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Winnie Harlow, a manequim que não se encaixa nos tradicionais padrões de beleza

Sofreu de 'bullying', desistiu da escola, mas nunca deixou de acreditar que um dia seria uma supermodelo. Aqui fica a história de Winnie Harlow.

Marta Mesquita
20 de outubro de 2015, 16:16

Atualmente, Winnie Harlow (Chantelle Brown-Young), de 21 anos, é conhecida pelo mundo inteiro, tendo já participado em importante campanhas internacionais. E pode-se mesmo afirmar que esta manequim canadiana, com ascendência jamaicana, é um verdadeiro exemplo do tão desejado ‘sonho americano’, uma vez que venceu as adversidades e conseguiu, contra todas as expectativas, singrar no tão competitivo mundo da moda.
Aos quatro anos foi-lhe diagnosticado vitiligo, uma doença crónica que afeta a natural pigmentação da pele. Desde essa altura que a manequim teve de aprender a lidar com uma imagem diferente que suscitava comentários ofensivos. Na escola era comum as outras crianças chamarem-na de “zebra” e de “vaca”, devido ao aspeto malhado da sua pele. Estas ofensas verbais levaram a manequim a mudar várias vezes de escola, chegando a pensar em suicidar-se.
Quando tinha 16 anos, altura em que a modelo abandonou a escola, uma jornalista decidiu contar a sua história através de um vídeo que divulgou no Youtube. Foi a partir daí que a vida de Winnie Harlow mudou. Apesar de ter sido recusada por todas as agências de Toronto, a sua cidade natal, a manequim foi convidada para participar em vários desfiles da Fashion Art Toronto, em 2013. Estes primeiros passos que deu no mundo da moda levaram a que a ex-top model Tyra Banks reparasse nela e a desafiasse a participar na 21.ª temporada do programa televisivo America’s Next Top Model. Esta participação permitiu-lhe mostrar o seu talento como manequim, começando a ser solicitada por marcas internacionais, como a Desigual e a Diesel, tornando-se uma supermodelo.
Com o seu sucesso profissional veio o mediatismo, que usa para divulgar a mensagem de que “há beleza em tudo”, defendendo que não há qualquer problema em não se obedecer aos tradicionais padrões de beleza. “Sofri de bulling, sim… Claro que me considero uma mulher com coragem. Todas as mulheres que assumem quem são têm coragem. Não me vejo como um exemplo, mas mais como uma inspiração. Não encaro isso como uma responsabilidade, simplesmente mostro-me como sou”, explicou a manequim durante a sua passagem pelo nosso país, onde veio receber o prémio Role Model, atribuído pela revista GQ Portugal.
No que diz respeito à sua vida pessoal, a manequim assegura estar solteira, apesar dos rumores de que estaria muito próxima de Nick Cannon, ex-marido de Mariah Carey.

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