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Ricardo Pereira: “Nunca pus o meu casamento em causa”

De regresso ao Brasil, onde está a gravar a novela “A Regra do Jogo”, que estreou esta semana na SIC, o ator falou da importância de ter a família ao seu lado em todas as etapas da sua vida.

Cristiana Rodrigues
25 de outubro de 2015, 10:00

Depois de ter passado um ano no nosso país, onde integrou o elenco de Mar Salgado e participou em quatro filmes – Meu Passado Me Condena 2, de Fábio Porchat; Cosmos, do polaco Andrzej Zulawski, produzido por Paulo Branco e que ganhou recentemente o prémio de Melhor Realização no Festival de Locarno; Amor Impossível, de António Pedro Vasconcelos; e ainda Cartas de Guerra, de Ivo Ferreira, baseado num livro de António Lobo Antunes –, Ricardo Pereira, de 36 anos, regressou ao Brasil para vestir a pele do delegado Faustini em A Regra do Jogo, que estreou esta semana na SIC. E o ator não foi sozinho. Como já é hábito, acompanharam-no a mulher, Francisca, e os filhos, Vicente, de três anos, e Francisca, de um.
– A Francisca acompanha-o sempre. Ter uma mulher ao lado que compreende e aceita mudar-se para onde quer que esteja e dedicar-se à família é cada vez menos comum. Reco­nhece-lhe esse mérito?
Ter a minha mulher ao meu lado é das coisas mais fantásticas do mundo. Para mim não faz sentido ter determinadas conquistas, fazer determinadas escolhas e experiências e não ter com quem as partilhar. E nós ficamos bastante felizes por estarmos juntos em todos esses momentos. E sim, obviamente que lhe reconheço o mérito, porque ela acaba por abdicar de escolhas e decisões mais prolongadas para poder estar sempre ao meu lado, e isso é um pilar preponderante, porque a minha vida profissional correrá muito melhor se tiver uma vida emocional estável.
– A Francisca parece ser também uma mãe muito presente...
Sim, é uma mãe incansável, uma mulher muito companheira, fantástica. Sou muito grato por ter tido a sorte de ter uma pessoa tão especial ao meu lado, que está sempre disponível.
– Têm construído um amor inabalável? Que bases é que são imprescindíveis para um casamento não ruir?
Uma das grandes condições para que um casamento seja bem vivido é a sinceridade e o companheirismo. Depois, a vontade de partilhar e o querermos estar sempre presentes na vida um do outro proporciona uma proximidade, uma cumplicidade, faz com que o amor seja mais intenso e mais forte. Ao longo do tempo temos construí­do uma relação séria, honesta, de muito amor e entendimento, mas quem sou eu para dizer quais são as regras do amor? Vamos vivendo o dia-a-dia, acertando algumas vezes, errando outras, mas, acima de tudo, sempre a ouvir-nos um ao outro.
– Alguma vez pôs em causa a sua relação? Alguma vez lhe apeteceu desistir?
Nem sempre acertamos, nem sempre temos a melhor atitude, mas nunca pus o meu casamento em causa e isso deixa-me
feliz. Uma coisa que aprendi com os meus pais é que devemos conversar uns com os outros. Acho que é muito mau quando as pessoas perdem a capacidade de diálogo. Com a Francisca vivo uma relação adulta, madura, que tem sido vivida passo a passo e sempre de mão dada.
– Ter mais filhos é um dos vossos desejos. Está para breve?
Ser pai e mãe é uma grande responsabilidade. Neste momento estamos calmamente a tentar educar a Francisca e o Vicente da melhor maneira para quando ele estiverem mais independentes pensarmos num terceiro filho, mas sem pressa. Nós gostamos de ter tempo para os nossos filhos, de passar tempo com eles, por isso, tudo a seu tempo. Nós também estamos a aprender a ser pais e ainda nos faltam bastantes lições para pensarmos no terceiro.
– E sem esquecer que antes de serem pais já eram um casal...
Sim, que somos marido e mulher, namorados, e que temos de fazer prevalecer esta força, este amor, e estarmos juntos sempre que pudermos. Sinto que encontrei verdadeiramente a minha cara-metade.

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