manequim deixava de trabalhar perto dos 30 se fosse mãe, hoje já não é assim. Vemos as top models com filhos e, aos 36 anos, continuam a trabalhar. É bom haver esta evolução.
– A Joana fez agora 29 anos. Tem cuidados específicos com o seu corpo para atenuar os sinais do tempo?
– Acho muito bonito uma mulher saber envelhecer. E aceito tranquilamente as rugas. Mas tenho cuidados básicos. Tento ter uma alimentação saudável. Por sorte, nunca fui muito gulosa e não gosto muito de fast food. O exercício físico também é importante, mas é uma ferramenta complementar à alimentação. Acredito que somos aquilo que comemos. Além disso, e como estou mais perto dos 30, comecei no último ano a ter alguns cuidados mais específicos. Na clínica do Dr. Francisco Ibérico Nogueira faço de vez em quando uns cocktails vitamínicos, para manter a qualidade da pele, e complemento com massagens drenantes associadas a radiofrequência.

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